Inovação

small-tiles Yvonne Sonsino | 08 ago 2019

A Inteligência Artificial e a automação estão mudando nosso mundo constantemente, inclusive a maneira como trabalhamos. Tome, por exemplo, o voo espacial da NASA em 1962. Naquela época, Katherine Johnson, personagem central do livro e filme "Estrelas Além do Tempo", ficou famosa por verificar manualmente a matemática do computador da NASA para colocar uma nave espacial em órbita pela primeira vez. Alguns poucos anos depois, no entanto, essa dependência da inteligência humana foi repassada para calculadoras e computadores. Hoje em dia, o avanço da automação parece algo quase assustador com a crescente e rápida sofisticação da Inteligência Artificial. O índice de IA da Forbes mostra que o volume de investimento anual de capital de risco em IA é seis vezes maior agora do que no ano 2000.1 Esses enormes avanços nos recursos de IA podem parecer destruir nossas ideias de como o trabalho é realizado, mas, na verdade, são apenas uma continuação do desenvolvimento. Compreender e utilizar isso é fundamental para a economia global e, em um nível pessoal aprofundado, para o modo como todos nós nos sustentamos. Prepare-se de modo criativo   Embora os robôs possam facilmente substituir trabalhos cotidianos de nível básico (como o trabalho realizado em fábricas, fazendas e restaurantes de fast food), quase que diariamente surgem novos indicadores que mostram como cargos administrativos nos setores financeiro, jurídico, de seguros e contabilidade também estão sendo automatizados. Se é possível replicar mais do que apenas trabalhos físicos rotineiros e se também é possível simular a criatividade, capacidade relacional e inteligência humanas com a Inteligência Artificial em uma escala mais econômica, então como o trabalhador médio conseguirá competir por trabalho? Os líderes de empresas de todos os tamanhos deveriam estar questionando-se sobre como manter os elementos humanos do trabalho, tais como a inteligência emocional, as habilidades pessoais, a capacidade de julgamento e o talento natural. Precisamos analisar como manter essas importantes facetas humanas enquanto utilizamos as ferramentas mais eficazes à nossa disposição. Como preparação para a revolução pessoal iminente (que deve atingir seu ápice nos próximos 15 anos), as organizações precisam compreender os atributos necessários para o sucesso do trabalho. Os líderes precisam começar a antecipar os diferentes cenários do futuro do trabalho, incluindo áreas em que a produtividade, criatividade e inteligência humanas são igualadas ou superadas por colegas artificiais. A automação é inevitável, mas existem vários resultados possíveis. Em vez de tentar adivinhar como será essa reviravolta, os líderes atuais podem preparar as organizações e seus funcionários para um futuro incerto. Isso exige pensar de modo criativo sobre quais habilidades e aptidões devem ser mantidas e quais podem ser automatizadas. Vemos uma vontade cada vez maior de aproveitar o melhor dos dois mundos. Considere estes quatro cenários futuros possíveis para dar asas à sua imaginação e comece a pensar no futuro de maneira inovadora. A lacuna de talentos   Uma visão sobre a ameaça da IA é que ela não só poderia criar uma lacuna de riqueza e trabalho, como também poderia criar uma lacuna de talentos se as condições de promover talentos não existissem mais. Se os robôs se apoderarem da maioria dos trabalhos humanos, poderemos nos deparar com a condição futura de potencial humano não realizado. O aumento na dependência da tecnologia poderia fazer com que números cada vez maiores de pessoas se sentissem sem vontade de aprender ou de fazer muitas coisas, assim a inteligência natural não conseguiria florescer e prosperar. Sem empregos para os quais se preparar, as crianças podem não receber mais educação da mesma maneira. A revolução da IA poderia transformar o talento de um recurso natural em algo que só pode ser criado por aqueles que tiverem acesso à IA mais sofisticada possível, deixando os outros para trás. Meu amigo, o cobô   Quando se trata de trabalho de conhecimento de alto valor (envolvendo sistemas e fatos complexos). é provável que a IA se desenvolva em uma velocidade que as pessoas não consigam utilizar ou compreender. Isso as coloca em risco de substituição, e não de coexistência. Essa situação é diferente da automação do trabalho manual ou físico, que é propenso ao erro humano e à exaustão. O desempenho da automação do trabalho administrativo é mais sutil, diminuindo os erros e as horas de trabalho, eliminando a parcialidade emocional das decisões e aumentando a escala e a complexidade. Os trabalhadores de conhecimento devem se sentir confortáveis ao trabalhar juntamente com a IA e com robôs. Uma visão futura pode incluir cobôs: robôs colaborativos que trabalham com operadores humanos e colegas. Os cobôs são um novo elemento da relação de trabalho que precisa ser criado à medida que as equipes passam a ser compostas pela mistura diversa de inteligência humana e artificial. Diversidade e inclusão na década de 2020   A Inteligência Artificial apresenta uma nova maneira de pensar sobre a diversidade e equipes. Equipes diversas tomam decisões melhores e obtêm melhores resultados comerciais. Isso inclui a "diversidade cognitiva": diferenças nos estilos de solucionar problemas ou de processar informações. A próxima etapa óbvia é incluir robôs equipados com IA na diversidade cognitiva da sua equipe. Seu estilo de resolver problemas é conhecido, determinado pelo código em que são executados e pelos conjuntos de dados em que são treinados. São o contrapeso perfeito para membros humanos da equipe desestruturados e variáveis. A otimização da equipe logo significará projetar uma combinação avançada de mentes humanas criativas com mentes de IA estruturadas, aplicadas em diferentes elementos da tarefa disponível. Nova função do RH   O papel do RH deve evoluir com o crescimento da automação no local de trabalho. Os trabalhadores humanos e de IA coexistirão em um grupo de trabalho, e o RH deverá utilizar os melhores funcionários em cada tarefa determinada. Para isso, será necessário compreender o poder e as aptidões dos robôs, além de (e talvez de modo ainda mais importante) suas limitações. A utilização dos recursos humanos nas tarefas certas será uma habilidade importante do RH. À medida que o RH se concentra cada vez mais na gestão de dados e recursos de análise, os líderes de RH precisam considerar a ética dos dados pessoais obtidos dos funcionários, possíveis funcionários, prestadores de serviços e clientes. As ferramentas de trabalho digitais e inteligentes que dominarão o futuro dos negócios tendem a coletar milhares de informações sobre seus usuários. Consequentemente, o RH tem uma responsabilidade maior como guardião dos dados pessoais e privacidade humana. Considerando esses possíveis cenários futuros, os líderes podem começar a traçar estratégias sobre como preparar as organizações e seus funcionários para uma dependência maior de IA e automação. Fontes: Columbus, Louis. "10 Charts That Will Change Your Perspective on Artificial Intelligence's Growth." Forbes. Jan. 12, 2018. https://www.forbes.com/sites/louiscolumbus/2018/01/12/10-charts-that-will-change-your-perspective-on-artificial-intelligences-growth/#2314726a4758.  

Inovação

small-tiles André Maxnuk | 25 jul 2019

A inteligência artificial (IA, artificial intelligence) e a automação são os principais fatores mundiais em diversos setores, com oportunidades que parecem ser ilimitadas. Sua comida pode ser feita por robôs ou até mesmo seu carro pode dirigir por você — mas o que mais pode surgir?1 Essa tendência crescente tem tido grande alcance, revolucionando a maneira como determinados setores operam e mudando o modo como os empregadores contratam funcionários. Sem qualquer previsão de desaceleração, vamos explorar o que está disponível para os negócios que navegam nessa nova era. Automação das tarefas em setores importantes   A automação do trabalho não é uma abordagem única que serve para todos. Determinados setores, firmas e empregos têm maior probabilidade de sofrer impacto do que outros. Por exemplo, há muito tempo os fabricantes usam essa abordagem e tendem a buscar oportunidades de automação sempre que possível. Vejamos o exemplo do Ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, que tem investido no desenvolvimento da automação industrial nos últimos anos e não mostra sinais de que vá parar.2 É apenas um país, mas ele representa a direção do setor e do processo em geral — a meta é manter os custos baixos e manter a eficiência. O setor automotivo viu ganhos semelhantes no processo de fabricação, bem como na produção de veículos autônomos. Embora essa tecnologia tenha sido aos trancos e barrancos, Strategy Analytics and Intel pesquisa destaca que ela está sendo aprimorada continuamente e que em breve poderá mudar totalmente a produção automobilística.3 Embora esses setores sirvam de exemplos perfeitos do que a IA e a automação podem fazer, outros têm dificuldades com a implementação das funções principais dessa tecnologia. Hospitalidade, serviços de alimentação e saúde exemplificam esse atraso: esses setores são altamente orientados por mão de obra, o que dificulta a automação das operações. Embora existam oportunidades para incorporar a tecnologia em serviços de grande escala, nem todos os clientes desses setores estão prontos para ter seu serviço automatizado, conforme mencionado apropriadamente em uma notícia da CNN.4 Avaliação do impacto nas economias e nos empregos   A ideia de que a inteligência artificial eliminará funções é um medo real dos trabalhadores. Ela reflete preocupações intensificadas anteriormente nos Estados Unidos na década de 60, com o aumento de processos automatizados e do índice de desemprego, conforme destaca o MIT.5 Entretanto, Lyndon B. Johnson resumiu bem: "O fato básico é que a tecnologia elimina funções, não trabalho". A diferença e o modo como os empregadores lidam com as mudanças de funções é o que fará várias empresas terem sucesso ou fracasso ao mudar para operações automatizadas. Nas economias em desenvolvimento, a automação de determinadas funções pode gerar melhores oportunidades, eliminando funções perigosas ou funções que dependem demais do trabalho físico. Embora isso possa causar algum desemprego durante a transição de curto prazo, é provável que crie oportunidades para outros empregos mais seguros e satisfatórios para essas pessoas afetadas. Tudo se resume a uma mudança nas habilidades do local de trabalho. As pesquisas mostram que as futuras habilidades da força de trabalho devem priorizar a liderança e outras competências pessoais para permanecerem relevantes e competitivas. Segundo recente pesquisa do LinkedIn as habilidades mais importantes do futuro não são codificação ou habilidades técnicas; são as competências pessoais, como comunicação e colaboração, e a força de trabalho precisará priorizá-las rapidamente à medida que aumentam as operações automatizadas.6 Como envelhecer em um mundo automatizado   A junção de uma força de trabalho mais velha e de maior automação é uma ameaça bem real para os trabalhadores atuais. Aqueles com 30 ou 40 anos de experiência têm maior probabilidade de estar realizando tarefas que podem ser automatizadas — fato que só é mais preocupante quando analisado em nível mundial. Em determinadas regiões, como no Vietnã e na China, 69% a 76% das tarefas realizadas por trabalhadores mais velhos correm o risco de se tornarem automatizadas. Para referência, nos Estados Unidos, acredita-se que cerca de 52% das funções realizadas por funcionários mais experientes podem ser automatizadas. O que também pode ser preocupante é que as populações mais velhas de trabalhadores nessas regiões, como o Japão, estão crescendo rapidamente, criando um efeito em espiral. A boa notícia é que os empregadores estão respondendo com a eliminação da aposentadoria forçada e buscando outras opções para aliviar essa pressão. A automação está trazendo um número incrível de oportunidades positivas para o local de trabalho, mas é importante não ignorar os que podem ser afetados de modo negativo. Não importa se isso significa priorizar o treinamento de competências pessoais para garantir uma força de trabalho preparada para o futuro ou buscar maneiras apropriadas de aproveitar o trabalho automatizado em funções e setores altamente manuais, a verdade é que essa tendência não vai desaparecer. A concorrência e a globalização continuarão fazendo com que os empregadores encontrem maneiras novas e criativas de automatizar processos, mas aqueles que buscam maneiras visionárias de remodelar a força de trabalho usando essa tecnologia terão um verdadeiro diferencial competitivo. Fontes: 1 Constine, Josh, "Taste test: Burger robot startup Creator opens first restaurant," Tech Crunch, June 21, 2018, https://techcrunch.com/2018/06/21/creator-hamburger-robot/. 2 Demaitre, Eugene, "South Korea Spends $14.8M to Replace Chinese Robotics Components," Robotics Business Review, October 20, 2015, https://www.roboticsbusinessreview.com/manufacturing/south-korea-spends-148m-to-replace-chinese-robotics-components/ 3 Statt, Nick, "New documentary Autonomy makes the convincing case that self-driving cars will change everything," The Verge, March 13, 2019, https://www.theverge.com/2019/3/13/18262364/autonomy-film-review-self-driving-cars-malcolm-gladwell-documentary-sxsw-2019. 4 Andone, Dakin and Moshtaghian, Artemis, "A doctor in California appeared via video link to tell a patient he was going to die. The man's family is upset," CNN, March 10, 2019, https://www.cnn.com/2019/03/10/health/patient-dies-robot-doctor/index.html. 5 Autor, David H., "Why Are There Still So Many Jobs? The History and Future of Workplace Automation," MIT: Journal of Economic Perspectives, Vol. 29, Issue 3, summer 2015, https://economics.mit.edu/files/11563. 6 Umoh, Ruth, "The CEO of LinkedIn shares the No. 1 job skill American employees are lacking," CNBC, April 26, 2018,https://www.cnbc.com/2018/04/26/linkedin-ceo-the-no-1-job-skill-american-employees-lack.html.

Inovação

small-tiles Gail Evans | 25 jul 2019

O poder da Inteligência Artificial moldará o futuro do trabalho e otimizará a produtividade. À medida que a transformação digital continua acelerando as operações de negócios, nossas agendas pessoais e de trabalho têm se tornado cada vez mais integradas. Nunca antes os pais, profissionais e comunidades inteiras de pessoas se viram forçados a harmonizar as demandas crescentes de seu trabalho e vidas pessoais. Organizar as responsabilidades da vida moderna pode parecer assustador. Criar filhos saudáveis e equilibrados, apoiar um parceiro ou amigo em dificuldade, impressionar o chefe e os colegas de trabalho e não comprar aqueles biscoitos de chocolate (quem tem tempo para jantar?) podem sobrecarregar a alma humana. Felizmente, as plataformas de IA não estão só mudando o modo como os profissionais organizam as informações e interagem com os dados, mas também o modo como eles lidam com os desafios da vida cotidiana. Apresentamos Warren   O Warren, o assistente digital de consultoria da Mercer, é uma plataforma de Inteligência Artificial sofisticada, concebida para utilizar dados em tempo real com padrões aprendidos, destinada a aumentar a produtividade da força de trabalho. Ele trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir que suas obrigações pessoais e profissionais estejam bem organizadas e seu plano de carreira esteja avançando. Ele faz isso contextualizando dados do passado, presente e futuro e simplificando suas responsabilidades e agenda de modo a incentivar uma melhor tomada de decisão. Em outras palavras, o Warren é o seu orientador pessoal exclusivo, o confidente e companheiro de equipe — a convergência total entre pessoas e tecnologia. Todos os dias, as pessoas lutam para maximizar o valor do seu tempo. Com frequência, nosso trabalho é prejudicado por dados inferiores que resultam em escolhas ruins, agendamento ineficiente e distrações que consomem tempo. Muitas pessoas não têm tempo ou recursos para se adaptarem às mudanças inevitáveis nas prioridades diárias urgentes. O Warren veio para ajudá-las a se concentrarem no que é mais importante, quando é mais importante. Trata-se menos de como a tecnologia nos informa e mais sobre construir uma existência híbrida de máquinas e pessoas trabalhando em conjunto. Você traz o elemento humano para a relação com a sua criatividade, pensamento estratégico e empatia, e o Warren amplia seus recursos humanos fazendo recomendações baseadas nas metas e objetivos designados. Ele então faz ajustes conforme as conversas prévias com você. Todos os profissionais, não só os que estão no topo da hierarquia, merecem um assistente pessoal que ajude a esvaziar a mente. Essa democratização da força de trabalho com a Inteligência Artificial revolucionará o modo como as ideias se tornarão realidade e o crescimento dos negócios. Os dias de compartimentalização das vidas pessoal e profissional já eram. O Warren permite que você priorize e resolva imediatamente tudo o que a vida exigir de você: o diretor da escola do seu filho espera que você atenda o telefone às 13h de uma terça-feira, e seu chefe lhe envia um e-mail às 20h na quinta-feira esperando uma resposta rápida. Sem problemas. O Warren veio para ajudá-lo a ter sucesso em um mundo que exige muito do seu tempo, energia e equilíbrio mental. O Warren responderá assim: "Não, seu filho não tem alergia a amendoim." "Sim, você informou a equipe sobre a reunião de vendas e imprimiu os relatórios para cada membro." Pronto e pronto. A vida moderna é uma experiência totalmente integrada e sem fronteiras. Bem-vindo à nova normalidade. Trabalhe na velocidade da IA   Trabalhar na velocidade da Inteligência Artificial significa jamais ter que se perguntar se deixou o fogão aceso, onde é o local da sala de reunião das 9h ou a exatidão dos dados do gráfico que ilustra os números de produção do último trimestre. Esqueça os lembretes colados no computador, aqueles momentos embaraçosos na sala de conferências quando a apresentação em PowerPoint não carrega e ter que memorizar mais uma senha. Diga adeus àquele momento em que você olha a taça de vinho tarde da noite e se pergunta se é um bom pai. Você com certeza é porque o Warren o lembrou de não marcar aquela ligação importante com o escritório de Hong Kong durante a estreia da sua filha como o Gato Risonho na peça "Alice no País das Maravilhas" da escola. O Warren reconhece as idiossincrasias e a capacidade de falhar dos seres humanos. Ele verifica os fatos e realiza um controle de qualidade de cada etapa do seu dia atarefado. Todo aspecto da sua vida profissional será otimizado com a tecnologia da Inteligência Artificial, que, consequentemente, aumentará bastante a qualidade e o prazer da sua vida pessoal também. Ao prever e reduzir nossos próprios erros humanos e lapsos de julgamento, a IA consegue tornar nossa experiência humana mais significativa, gratificante e impactante. Assim como os e-mails, as mensagens instantâneas e as chamadas de vídeo mudaram a forma de comunicação entre as pessoas, o Warren está mudando a maneira de as pessoas se comunicarem com elas mesmas, suas tarefas de trabalho e suas carreiras inteiras. Uma época de IA democratizada   À medida que os negócios se voltarem para o crescimento, as pessoas terão cada vez mais liberdade para pensar além das minúcias das obrigações diárias e utilizarão aquele novo tempo, espaço mental e capacidade para continuar buscando e avançando. No local de trabalho, o Warren capacita a mudança em todos os níveis da organização, que mudará para sempre a dinâmica de influência e o fluxo de ideias. As grandes ideias e mudanças visionárias não virão mais de cima para baixo. Do CEO, do estagiário temporário e da majestosa sala da diretoria até a tumultuada sala de correspondências, as soluções inovadoras e ideias vanguardistas virão de todos os lugares. Com a democratização da IA, as pessoas mais próximas dos produtos, soluções e serviços terão finalmente tempo e capacidade necessários para refletir sobre as melhorias e criar a próxima prática recomendada ou ideia. A IA servirá de inspiração para os funcionários de todos os níveis pensarem de modo mais inteligente e rápido, desenvolverem estratégias que mudem o jogo e identificarem novas maneiras de criação conjunta e inovação. O Warren e outras tecnologias de IA permitirão que os funcionários, independentemente do cargo, nível ou posto, se desenvolvam pessoal e profissionalmente. O futuro do trabalho, assim como no passado, será definido pelo acesso às informações e oportunidades, bem como pela integração da tecnologia e potencial humano. Agora a IA apresenta aos negócios um universo de possibilidades sem precedentes, e os empregadores devem fazer todo o possível para capacitar seus funcionários de modo que possam competir no futuro e continuar agregando valor à empresa. O Warren é a versão de IA de um colaborador dedicado que mal dorme, só lida com fatos e dados precisos e jamais roubará seu almoço na geladeira. Por último, o Warren é um colega de uma nova era de pessoas, tecnologia e da força de trabalho simbiótica.

Inovação

small-tiles Jackson Kam | 11 jul 2019

A próxima crise financeira mundial está prestes a surgir? Se sim, será que ela será muito diferente da última crise? E existe a possibilidade de o contágio vir dos atuais mercados emergentes, como China, Turquia ou Argentina? Embora o futuro seja incerto e fora de controle, você pode dar passos calculados como um líder executivo para se preparar agora para o que pode vir adiante. As economias de mercados emergentes estão em ascensão   A força das economias de mercado emergentes foi uma das várias preocupações importantes dos líderes em 2018, segundo o estudo Mercer Global Talent Trends e continua sendo uma preocupação atualmente. Enquanto a Ásia, América Latina e África assumem o lugar das economias centradas no Atlântico Norte como os mecanismos mundiais de crescimento, a economia mundial vem sofrendo impactos cada vez maiores devido à sua força crescente. Ardavan Mobasheri, diretor-executivo e diretor de investimentos na ACIMA Private Wealth, acredita que o bastão da liderança mundial será totalmente passado para as economias de crescimento mais rápido até 2030. Ele diz: "É provável que a transição seja concluída até o final de 2030, com as âncoras do crescimento econômico mundial localizadas no Pacífico e no hemisfério sul". Porém, à medida que o mundo se adapta à força cada vez maior das economias de mercado emergentes, ele também deve se adaptar aos "quebra-molas" inevitáveis dessas economias. Os "quebra-molas" estão começando a se formar mundialmente   Os ativos dos mercados emergentes estão agora recuando em face dos ventos contrários em suas regiões geográficas, tais como a desaceleração da produção, aumento da dívida, índices de inflação mais altos e quedas nas moedas.1 "O contágio nos mercados emergentes acontece por meio de diferentes canais e tende a ser maior em períodos de aperto monetário em mercados desenvolvidos", afirma Pablo Goldberg, estrategista sênior de renda fixa na BlackRock, para a CNBC.2 "A liquidez é um problema. Os investidores vendem o que conseguem". Desmond Lachman, membro do American Enterprise Institute (Instituto de Empresas Americanas) e ex-diretor suplente do Departamento de Análise e Desenvolvimento de Políticas do Fundo Monetário Internacional, escreveu em um artigo que os economistas e estrategistas políticos americanos estão ignorando os riscos impostos pelas economias emergentes por sua conta e risco. "Eles não conseguem ver que os anos de alta expansão no balanço geral do Fed e as taxas de juros zero criaram as condições mais facilitadoras possíveis de empréstimo para os mercados emergentes", relata Lachman. "Fazendo isso, eles acabaram com a disciplina das políticas econômicas dessas economias e permitiram que se desenvolvessem grandes desequilíbrios econômicos, principalmente nas finanças públicas". Agora que há mais capital voltando para os ativos americanos considerados mais seguros do que os dos mercados emergentes, começam a ser vistas as fortes vulnerabilidades econômicas acumuladas nas economias de mercados emergentes durante os anos do dinheiro "fácil". Se ignoradas, é provável que essas vulnerabilidades continuem crescendo e se espalhando mundialmente, aumentando ainda mais suas implicações nos próximos anos. Os líderes executivos podem se adaptar — veja como   Para se preparar melhor para um futuro financeiro incerto e evitar essas amplas repercussões, primeiro é melhor você observar as consequências da última crise financeira, ela pode lhe ensinar algumas lições importantes sobre como funcionam a economia e o sistema financeiro mundial. Por exemplo, segundo o relatório da Mercer "10 anos após a crise financeira mundial: 10 lições para aprender", uma das lições mais importantes de 2009 mostra que as políticas dos estrategistas políticos americanos, os recordes de queda nas taxas de juros das políticas, a ampla liquidez injetada no sistema bancário e o considerável alívio gerado produziram resultados inesperados em todo o mundo. Embora as políticas monetárias não tenham sido inflacionárias em termos de preços ao consumidor, elas foram inflacionárias em termos de preços de ativos. Agora as taxas políticas estão aumentando em algumas economias, mas as consequências completas do resultado da última crise em todas as economias mundiais ainda são desconhecidas, até mesmo hoje. Com isso em mente, como líder executivo, você pode seguir estes três passos para se preparar para a próxima crise: 1.  Não abandone a diversificação, amplamente conhecida como "a única refeição grátis no investimento". 2.  Seja dinâmico e esteja preparado para deixar os ativos com altas recordes se eles se tonarem indesejados uma vez que os investidores perceberem que suas valorizações podem não ser baseadas em fundamentos sólidos, como o aumento subjacente nos lucros. 3.  Não abandone o gerenciamento ativo, pois as condições mudarão inevitavelmente.   Ao seguir esses três passos simples você terá agilidade e flexibilidade suficientes para se adaptar a qualquer situação, até mesmo uma crise financeira. À medida que os mercados enfrentarem várias metamorfoses, lembre-se dessas lições e tenha em mente essas dicas para preparar sua organização para qualquer crise iminente. Fontes: 1. Teso, Yumi e Oyamada, Aline, "Emerging Markets Retreat Amid Global Growth Concerns: EM Review", Bloomberg, 15 de fevereiro de 2019, https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-02-15/emerging-market-rally-abate-as-trade-concern-returns-em-review./ 2. Osterland, Andrew, "Emerging markets, despite strengths, still get no respect", CNBC, 1 de outubro de 2018, https://www.cnbc.com/2018/10/01/emerging-markets-despite-strengths-still-get-no-respect.html. 3. Lachman, Desmond, "We ignore risks posed by emerging economies at our own peril", American Enterprise Institute, 17 de setembro de 2018, http://www.aei.org/publication/we-ignore-risks-posed-by-emerging-economies-at-our-own-peril/.

Escolhas do editor

Inovação

Foco no crescimento: como a IA está democratizando o futuro do trabalho
Gail Evans | 25 jul 2019

O poder da Inteligência Artificial moldará o futuro do trabalho e otimizará a produtividade. À medida que a transformação digital continua acelerando as operações de negócios, nossas agendas pessoais e de trabalho têm se tornado cada vez mais integradas. Nunca antes os pais, profissionais e comunidades inteiras de pessoas se viram forçados a harmonizar as demandas crescentes de seu trabalho e vidas pessoais. Organizar as responsabilidades da vida moderna pode parecer assustador. Criar filhos saudáveis e equilibrados, apoiar um parceiro ou amigo em dificuldade, impressionar o chefe e os colegas de trabalho e não comprar aqueles biscoitos de chocolate (quem tem tempo para jantar?) podem sobrecarregar a alma humana. Felizmente, as plataformas de IA não estão só mudando o modo como os profissionais organizam as informações e interagem com os dados, mas também o modo como eles lidam com os desafios da vida cotidiana. Apresentamos Warren   O Warren, o assistente digital de consultoria da Mercer, é uma plataforma de Inteligência Artificial sofisticada, concebida para utilizar dados em tempo real com padrões aprendidos, destinada a aumentar a produtividade da força de trabalho. Ele trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir que suas obrigações pessoais e profissionais estejam bem organizadas e seu plano de carreira esteja avançando. Ele faz isso contextualizando dados do passado, presente e futuro e simplificando suas responsabilidades e agenda de modo a incentivar uma melhor tomada de decisão. Em outras palavras, o Warren é o seu orientador pessoal exclusivo, o confidente e companheiro de equipe — a convergência total entre pessoas e tecnologia. Todos os dias, as pessoas lutam para maximizar o valor do seu tempo. Com frequência, nosso trabalho é prejudicado por dados inferiores que resultam em escolhas ruins, agendamento ineficiente e distrações que consomem tempo. Muitas pessoas não têm tempo ou recursos para se adaptarem às mudanças inevitáveis nas prioridades diárias urgentes. O Warren veio para ajudá-las a se concentrarem no que é mais importante, quando é mais importante. Trata-se menos de como a tecnologia nos informa e mais sobre construir uma existência híbrida de máquinas e pessoas trabalhando em conjunto. Você traz o elemento humano para a relação com a sua criatividade, pensamento estratégico e empatia, e o Warren amplia seus recursos humanos fazendo recomendações baseadas nas metas e objetivos designados. Ele então faz ajustes conforme as conversas prévias com você. Todos os profissionais, não só os que estão no topo da hierarquia, merecem um assistente pessoal que ajude a esvaziar a mente. Essa democratização da força de trabalho com a Inteligência Artificial revolucionará o modo como as ideias se tornarão realidade e o crescimento dos negócios. Os dias de compartimentalização das vidas pessoal e profissional já eram. O Warren permite que você priorize e resolva imediatamente tudo o que a vida exigir de você: o diretor da escola do seu filho espera que você atenda o telefone às 13h de uma terça-feira, e seu chefe lhe envia um e-mail às 20h na quinta-feira esperando uma resposta rápida. Sem problemas. O Warren veio para ajudá-lo a ter sucesso em um mundo que exige muito do seu tempo, energia e equilíbrio mental. O Warren responderá assim: "Não, seu filho não tem alergia a amendoim." "Sim, você informou a equipe sobre a reunião de vendas e imprimiu os relatórios para cada membro." Pronto e pronto. A vida moderna é uma experiência totalmente integrada e sem fronteiras. Bem-vindo à nova normalidade. Trabalhe na velocidade da IA   Trabalhar na velocidade da Inteligência Artificial significa jamais ter que se perguntar se deixou o fogão aceso, onde é o local da sala de reunião das 9h ou a exatidão dos dados do gráfico que ilustra os números de produção do último trimestre. Esqueça os lembretes colados no computador, aqueles momentos embaraçosos na sala de conferências quando a apresentação em PowerPoint não carrega e ter que memorizar mais uma senha. Diga adeus àquele momento em que você olha a taça de vinho tarde da noite e se pergunta se é um bom pai. Você com certeza é porque o Warren o lembrou de não marcar aquela ligação importante com o escritório de Hong Kong durante a estreia da sua filha como o Gato Risonho na peça "Alice no País das Maravilhas" da escola. O Warren reconhece as idiossincrasias e a capacidade de falhar dos seres humanos. Ele verifica os fatos e realiza um controle de qualidade de cada etapa do seu dia atarefado. Todo aspecto da sua vida profissional será otimizado com a tecnologia da Inteligência Artificial, que, consequentemente, aumentará bastante a qualidade e o prazer da sua vida pessoal também. Ao prever e reduzir nossos próprios erros humanos e lapsos de julgamento, a IA consegue tornar nossa experiência humana mais significativa, gratificante e impactante. Assim como os e-mails, as mensagens instantâneas e as chamadas de vídeo mudaram a forma de comunicação entre as pessoas, o Warren está mudando a maneira de as pessoas se comunicarem com elas mesmas, suas tarefas de trabalho e suas carreiras inteiras. Uma época de IA democratizada   À medida que os negócios se voltarem para o crescimento, as pessoas terão cada vez mais liberdade para pensar além das minúcias das obrigações diárias e utilizarão aquele novo tempo, espaço mental e capacidade para continuar buscando e avançando. No local de trabalho, o Warren capacita a mudança em todos os níveis da organização, que mudará para sempre a dinâmica de influência e o fluxo de ideias. As grandes ideias e mudanças visionárias não virão mais de cima para baixo. Do CEO, do estagiário temporário e da majestosa sala da diretoria até a tumultuada sala de correspondências, as soluções inovadoras e ideias vanguardistas virão de todos os lugares. Com a democratização da IA, as pessoas mais próximas dos produtos, soluções e serviços terão finalmente tempo e capacidade necessários para refletir sobre as melhorias e criar a próxima prática recomendada ou ideia. A IA servirá de inspiração para os funcionários de todos os níveis pensarem de modo mais inteligente e rápido, desenvolverem estratégias que mudem o jogo e identificarem novas maneiras de criação conjunta e inovação. O Warren e outras tecnologias de IA permitirão que os funcionários, independentemente do cargo, nível ou posto, se desenvolvam pessoal e profissionalmente. O futuro do trabalho, assim como no passado, será definido pelo acesso às informações e oportunidades, bem como pela integração da tecnologia e potencial humano. Agora a IA apresenta aos negócios um universo de possibilidades sem precedentes, e os empregadores devem fazer todo o possível para capacitar seus funcionários de modo que possam competir no futuro e continuar agregando valor à empresa. O Warren é a versão de IA de um colaborador dedicado que mal dorme, só lida com fatos e dados precisos e jamais roubará seu almoço na geladeira. Por último, o Warren é um colega de uma nova era de pessoas, tecnologia e da força de trabalho simbiótica.

Inovação

Como navegar na nova era da automação
André Maxnuk | 25 jul 2019

A inteligência artificial (IA, artificial intelligence) e a automação são os principais fatores mundiais em diversos setores, com oportunidades que parecem ser ilimitadas. Sua comida pode ser feita por robôs ou até mesmo seu carro pode dirigir por você — mas o que mais pode surgir?1 Essa tendência crescente tem tido grande alcance, revolucionando a maneira como determinados setores operam e mudando o modo como os empregadores contratam funcionários. Sem qualquer previsão de desaceleração, vamos explorar o que está disponível para os negócios que navegam nessa nova era. Automação das tarefas em setores importantes   A automação do trabalho não é uma abordagem única que serve para todos. Determinados setores, firmas e empregos têm maior probabilidade de sofrer impacto do que outros. Por exemplo, há muito tempo os fabricantes usam essa abordagem e tendem a buscar oportunidades de automação sempre que possível. Vejamos o exemplo do Ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, que tem investido no desenvolvimento da automação industrial nos últimos anos e não mostra sinais de que vá parar.2 É apenas um país, mas ele representa a direção do setor e do processo em geral — a meta é manter os custos baixos e manter a eficiência. O setor automotivo viu ganhos semelhantes no processo de fabricação, bem como na produção de veículos autônomos. Embora essa tecnologia tenha sido aos trancos e barrancos, Strategy Analytics and Intel pesquisa destaca que ela está sendo aprimorada continuamente e que em breve poderá mudar totalmente a produção automobilística.3 Embora esses setores sirvam de exemplos perfeitos do que a IA e a automação podem fazer, outros têm dificuldades com a implementação das funções principais dessa tecnologia. Hospitalidade, serviços de alimentação e saúde exemplificam esse atraso: esses setores são altamente orientados por mão de obra, o que dificulta a automação das operações. Embora existam oportunidades para incorporar a tecnologia em serviços de grande escala, nem todos os clientes desses setores estão prontos para ter seu serviço automatizado, conforme mencionado apropriadamente em uma notícia da CNN.4 Avaliação do impacto nas economias e nos empregos   A ideia de que a inteligência artificial eliminará funções é um medo real dos trabalhadores. Ela reflete preocupações intensificadas anteriormente nos Estados Unidos na década de 60, com o aumento de processos automatizados e do índice de desemprego, conforme destaca o MIT.5 Entretanto, Lyndon B. Johnson resumiu bem: "O fato básico é que a tecnologia elimina funções, não trabalho". A diferença e o modo como os empregadores lidam com as mudanças de funções é o que fará várias empresas terem sucesso ou fracasso ao mudar para operações automatizadas. Nas economias em desenvolvimento, a automação de determinadas funções pode gerar melhores oportunidades, eliminando funções perigosas ou funções que dependem demais do trabalho físico. Embora isso possa causar algum desemprego durante a transição de curto prazo, é provável que crie oportunidades para outros empregos mais seguros e satisfatórios para essas pessoas afetadas. Tudo se resume a uma mudança nas habilidades do local de trabalho. As pesquisas mostram que as futuras habilidades da força de trabalho devem priorizar a liderança e outras competências pessoais para permanecerem relevantes e competitivas. Segundo recente pesquisa do LinkedIn as habilidades mais importantes do futuro não são codificação ou habilidades técnicas; são as competências pessoais, como comunicação e colaboração, e a força de trabalho precisará priorizá-las rapidamente à medida que aumentam as operações automatizadas.6 Como envelhecer em um mundo automatizado   A junção de uma força de trabalho mais velha e de maior automação é uma ameaça bem real para os trabalhadores atuais. Aqueles com 30 ou 40 anos de experiência têm maior probabilidade de estar realizando tarefas que podem ser automatizadas — fato que só é mais preocupante quando analisado em nível mundial. Em determinadas regiões, como no Vietnã e na China, 69% a 76% das tarefas realizadas por trabalhadores mais velhos correm o risco de se tornarem automatizadas. Para referência, nos Estados Unidos, acredita-se que cerca de 52% das funções realizadas por funcionários mais experientes podem ser automatizadas. O que também pode ser preocupante é que as populações mais velhas de trabalhadores nessas regiões, como o Japão, estão crescendo rapidamente, criando um efeito em espiral. A boa notícia é que os empregadores estão respondendo com a eliminação da aposentadoria forçada e buscando outras opções para aliviar essa pressão. A automação está trazendo um número incrível de oportunidades positivas para o local de trabalho, mas é importante não ignorar os que podem ser afetados de modo negativo. Não importa se isso significa priorizar o treinamento de competências pessoais para garantir uma força de trabalho preparada para o futuro ou buscar maneiras apropriadas de aproveitar o trabalho automatizado em funções e setores altamente manuais, a verdade é que essa tendência não vai desaparecer. A concorrência e a globalização continuarão fazendo com que os empregadores encontrem maneiras novas e criativas de automatizar processos, mas aqueles que buscam maneiras visionárias de remodelar a força de trabalho usando essa tecnologia terão um verdadeiro diferencial competitivo. Fontes: 1 Constine, Josh, "Taste test: Burger robot startup Creator opens first restaurant," Tech Crunch, June 21, 2018, https://techcrunch.com/2018/06/21/creator-hamburger-robot/. 2 Demaitre, Eugene, "South Korea Spends $14.8M to Replace Chinese Robotics Components," Robotics Business Review, October 20, 2015, https://www.roboticsbusinessreview.com/manufacturing/south-korea-spends-148m-to-replace-chinese-robotics-components/ 3 Statt, Nick, "New documentary Autonomy makes the convincing case that self-driving cars will change everything," The Verge, March 13, 2019, https://www.theverge.com/2019/3/13/18262364/autonomy-film-review-self-driving-cars-malcolm-gladwell-documentary-sxsw-2019. 4 Andone, Dakin and Moshtaghian, Artemis, "A doctor in California appeared via video link to tell a patient he was going to die. The man's family is upset," CNN, March 10, 2019, https://www.cnn.com/2019/03/10/health/patient-dies-robot-doctor/index.html. 5 Autor, David H., "Why Are There Still So Many Jobs? The History and Future of Workplace Automation," MIT: Journal of Economic Perspectives, Vol. 29, Issue 3, summer 2015, https://economics.mit.edu/files/11563. 6 Umoh, Ruth, "The CEO of LinkedIn shares the No. 1 job skill American employees are lacking," CNBC, April 26, 2018,https://www.cnbc.com/2018/04/26/linkedin-ceo-the-no-1-job-skill-american-employees-lack.html.

Previdência

Ásia deve atravessar crise do setor previdenciário
David Anderson | 03 abr 2019

Os sistemas previdenciários asiáticos estão enfrentando problemas graves. A região passa por mudanças demográficas causadas por terremotos, juntamente com o envelhecimento da população e a redução das taxas de natalidade. Mas os retornos de investimentos são relativamente baixos devido à incerteza geopolítica e taxas de juros mínimas. Com relativamente poucos sistemas previdenciários sólidos na região, vários países asiáticos terão dificuldades para oferecer aposentadorias adequadas. Os governos precisam tomar medidas positivas agora para reduzir a pressão financeira e evitar conflitos de geração entre os jovens e os idosos. A expectativa de vida dos nascimentos na região aumentou de sete para 14 anos na maioria dos países nos últimos 40 anos, segundo o Índice Global Mercer- Melbourne de Sistemas Previdenciários (MMGPI) 2018, que classifica os sistemas previdenciários em todo o mundo segundo os critérios de adequação, sustentabilidade e integridade. Isso representa uma média de um ano a mais a cada quatro anos. O aumento na expectativa de vida de uma pessoa com 65 anos, nos últimos 40 anos, ficou entre 1,7 ano na Indonésia e 8,1 anos em Cingapura. Vários outros locais no resto do mundo estão enfrentando desafios semelhantes relacionados ao envelhecimento da população e os países têm buscado reformas políticas parecidas. Entre elas estão o aumento na idade de aposentadoria, o incentivo para que as pessoas trabalhem mais tempo, o aumento nos fundos destinados à aposentadoria e a redução das quantias monetárias que as pessoas podem tirar de suas contas previdenciárias antes de atingir a idade mínima para se aposentar. Os resultados do MMGPI 2018 levam à pergunta fundamental: que reformas os governos asiáticos podem implementar para melhorar, no longo prazo, os resultados de seus sistemas de renda para aposentadoria? O ponto de partida natural para criar um sistema previdenciário de alto nível é garantir o equilíbrio certo entre adequação e sustentabilidade. Um sistema que oferece benefícios volumosos no curto prazo tem pouca probabilidade de ser sustentável, enquanto um sistema que é sustentável por muitos anos geralmente oferece benefícios modestos. Sem mudanças nas idades de aposentadoria e idades mínimas para o acesso a pensões de planos de previdência pública e privada, a pressão sobre os sistemas previdenciários aumentará, o que pode ameaçar a segurança financeira oferecida aos idosos. A participação maior das mulheres e trabalhadores mais velhos na força de trabalho é capaz de aumentar a adequação e sustentabilidade. Japão, China e Coreia do Sul estão próximos do fim da lista de classificação do índice Mercer. Seus sistemas previdenciários não representam um modelo sustentável que apoie a aposentadoria das gerações atuais e futuras. Se forem mantidos inalterados, esses países sofrerão conflitos sociais visto que os benefícios previdenciários não serão distribuídos igualmente entre as gerações. O Japão, por exemplo, está engatinhando em direção à reforma de seu sistema previdenciário, aumentando gradualmente a idade mínima de aposentadoria de cerca de 3,4 milhões de funcionários públicos para 65 anos, contra os 60 anos atuais. Os aposentados japoneses podem escolher agora começar a receber sua aposentadoria a qualquer momento entre as idades de 60 e 70, com salários mensais mais altos oferecidos àqueles que começarem aos 65 anos ou mais. Dona da maior expectativa de vida e menor taxa de natalidade mundial, a população do Japão deve diminuir. Essa difícil situação já vem causando escassez de habilidades, o que terá impacto futuro na redução da base da receita tributária do Japão. O governo japonês poderia melhorar seu sistema previdenciário com o incentivo a níveis mais altos de poupanças familiares e com o aumento contínuo no nível de cobertura da previdência estatal, visto que 49% da população em idade ativa não é coberta pelos planos de previdência privada. A inclusão do requisito de que parte do benefício da aposentadoria deve ser considerada uma fonte de renda e não uma quantia única melhorará a sustentabilidade geral do sistema de previdência social, assim como a redução da dívida pública como uma porcentagem do produto interno bruto, já que isso aumenta a probabilidade de manutenção do nível atual de pagamentos de aposentadoria. A China enfrenta problemas diferentes. O sistema previdenciário único da China é composto por diversos planos para a população rural e urbana, bem como para trabalhadores rurais migrantes e funcionários do setor público. Os sistemas urbano e rural têm uma pensão básica de pagamento no momento da utilização que consiste em uma conta composta (por contribuições do empregador ou despesas públicas) e contas individuais custeadas (por contribuições do funcionário). Alguns empregadores também oferecem planos complementares, principalmente nas áreas urbanas. O sistema previdenciário chinês poderia ser aprimorado aumentando a utilização das contribuições dos trabalhadores nas pensões, de modo a reforçar a proteção geral de aposentadoria dos trabalhadores e elevando o auxílio mínimo dos aposentados mais pobres. Também deve ser incluído o requisito de que parte do benefício da aposentadoria complementar deve ser considerado uma fonte de renda. Mais opções de investimento devem ser oferecidas aos pensionistas de modo a permitir maior exposição aos ativos de crescimento, enquanto os planos de aposentadoria devem melhorar sua comunicação com os membros. Hong Kong deve considerar a inclusão de incentivos fiscais para estimular as contribuições voluntárias dos membros, aumentando assim a quantia economizada para a aposentadoria. Além disso, também deve exigir que parte do benefício da aposentadoria seja considerada uma fonte de renda. Os trabalhadores mais velhos devem ser mantidos no mercado de trabalho à medida que a expectativa de vida aumenta. A Coreia do Sul sofre com um dos mais fracos sistemas previdenciários para a população menos favorecida economicamente, contabilizando uma porcentagem do salário médio de apenas 6%. Esse sistema seria beneficiado se melhorasse o nível de auxílio oferecido aos pensionistas mais pobres, incluindo o requisito de que parte do benefício da aposentadoria de planos privados seja considerada uma fonte de renda e aumentando o nível total de contribuições. O sistema previdenciário bem estruturado de Cingapura tem a melhor classificação na região e já viu melhorias na sustentabilidade. Seu sistema de aposentadoria, o Fundo Central de Previdência (CPF, Central Provident Fund), oferece flexibilidade a seus membros, que incluem todos os habitantes e residentes permanentes empregados de Cingapura. Porém, é possível fazer mais. Deveriam ser reduzidos os obstáculos para a criação de planos conjuntos corporativos de aposentadoria com aprovação fiscal e o CPF também deveria ser aberto a trabalhadores temporários não residentes, que compõem mais de um terço da força de trabalho. A idade em que os membros do CPF podem acessar suas economias também deveria ser elevada. Uma vez que os sistemas previdenciários são um problema que atravessa gerações, eles exigem uma perspectiva de longo prazo. Os sistemas previdenciários, um dos maiores investidores institucionais em qualquer mercado, devem reconhecer cada vez mais a importância de serem bons administradores do capital a eles confiado, gerenciando, inclusive, riscos como a mudança climática, por exemplo. Com o envelhecimento da população asiática e sua contínua produtividade atingindo os 70 e 80 anos de idade, é fundamental melhorar a oferta de uma renda de aposentadoria adequada e sustentável. Elevar a idade mínima de aposentadoria, ampliar a cobertura dos planos de aposentadoria privada para os trabalhadores e incentivar o planejamento financeiro e as economias antecipadas devem ser o foco dos empregadores e legisladores. Artigo publicado originalmente em Nikkei Asian Review.

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