INNOVATION + HEALTH

A megacidade será a condutora do futuro desenvolvimento econômico

A megacidade definirá o desenvolvimento econômico nos próximos anos. Citando como exemplos Monterrey e Guadalajara, no México, esses centros emergentes de negócio e comércio encontram-se posicionados para crescer rapidamente e, possivelmente, ultrapassar as capitais tradicionais de comércio. Eles também têm o potencial de aprender com os erros de grandes cidades tradicionais e de projetar um desenvolvimento inteligente, sustentável e de longo prazo. A urbanização tem se desenvolvido em tal velocidade que quase metade (47%) do crescimento do PIB virá de 443 cidades de economia em desenvolvimento entre 2010 e 2025, conforme publicado no relatório People First da Mercer. Essas cidades também seguem uma trajetória para acumular 1 bilhão de consumidores novos e, entre o momento atual e 2030, mudarão de forma significativa o modo como as pessoas vivem e trabalham. Como a urbanização muda as economias locais   Embora se tenha imaginado que a ampla adoção da internet e de tecnologias interconectadas permitiria que as pessoas vivessem e trabalhassem em qualquer lugar, na verdade, o efeito foi contrário. Em vez disso, mais pessoas foram atraídas para a cidade em busca de trabalho. Os trabalhadores inovadores têm buscado a colaboração mútua no desenvolvimento de novos setores na atual economia mundial em rápida evolução. Eles querem um ambiente em que possam ser mais produtivos e criativos com colegas que pensam da mesma maneira. À medida que todas essas mentes brilhantes migram para as crescentes áreas metropolitanas, as cidades têm se tornado o centro da colaboração. Veja Guadalajara, por exemplo. O início do setor tecnológico da cidade remonta à década de 60, quando as empresas estrangeiras de alta tecnologia que buscavam mão de obra barata transferiram suas operações de fabricação para lá. Entre essas empresas estavam a Kodak, Motorola, IBM, Hewlett-Packard e Siemens. Ainda assim, quando várias dessas operações foram transferidas para a Ásia no início dos anos 2000, a cidade ainda encontrou uma maneira de perseverar como um centro de tecnologia. Como observa Andrew Selee do Smithsonian Institution: "Guadalajara se reinventou como um importante centro de pesquisa e desenvolvimento, de programação, design e outras profissões tecnológicas de alta qualificação, construindo sobre a base que havia criado anos antes".1 Os engenheiros altamente experientes de Guadalajara "inverteram o modelo", projetando componentes no México e fabricando-os na Ásia, como contou um engenheiro a Selee. Atualmente, várias empresas tecnológicas com sede no Vale do Silício mantêm unidades de pesquisa, desenvolvimento e programação em Guadalajara, e a cidade, agora conhecida por seu talento em engenharia e criatividade, é sede de uma ampla variedade de empresas start-ups tecnológicas. Como as cidades podem se preparar e reagir   O rápido crescimento nas oportunidades de emprego e econômicas é positivo porém desafiador em cidades como Guadalajara, também conhecida como "Vale do Silício Mexicano". A população da cidade cresceu para mais de 8 milhões de habitantes e é agora a segunda maior área metropolitana do México, ficando atrás apenas da Cidade do México.2 Estima-se que a população crescerá ainda mais (mais de 15%) na próxima década. Ela também é a terceira maior economia no México, com um PIB de US$ 81 bilhões.3 Em comparação, Monterrey tem cinco milhões de habitantes e é a terceira maior área metropolitana no México.2 Estima-se que a população de Monterrey crescerá mais de 16% na próxima década. Seu PIB está avaliado em US$ 123 bilhões — o mais alto PIB per capita em cidades do México e o segundo maior da América Latina.3 Tanto Guadalajara quanto Monterrey continuarão crescendo e expandindo, assim como suas forças de trabalho, portanto será fundamental compreender o que desejam os funcionários de hoje e amanhã. Novos moradores não trazem somente criatividade e interesse em colaborar com outras pessoas que pensam parecido; eles também trazem necessidades de saúde, educação, diversão, infraestrutura e segurança. Para manter as pessoas brilhantes na cidade, contribuindo para o crescimento da economia, uma megacidade emergente deve ser capaz de fornecer o ambiente e serviços que aquelas pessoas e suas famílias desejam para ter uma vida satisfatória. Embora os líderes executivos suponham muitas vezes que um bom salário motivará as pessoas a se mudarem para a cidade e ficarem lá, os fatores humanos e sociais são, na verdade, mais importantes para os trabalhadores que tomam essas decisões. Para atrair e reter as pessoas, a cidade deve criar um ambiente para que elas tenham sucesso em múltiplas dimensões, concentrando-se no que mais importa para elas. A maioria das cidades, apesar do rápido crescimento econômico, não está tendo um bom desempenho em satisfazer as necessidades de quem vive ali, criando tensão entre o que as pessoas valorizam e o que a cidade é capaz de oferecer. A Mercer encontrou uma lacuna de 30 pontos entre a expectativa de qualidade de vida dos trabalhadores e a maneira como a cidade está satisfazendo essas necessidades. Para reverter essa tendência, os líderes municipais devem compreender sua importância no desenvolvimento econômico futuro e adotar uma nova visão que inclua estes três componentes: 1.  Concentrar-se primeiro nas pessoas. Enquanto a tecnologia continuar permitindo que as pessoas trabalhem de modo mais inteligente e tomem decisões mais rapidamente, os empregos continuarão mudando. A tecnologia, a automação e a digitalização deixarão o trabalho mais eficiente, mas os recursos humanos únicos impulsionarão as cidades em desenvolvimento. Se as pessoas necessárias para operar e gerenciar a inteligência artificial não quiserem morar na cidade, toda a automação não terá importância. As cidades, assim como os empregadores, devem se concentrar no valor das qualidades e habilidades humanas e em como ajudar essas pessoas a obter satisfação. 2.  Saber o que as pessoas querem. Mais do que um bom emprego e um bom salário, as pessoas querem alta qualidade de vida. Isso inclui poder sentir-se seguro e ter acesso a boas escolas para os filhos, atendimento médico de qualidade, diversão, ar e água limpos e outros fatores de estilo de vida. As empresas podem conseguir atrair excelentes profissionais, mas as cidades devem se concentrar em oferecer o ambiente e o estilo de vida capazes de reter esses profissionais. 3.  Priorizar parcerias. A maioria das cidades tem grandes desafios a serem superados para oferecer a qualidade de vida que as pessoas desejam. Nenhuma entidade sozinha consegue resolver problemas sistêmicos, sendo assim, as parcerias público-privadas são fundamentais para resolver macroquestões e lacunas, como em infraestrutura, bem como na segurança e habitação, e para superar os desafios antes que eles sejam agravados. As parcerias público-privadas são essenciais para o sucesso das cidades, empresas e pessoas. O aumento da urbanização e o surgimento de novas megacidades enviarão ondas por toda a economia mundial nos próximos anos. Mas para promover o crescimento positivo e a inovação, as megacidades de sucesso devem reconhecer e agir em relação aos desejos e necessidades desses trabalhadores qualificados que chamarão essas cidades de lar. Fontes: 1. Selee, Andrew. "How Guadalajara Reinvented Itself as a Technology Hub", The Smithsonian Institution. 12 de junho de 2018, https://www.smithsonianmag.com/innovation/how-guadalajara-reinvented-itself-technology-hub-180969314/#kc531GtO4OwhOKDi.99. 2. "World Urbanization Prospects 2018", Nações Unidas, https://population.un.org/wup/DataQuery/. 3. Berube, Alan; Trujillo, Jesus L.; Ran, Tao; Parilla, Joseph. "Global Metro Monitor report", Brookings, 22 de janeiro de 2015, https://www.brookings.edu/research/global-metro-monitor/.

A megacidade será a condutora do futuro desenvolvimento econômico
INNOVATION

Saudi Vision 2030: Como a reforma de um país vai transformar o mundo

Por muitas décadas, a Arábia Saudita (como uma nação e uma força cultural e econômica) tem estado intimamente ligada à exportação de petróleo e ao setor de energia. No entanto, uma nova e ousada visão, chamada Saudi Vision 2030, busca eliminar a dependência do país de combustíveis fósseis através da criação de novas e impactantes reformas e políticas. Essa visão busca modernizar a Arábia Saudita, tanto como sociedade interna como uma potência financeira mundial. O poder de acolher a mudança   Em 2016, o príncipe herdeiro Mohammad bin Salman bin Abdulaziz Al-Saud revelou a iniciativa Saudi Vision 2030, que descrevia o compromisso inédito e extraordinário do país de emergir como líder em um mundo em rápida evolução. Enquanto os preços do petróleo continuam reagindo às novas realidades econômicas e forças políticas regionais moldam as funções e os objetivos de todos os países do Oriente Médio, a decisão da Arábia Saudita de adotar proativamente a mudança pode gerar ramificações internas e externas extraordinárias. Com mais de 33,4 milhões de habitantes e idade média de 25 anos, a Arábia Saudita encara um futuro repleto de desafios e oportunidades importantes.1 O Saudi Vision 2030 é um roteiro de como o país capacitará milhões de jovens a trabalharem e terem sucesso em um mundo globalizado que vê cada vez mais o petróleo como uma fonte de energia nociva e ultrapassada. Uma mudança nos antigos recursos de receita e paradigmas econômicos requer uma alteração fundamental nos conjuntos de habilidades e competências da força de trabalho local com as tecnologias modernas. À medida que outros países demoram para se adaptar às mudanças climáticas e outras mudanças geoeconômicas, a Arábia Saudita está pronta para dar o exemplo ao resto do mundo de como os governos podem utilizar a reforma política para melhorar a vida das pessoas, tanto dentro quanto fora das fronteiras do país.2 Adaptação a uma economia mundial complexa   O Saudi Vision 2030 terá um profundo impacto nas economias de rápido crescimento, como a Índia, que buscam aproveitar a transformação digital ao mesmo tempo em que implementam inovadoras políticas internas e de força de trabalho. Na realidade, o destino da Arábia Saudita e da Índia está se tornando cada vez mais entrelaçado, já que a Índia, diferentemente de várias economias ocidentais, requer mais petróleo para alimentar sua forte ascensão econômica. Os mercados industrializados, em áreas como a Europa e Estados Unidos, estão buscando alternativas mais ecológicas e mais veículos elétricos para as demandas de transporte, porém a Índia permanece altamente dependente de combustíveis fósseis. Até 2040, a Índia precisará processar até 10 milhões de petróleo bruto todos os dias para apoiar sua economia em expansão e as populações cada vez mais urbanizadas.3 A Arábia Saudita, país que já tem algumas políticas governamentais importantes que elevam o padrão de vida dos habitantes (como a oferta de ensino universitário gratuito a todos os cidadãos), está internacionalizando ainda mais sua economia dando prioridade à privatização. O plano de 2030 incentiva as instituições financeiras a promoverem o crescimento do setor privado, marcando um desenvolvimento significativo no modo como o país está alinhando suas forças de trabalho internas para competir em uma economia globalizada. O enfoque no aumento da privatização e de outros setores que não o petrolífero, como, por exemplo, os setores de construção, financeiro, saúde, varejo e turismo religioso, criarão novas oportunidades para os negócios e empreendedores sauditas.4 Criação de um futuro com recursos indígenas   O Saudi Vision 2030 aborda vários dos desafios locais e culturais enfrentados pelo país, tais como o papel da mulher na força de trabalho e na sociedade, o impacto da transformação digital e da automação, além da necessidade de modernizar as sensibilidades dos negócios sauditas. Permitir que as mulheres dirijam e dar a elas maior acesso à prosperidade econômica (com a meta de aumentar a participação feminina na força de trabalho, de 22% para 30%) gerou reações positivas dos investidores globais. O plano de 2030 também prioriza questões nacionais e a saúde geral dos cidadãos, com o objetivo definido de aumentar a média da expectativa de vida de 74 para 80 anos e de promover fortemente a prática diária de exercícios e estilos de vida mais saudáveis para todos os cidadãos sauditas.5 O governo saudita também busca colocar sua sociedade na era digital, implementando mais serviços governamentais eletrônicos que conectarão os cidadãos aos recursos por meio de smartphones, operações centradas em dados e outras tecnologias. Esse empurrão também removerá o capital humano de cargos governamentais e o colocará no setor privado. Segundo o relatório Mercer Global Talent Trends 2019, empresas em países como a Índia, Brasil e Japão verão um aumento de 70% na automação, estimulando sua necessidade (assim como a Arábia Saudita) de encontrar novas funções e oportunidades de desenvolvimento profissional para os trabalhadores. O plano de 2030 oferece uma visão ambiciosa dos recursos indígenas do país. O empoderamento feminino e a integração de tecnologias modernas em toda a sua economia e governo são apenas parte dessa ampla estratégia. Ao convidar a economia mundial a investir em seus mecanismos financeiros progressivos e incentivar o turismo com campanhas que destacam a história do país, a Arábia Saudita está pronta para liderar seu povo e o mundo rumo a um amanhã definido por uma visão nova e moderna do futuro. Será que funcionará? O mundo saberá em 2030. Fontes: 1. Kingdom of Saudi Arabia. &quot;Saudi Census: The Total Population.&quot; General Authority for Statistics, Accessed 11 July 2019,<a href="https://www.stats.gov.sa/en/node.">https://www.stats.gov.sa/en/node. 2. Mohammed bin Salman bin Abdulaziz Al-Saud. &quot;Vision 2030.&quot; Vision 2030, 9 May. 2019,<a href="https://vision2030.gov.sa/en.">https://vision2030.gov.sa/en. 3. Critchlow, Andrew. &quot;India is too important for oil titan Saudi to ignore.&quot; S&amp;P Global Platts, 6 Mar. 2019,<a href="https://blogs.platts.com/2019/03/06/india-important-oil-saudi/.">https://blogs.platts.com/2019/03/06/india-important-oil-saudi/. 4. Nuruzzaman, Mohammed. &quot;Saudi Arabia's 'Vision 2030': Will It Save Or Sink the Middle East?&quot; E-International Relations, 10 Jul. 2018,<a href="https://www.e-ir.info/2018/07/10/saudi-arabias-vision-2030-will-it-save-or-sink-the-middle-east/.">https://www.e-ir.info/2018/07/10/saudi-arabias-vision-2030-will-it-save-or-sink-the-middle-east/. 5. &quot;Saudi Arabia Vision — Goals and Objectives.&quot; GO-Gulf, 14 Jul. 2016,https://www.go-gulf.com/blog/saudi-arabia-vision-2030/.

Saudi Vision 2030: Como a reforma de um país vai transformar o mundo
INNOVATION + HEALTH

O que o mundo pode aprender com o sucesso do comércio eletrônico da China

Nos últimos anos, a China surgiu como uma potência em um mundo cada vez mais digitalizado e orientado pelo comércio eletrônico. Sua economia digital representava 38,2% do crescimento de seu PIB no primeiro semestre de 2018,1&nbsp;e ela também é sede de 9 das 20 maiores empresas de internet do mundo, incluindo o mecanismo de busca Baidu, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e o provedor de serviços de internet Tencent.2 Na realidade, o sucesso da China pode servir de lição para as empresas e economias em todo o mundo que estão tentando manter sua relevância e um diferencial competitivo. Iniciativas de políticas ajudam a promover a digitalização &nbsp; Um fator por trás do sucesso da China é o enfoque do governo em mudar para uma economia digital. Em 2015, o Conselho de Estado da China, o mais alto órgão de administração estatal, emitiu um relatório chamado &quot;Made in China 2025&quot;. O documento descreve sua estratégia para transformar a base de fabricação da China usando a inovação digital. Entre as metas estratégicas estão aumentar amplamente a digitalização e &quot;informatização&quot; da fabricação. Por exemplo, na categoria de integração de TI e industrialização, o relatório lista a meta de aumentar a penetração da banda larga de 37% em 2013 para 82% até 2025.4 Com isso, as iniciativas descritas também causaram preocupações entre os estrategistas políticos do mundo todo.5&nbsp;Alguns temem que uma política industrial conduzida pelo governo incluirá ajuda financeira a empresas chinesas, criando um cenário global desigual. Alguns também se preocupam com os investimentos da China em empresas estrangeiras de tecnologia. Ao mesmo tempo, as metas e estratégias descritas no relatório indicam que a liderança da China pretende se concentrar em garantir que o país esteja preparado para um mundo cada vez mais digital. Investimentos colocam o futuro digital em foco &nbsp; Com esse intuito, catapultaram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento feitos por empresas, institutos de pesquisa e governo da China. Desde 2000, eles pularam de cerca de US$ 40 bilhões para US$ 443 bilhões, um pouco menos que os US$ 484 bilhões investidos dentro dos Estados Unidos, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.6 A China também está trabalhando para minimizar qualquer linha divisória digital entre os cidadãos de cidades grandes e de áreas mais remotas. Diversas províncias desenvolveram planos de digitalização de suas economias. Um exemplo é a província de Guizhou, que planeja ampliar sua economia digital em 20% ao ano.7&nbsp;O Fórum Econômico Mundial também explica que, nos locais conhecidos como aldeias Taobao, pelo menos 10% das casas operam lojas on-line para o Taobao, o local de compras da gigante do comércio eletrônico Alibaba. Em uma aldeia assim, a receita gerada com o comércio eletrônico é de pelo menos US$ 1,6 milhão e há mais de 1.000 dessas aldeias pontilhando a paisagem rural chinesa.8 Juntamente com o investimento financeiro, as políticas que permitem que as empresas de tecnologia tenham sucesso são essenciais para a transformação digital e o sucesso da economia em um mundo de comércio eletrônico. Isso inclui um modelo educacional que ajuda os alunos a desenvolverem habilidades de pensamento crítico e solução de problemas, bem como conhecimento digital. Além disso, o ensino não deve parar depois que os alunos se formam. Pelo contrário, ele precisa continuar com programas de treinamento que ajudam aqueles que estão empregados a se manterem atualizados com o avanço da tecnologia. Mercados de capital robusto, forte proteção da propriedade intelectual e mecanismos para evitar e detectar a corrupção são requisitos adicionais para um setor tecnológico forte e inovador. A colaboração entre os setores privados e públicos, tais como programas que fomentam novos negócios, também contribui para um ambiente digital próspero. Comece com os funcionários para criar uma força de trabalho digital &nbsp; As empresas, assim como os governos, podem se preparar para um ambiente digital em expansão e permanecer relevantes e competitivas. Por incrível que pareça, faz sentido concentrar-se primeiro na força de trabalho e depois na tecnologia. Os funcionários podem construir ou destruir até mesmo as soluções tecnológicas mais avançadas. Três requisitos para uma&nbsp;cultura de trabalho inovadora: 1.&nbsp;&nbsp;Meios:&nbsp;referem-se às ferramentas e autoridade que os funcionários precisam para conceber uma ideia, montar a equipe certa, criar o caso de negócio e desenvolver e testá-lo. 2.&nbsp;Motivação:&nbsp;as organizações oferecem motivação incentivando os funcionários a pensarem além da sua função imediata e até mesmo a correrem riscos em uma estrutura predefinida. Elas também permitem que eles participem, talvez com um bônus, em qualquer resultado financeiro positivo oriundo do seu trabalho. 3.&nbsp;Oportunidade:&nbsp;os funcionários precisam de tempo, ferramentas e espaço para exercício mental e inovação. A agilidade também é essencial para um local de trabalho digital inovador. Os funcionários devem se sentir confiantes para colaborar com colegas entre funções e para compartilhar ideias sem receber críticas indevidas. Um orçamento substancial para treinamento também garantirá que os funcionários aprendam as habilidades necessárias para contribuir com o sucesso contínuo de sua empresa. Invista em tecnologia para manter o ritmo com a inovação &nbsp; É claro que a tecnologia exerce um papel vital no&nbsp;sucesso digital. As restrições, como recursos de rede inadequados e aplicativos antigos que não se integram a novos sistemas, tiveram impacto nas atividades de transformação digital em 75% das marcas, segundo uma pesquisa da empresa de serviços de fabricação Jabil. Por sorte, 99% estão investindo em novas tecnologias para substituir plataformas ultrapassadas que atrapalham as operações.9 A ascensão da China como uma potência digital é resultado do planejamento, investimento e trabalho — e tanto as empresas quanto os países podem aprender com seus esforços digitais e casos de sucesso de comércio eletrônico. Fontes: 1 Academia China de Tecnología de la Información y las Comunicaciones, dependiente del Ministerio de Industria y Tecnología de la Información,&nbsp;Xinhua News, 23 de diciembre de 2018, http://www.xinhuanet.com/english/2018-12/23/c_137693489.htm. 2 Von Heimburg, Fabian, &quot;Here are 3 lessons Europe can learn from China's flourishing start-ups,&quot; (&quot;Aquí hay tres lecciones que Europa puede aprender de las florecientes empresas emergentes,&quot;) Foro Económico Mundial, 15 de septiembre de 2018, https://www.weforum.org/agenda/2018/09/3-lessons-europe-can-learn-from-china-flourishing-start-up-ecosystem/. 3World Payments Report 2018&quot; (&quot;Informe Mundial de Pagos 2018&quot;), &nbsp;Capgemini y BNP Paribas Services, https://worldpaymentsreport.com/non-cash-payments-volume 4 Consejo de Estado de la República Popular China, &quot;Made in China 2025&quot; (&quot;Hecho en China 2025&quot;)&nbsp;IoT One, 7 de julio de 2015, http://www.cittadellascienza.it/cina/wp-content/uploads/2017/02/IoT-ONE-Made-in-China-2025.pdf. 5 Morrison, Wayne M., &quot;The Made in China 2025 Initiative: Economic Implications for the United States,&quot; (&quot;Iniciativa Made in China 2025: Implicaciones económicas para los Estados Unidos&quot;),&nbsp;Servicio de Investigación del Congreso de los E.U.A., 29 de agosto de 2018, https://fas.org/sgp/crs/row/IF10964.pdf. 6Gross domestic spending on R&amp;D&quot; (&quot;Gasto interno bruto en I+D&quot;,&nbsp; Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos​ (OCDE), consultado el 1 de abril de 2019, https://data.oecd.org/rd/gross-domestic-spending-on-r-d.htm. 7Academia China de Tecnología de la Información y las Comunicaciones, dependiente del Ministerio de Industria y Tecnología de la Información, &quot;China's digital economy surges 18.9 %, drives growth&quot; (&quot;La economía digital de China aumenta un 18,9 % e impulsa el crecimiento&quot;)&nbsp;China Daily, 20 de julio de 2017, http://www.chinadaily.com.cn/business/2017-07/20/content_30179729.htm. 8Wenway, Winston Ma, &quot;China's mobile economy, explained&quot; (&quot;La economía móvil de China explicada&quot;)&nbsp;Foro Económico Mundial, 26 de junio de 2017, https://www.weforum.org/agenda/2017/06/china-mobile-economy-explained. 9Digital Transformation Strategies: How are They Changing?&quot; (&quot;Estrategias de transformación digital: ¿Cómo están cambiando?&quot;)&nbsp;Jabil, https://www.jabil.com/insights/blog-main/how-are-digital-transformation-strategies-changing.html.

O que o mundo pode aprender com o sucesso do comércio eletrônico da China
INNOVATION

IA e automação estão remodelando o futuro do trabalho

A Inteligência Artificial e a automação estão mudando nosso mundo constantemente, inclusive a maneira como trabalhamos. Tome, por exemplo, o voo espacial da NASA em 1962. Naquela época, Katherine Johnson, personagem central do livro e filme &quot;Estrelas Além do Tempo&quot;, ficou famosa por verificar manualmente a matemática do computador da NASA para colocar uma nave espacial em órbita pela primeira vez. Alguns poucos anos depois, no entanto, essa dependência da inteligência humana foi repassada para calculadoras e computadores. Hoje em dia, o avanço da automação parece algo quase assustador com a crescente e rápida sofisticação da Inteligência Artificial. O índice de IA da Forbes mostra que o volume de investimento anual de capital de risco em IA é seis vezes maior agora do que no ano 2000.1 Esses enormes avanços nos recursos de IA podem parecer destruir nossas ideias de como o trabalho é realizado, mas, na verdade, são apenas uma continuação do desenvolvimento. Compreender e utilizar isso é fundamental para a economia global e, em um nível pessoal aprofundado, para o modo como todos nós nos sustentamos. Prepare-se de modo criativo   Embora os robôs possam facilmente substituir trabalhos cotidianos de nível básico (como o trabalho realizado em fábricas, fazendas e restaurantes de fast food), quase que diariamente surgem novos indicadores que mostram como cargos administrativos nos setores financeiro, jurídico, de seguros e contabilidade também estão sendo automatizados. Se é possível replicar mais do que apenas trabalhos físicos rotineiros e se também é possível simular a criatividade, capacidade relacional e inteligência humanas com a Inteligência Artificial em uma escala mais econômica, então como o trabalhador médio conseguirá competir por trabalho? Os líderes de empresas de todos os tamanhos deveriam estar questionando-se sobre como manter os elementos humanos do trabalho, tais como a inteligência emocional, as habilidades pessoais, a capacidade de julgamento e o talento natural. Precisamos analisar como manter essas importantes facetas humanas enquanto utilizamos as ferramentas mais eficazes à nossa disposição. Como preparação para a revolução pessoal iminente (que deve atingir seu ápice nos próximos 15 anos), as organizações precisam compreender os atributos necessários para o sucesso do trabalho. Os líderes precisam começar a antecipar os diferentes cenários do futuro do trabalho, incluindo áreas em que a produtividade, criatividade e inteligência humanas são igualadas ou superadas por colegas artificiais. A automação é inevitável, mas existem vários resultados possíveis. Em vez de tentar adivinhar como será essa reviravolta, os líderes atuais podem preparar as organizações e seus funcionários para um futuro incerto. Isso exige pensar de modo criativo sobre quais habilidades e aptidões devem ser mantidas e quais podem ser automatizadas. Vemos uma vontade cada vez maior de aproveitar o melhor dos dois mundos. Considere estes quatro cenários futuros possíveis para dar asas à sua imaginação e comece a pensar no futuro de maneira inovadora. A lacuna de talentos   Uma visão sobre a ameaça da IA é que ela não só poderia criar uma lacuna de riqueza e trabalho, como também poderia criar uma lacuna de talentos se as condições de promover talentos não existissem mais. Se os robôs se apoderarem da maioria dos trabalhos humanos, poderemos nos deparar com a condição futura de potencial humano não realizado. O aumento na dependência da tecnologia poderia fazer com que números cada vez maiores de pessoas se sentissem sem vontade de aprender ou de fazer muitas coisas, assim a inteligência natural não conseguiria florescer e prosperar. Sem empregos para os quais se preparar, as crianças podem não receber mais educação da mesma maneira. A revolução da IA poderia transformar o talento de um recurso natural em algo que só pode ser criado por aqueles que tiverem acesso à IA mais sofisticada possível, deixando os outros para trás. Meu amigo, o cobô   Quando se trata de trabalho de conhecimento de alto valor (envolvendo sistemas e fatos complexos). é provável que a IA se desenvolva em uma velocidade que as pessoas não consigam utilizar ou compreender. Isso as coloca em risco de substituição, e não de coexistência. Essa situação é diferente da automação do trabalho manual ou físico, que é propenso ao erro humano e à exaustão. O desempenho da automação do trabalho administrativo é mais sutil, diminuindo os erros e as horas de trabalho, eliminando a parcialidade emocional das decisões e aumentando a escala e a complexidade. Os trabalhadores de conhecimento devem se sentir confortáveis ao trabalhar juntamente com a IA e com robôs. Uma visão futura pode incluir cobôs: robôs colaborativos que trabalham com operadores humanos e colegas. Os cobôs são um novo elemento da relação de trabalho que precisa ser criado à medida que as equipes passam a ser compostas pela mistura diversa de inteligência humana e artificial. Diversidade e inclusão na década de 2020   A Inteligência Artificial apresenta uma nova maneira de pensar sobre a diversidade e equipes. Equipes diversas tomam decisões melhores e obtêm melhores resultados comerciais. Isso inclui a &quot;diversidade cognitiva&quot;: diferenças nos estilos de solucionar problemas ou de processar informações. A próxima etapa óbvia é incluir robôs equipados com IA na diversidade cognitiva da sua equipe. Seu estilo de resolver problemas é conhecido, determinado pelo código em que são executados e pelos conjuntos de dados em que são treinados. São o contrapeso perfeito para membros humanos da equipe desestruturados e variáveis. A otimização da equipe logo significará projetar uma combinação avançada de mentes humanas criativas com mentes de IA estruturadas, aplicadas em diferentes elementos da tarefa disponível. Nova função do RH   O papel do RH deve evoluir com o crescimento da automação no local de trabalho. Os trabalhadores humanos e de IA coexistirão em um grupo de trabalho, e o RH deverá utilizar os melhores funcionários em cada tarefa determinada. Para isso, será necessário compreender o poder e as aptidões dos robôs, além de (e talvez de modo ainda mais importante) suas limitações. A utilização dos recursos humanos nas tarefas certas será uma habilidade importante do RH. À medida que o RH se concentra cada vez mais na gestão de dados e recursos de análise, os líderes de RH precisam considerar a ética dos dados pessoais obtidos dos funcionários, possíveis funcionários, prestadores de serviços e clientes. As ferramentas de trabalho digitais e inteligentes que dominarão o futuro dos negócios tendem a coletar milhares de informações sobre seus usuários. Consequentemente, o RH tem uma responsabilidade maior como guardião dos dados pessoais e privacidade humana. Considerando esses possíveis cenários futuros, os líderes podem começar a traçar estratégias sobre como preparar as organizações e seus funcionários para uma dependência maior de IA e automação. Fontes: Columbus, Louis. &quot;10 Charts That Will Change Your Perspective on Artificial Intelligence's Growth.&quot; Forbes. Jan. 12, 2018. https://www.forbes.com/sites/louiscolumbus/2018/01/12/10-charts-that-will-change-your-perspective-on-artificial-intelligences-growth/#2314726a4758.  

IA e automação estão remodelando o futuro do trabalho
INNOVATION

Como navegar na nova era da automação

A inteligência artificial (IA, artificial intelligence) e a automação são os principais fatores mundiais em diversos setores, com oportunidades que parecem ser ilimitadas. Sua comida pode ser feita por robôs ou até mesmo seu carro pode dirigir por você — mas o que mais pode surgir?1 Essa tendência crescente tem tido grande alcance, revolucionando a maneira como determinados setores operam e mudando o modo como os empregadores contratam funcionários. Sem qualquer previsão de desaceleração, vamos explorar o que está disponível para os negócios que navegam nessa nova era. Automação das tarefas em setores importantes   A automação do trabalho não é uma abordagem única que serve para todos. Determinados setores, firmas e empregos têm maior probabilidade de sofrer impacto do que outros. Por exemplo, há muito tempo os fabricantes usam essa abordagem e tendem a buscar oportunidades de automação sempre que possível. Vejamos o exemplo do Ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, que tem investido no desenvolvimento da automação industrial nos últimos anos e não mostra sinais de que vá parar.2 É apenas um país, mas ele representa a direção do setor e do processo em geral — a meta é manter os custos baixos e manter a eficiência. O setor automotivo viu ganhos semelhantes no processo de fabricação, bem como na produção de veículos autônomos. Embora essa tecnologia tenha sido aos trancos e barrancos, Strategy Analytics and Intel pesquisa destaca que ela está sendo aprimorada continuamente e que em breve poderá mudar totalmente a produção automobilística.3 Embora esses setores sirvam de exemplos perfeitos do que a IA e a automação podem fazer, outros têm dificuldades com a implementação das funções principais dessa tecnologia. Hospitalidade, serviços de alimentação e saúde exemplificam esse atraso: esses setores são altamente orientados por mão de obra, o que dificulta a automação das operações. Embora existam oportunidades para incorporar a tecnologia em serviços de grande escala, nem todos os clientes desses setores estão prontos para ter seu serviço automatizado, conforme mencionado apropriadamente em uma notícia da CNN.4 Avaliação do impacto nas economias e nos empregos   A ideia de que a inteligência artificial eliminará funções é um medo real dos trabalhadores. Ela reflete preocupações intensificadas anteriormente nos Estados Unidos na década de 60, com o aumento de processos automatizados e do índice de desemprego, conforme destaca o MIT.5 Entretanto, Lyndon B. Johnson resumiu bem: &quot;O fato básico é que a tecnologia elimina funções, não trabalho&quot;. A diferença e o modo como os empregadores lidam com as mudanças de funções é o que fará várias empresas terem sucesso ou fracasso ao mudar para operações automatizadas. Nas economias em desenvolvimento, a automação de determinadas funções pode gerar melhores oportunidades, eliminando funções perigosas ou funções que dependem demais do trabalho físico. Embora isso possa causar algum desemprego durante a transição de curto prazo, é provável que crie oportunidades para outros empregos mais seguros e satisfatórios para essas pessoas afetadas. Tudo se resume a uma mudança nas habilidades do local de trabalho. As pesquisas mostram que as futuras habilidades da força de trabalho devem priorizar a liderança e outras competências pessoais para permanecerem relevantes e competitivas. Segundo recente pesquisa do LinkedIn as habilidades mais importantes do futuro não são codificação ou habilidades técnicas; são as competências pessoais, como comunicação e colaboração, e a força de trabalho precisará priorizá-las rapidamente à medida que aumentam as operações automatizadas.6 Como envelhecer em um mundo automatizado   A junção de uma força de trabalho mais velha e de maior automação é uma ameaça bem real para os trabalhadores atuais. Aqueles com 30 ou 40 anos de experiência têm maior probabilidade de estar realizando tarefas que podem ser automatizadas — fato que só é mais preocupante quando analisado em nível mundial. Em determinadas regiões, como no Vietnã e na China, 69% a 76% das tarefas realizadas por trabalhadores mais velhos correm o risco de se tornarem automatizadas. Para referência, nos Estados Unidos, acredita-se que cerca de 52% das funções realizadas por funcionários mais experientes podem ser automatizadas. O que também pode ser preocupante é que as populações mais velhas de trabalhadores nessas regiões, como o Japão, estão crescendo rapidamente, criando um efeito em espiral. A boa notícia é que os empregadores estão respondendo com a eliminação da aposentadoria forçada e buscando outras opções para aliviar essa pressão. A automação está trazendo um número incrível de oportunidades positivas para o local de trabalho, mas é importante não ignorar os que podem ser afetados de modo negativo. Não importa se isso significa priorizar o treinamento de competências pessoais para garantir uma força de trabalho preparada para o futuro ou buscar maneiras apropriadas de aproveitar o trabalho automatizado em funções e setores altamente manuais, a verdade é que essa tendência não vai desaparecer. A concorrência e a globalização continuarão fazendo com que os empregadores encontrem maneiras novas e criativas de automatizar processos, mas aqueles que buscam maneiras visionárias de remodelar a força de trabalho usando essa tecnologia terão um verdadeiro diferencial competitivo. Fontes: 1 Constine, Josh, &quot;Taste test: Burger robot startup Creator opens first restaurant,&quot; Tech Crunch, June 21, 2018, <a href="https://techcrunch.com/2018/06/21/creator-hamburger-robot/.">https://techcrunch.com/2018/06/21/creator-hamburger-robot/. 2 Demaitre, Eugene, &quot;South Korea Spends $14.8M to Replace Chinese Robotics Components,&quot; Robotics Business Review, October 20, 2015, <a href="https://www.roboticsbusinessreview.com/manufacturing/south-korea-spends-148m-to-replace-chinese-robotics-components/">https://www.roboticsbusinessreview.com/manufacturing/south-korea-spends-148m-to-replace-chinese-robotics-components/ 3 Statt, Nick, &quot;New documentary Autonomy makes the convincing case that self-driving cars will change everything,&quot; The Verge, March 13, 2019, <a href="https://www.theverge.com/2019/3/13/18262364/autonomy-film-review-self-driving-cars-malcolm-gladwell-documentary-sxsw-2019.">https://www.theverge.com/2019/3/13/18262364/autonomy-film-review-self-driving-cars-malcolm-gladwell-documentary-sxsw-2019. 4 Andone, Dakin and Moshtaghian, Artemis, &quot;A doctor in California appeared via video link to tell a patient he was going to die. The man's family is upset,&quot; CNN, March 10, 2019,<a href="https://www.cnn.com/2019/03/10/health/patient-dies-robot-doctor/index.html.">https://www.cnn.com/2019/03/10/health/patient-dies-robot-doctor/index.html. 5 Autor, David H., &quot;Why Are There Still So Many Jobs? The History and Future of Workplace Automation,&quot; MIT: Journal of Economic Perspectives, Vol. 29, Issue 3, summer 2015,<a href="https://economics.mit.edu/files/11563.">https://economics.mit.edu/files/11563. 6 Umoh, Ruth, &quot;The CEO of LinkedIn shares the No. 1 job skill American employees are lacking,&quot; CNBC, April 26, 2018,https://www.cnbc.com/2018/04/26/linkedin-ceo-the-no-1-job-skill-american-employees-lack.html.

Como navegar na nova era da automação
INNOVATION

Foco no crescimento: como a IA está democratizando o futuro do trabalho

O poder da Inteligência Artificial moldará o futuro do trabalho e otimizará a produtividade. À medida que a transformação digital continua acelerando as operações de negócios, nossas agendas pessoais e de trabalho têm se tornado cada vez mais integradas. Nunca antes os pais, profissionais e comunidades inteiras de pessoas se viram forçados a harmonizar as demandas crescentes de seu trabalho e vidas pessoais. Organizar as responsabilidades da vida moderna pode parecer assustador. Criar filhos saudáveis e equilibrados, apoiar um parceiro ou amigo em dificuldade, impressionar o chefe e os colegas de trabalho e não comprar aqueles biscoitos de chocolate (quem tem tempo para jantar?) podem sobrecarregar a alma humana. Felizmente, as plataformas de IA não estão só mudando o modo como os profissionais organizam as informações e interagem com os dados, mas também o modo como eles lidam com os desafios da vida cotidiana. Apresentamos Warren &nbsp; O Warren, o assistente digital de consultoria da Mercer, é uma plataforma de Inteligência Artificial sofisticada, concebida para utilizar dados em tempo real com padrões aprendidos, destinada a aumentar a produtividade da força de trabalho. Ele trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir que suas obrigações pessoais e profissionais estejam bem organizadas e seu plano de carreira esteja avançando. Ele faz isso contextualizando dados do passado, presente e futuro e simplificando suas responsabilidades e agenda de modo a incentivar uma melhor tomada de decisão. Em outras palavras, o Warren é o seu orientador pessoal exclusivo, o confidente e companheiro de equipe — a convergência total entre pessoas e tecnologia. Todos os dias, as pessoas lutam para maximizar o valor do seu tempo. Com frequência, nosso trabalho é prejudicado por dados inferiores que resultam em escolhas ruins, agendamento ineficiente e distrações que consomem tempo. Muitas pessoas não têm tempo ou recursos para se adaptarem às mudanças inevitáveis nas prioridades diárias urgentes. O Warren veio para ajudá-las a se concentrarem no que é mais importante, quando é mais importante. Trata-se menos de como a tecnologia nos informa e mais sobre construir uma existência híbrida de máquinas e pessoas trabalhando em conjunto. Você traz o elemento humano para a relação com a sua criatividade, pensamento estratégico e empatia, e o Warren amplia seus recursos humanos fazendo recomendações baseadas nas metas e objetivos designados. Ele então faz ajustes conforme as conversas prévias com você. Todos os profissionais, não só os que estão no topo da hierarquia, merecem um assistente pessoal que ajude a esvaziar a mente. Essa democratização da força de trabalho com a Inteligência Artificial revolucionará o modo como as ideias se tornarão realidade e o crescimento dos negócios. Os dias de compartimentalização das vidas pessoal e profissional já eram. O Warren permite que você priorize e resolva imediatamente tudo o que a vida exigir de você: o diretor da escola do seu filho espera que você atenda o telefone às 13h de uma terça-feira, e seu chefe lhe envia um e-mail às 20h na quinta-feira esperando uma resposta rápida. Sem problemas. O Warren veio para ajudá-lo a ter sucesso em um mundo que exige muito do seu tempo, energia e equilíbrio mental. O Warren responderá assim: &quot;Não, seu filho não tem alergia a amendoim.&quot; &quot;Sim, você informou a equipe sobre a reunião de vendas e imprimiu os relatórios para cada membro.&quot; Pronto e pronto. A vida moderna é uma experiência totalmente integrada e sem fronteiras. Bem-vindo à nova normalidade. Trabalhe na velocidade da IA &nbsp; Trabalhar na velocidade da Inteligência Artificial significa jamais ter que se perguntar se deixou o fogão aceso, onde é o local da sala de reunião das 9h ou a exatidão dos dados do gráfico que ilustra os números de produção do último trimestre. Esqueça os lembretes colados no computador, aqueles momentos embaraçosos na sala de conferências quando a apresentação em PowerPoint não carrega e ter que memorizar mais uma senha. Diga adeus àquele momento em que você olha a taça de vinho tarde da noite e se pergunta se é um bom pai. Você com certeza é porque o Warren o lembrou de não marcar aquela ligação importante com o escritório de Hong Kong durante a estreia da sua filha como o Gato Risonho na peça &quot;Alice no País das Maravilhas&quot; da escola. O Warren reconhece as idiossincrasias e a capacidade de falhar dos seres humanos. Ele verifica os fatos e realiza um controle de qualidade de cada etapa do seu dia atarefado. Todo aspecto da sua vida profissional será otimizado com a tecnologia da Inteligência Artificial, que, consequentemente, aumentará bastante a qualidade e o prazer da sua vida pessoal também. Ao prever e reduzir nossos próprios erros humanos e lapsos de julgamento, a IA consegue tornar nossa experiência humana mais significativa, gratificante e impactante. Assim como os e-mails, as mensagens instantâneas e as chamadas de vídeo mudaram a forma de comunicação entre as pessoas, o Warren está mudando a maneira de as pessoas se comunicarem com elas mesmas, suas tarefas de trabalho e suas carreiras inteiras. Uma época de IA democratizada &nbsp; À medida que os negócios se voltarem para o crescimento, as pessoas terão cada vez mais liberdade para pensar além das minúcias das obrigações diárias e utilizarão aquele novo tempo, espaço mental e capacidade para continuar buscando e avançando. No local de trabalho, o Warren capacita a mudança em todos os níveis da organização, que mudará para sempre a dinâmica de influência e o fluxo de ideias. As grandes ideias e mudanças visionárias não virão mais de cima para baixo. Do CEO, do estagiário temporário e da majestosa sala da diretoria até a tumultuada sala de correspondências, as soluções inovadoras e ideias vanguardistas virão de todos os lugares. Com a democratização da IA, as pessoas mais próximas dos produtos, soluções e serviços terão finalmente tempo e capacidade necessários para refletir sobre as melhorias e criar a próxima prática recomendada ou ideia. A IA servirá de inspiração para os funcionários de todos os níveis pensarem de modo mais inteligente e rápido, desenvolverem estratégias que mudem o jogo e identificarem novas maneiras de criação conjunta e inovação. O Warren e outras tecnologias de IA permitirão que os funcionários, independentemente do cargo, nível ou posto, se desenvolvam pessoal e profissionalmente. O futuro do trabalho, assim como no passado, será definido pelo acesso às informações e oportunidades, bem como pela integração da tecnologia e potencial humano. Agora a IA apresenta aos negócios um universo de possibilidades sem precedentes, e os empregadores devem fazer todo o possível para capacitar seus funcionários de modo que possam competir no futuro e continuar agregando valor à empresa. O Warren é a versão de IA de um colaborador dedicado que mal dorme, só lida com fatos e dados precisos e jamais roubará seu almoço na geladeira. Por último, o Warren é um colega de uma nova era de pessoas, tecnologia e da força de trabalho simbiótica.

Foco no crescimento: como a IA está democratizando o futuro do trabalho
INNOVATION

O contágio da próxima crise financeira virá dos mercados emergentes?

A próxima crise financeira mundial está prestes a surgir? Se sim, será que ela será muito diferente da última crise? E existe a possibilidade de o contágio vir dos atuais mercados emergentes, como China, Turquia ou Argentina? Embora o futuro seja incerto e fora de controle, você pode dar passos calculados como um líder executivo para se preparar agora para o que pode vir adiante. As economias de mercados emergentes estão em ascensão &nbsp; A força das economias de mercado emergentes foi uma das várias preocupações importantes dos líderes em 2018, segundo o estudo&nbsp;Mercer Global Talent Trends&nbsp;e continua sendo uma preocupação atualmente. Enquanto a Ásia, América Latina e África assumem o lugar das economias centradas no Atlântico Norte como os mecanismos mundiais de crescimento, a economia mundial vem sofrendo impactos cada vez maiores devido à sua força crescente. Ardavan Mobasheri, diretor-executivo e diretor de investimentos na ACIMA Private Wealth, acredita que o bastão da&nbsp;liderança mundial&nbsp;será totalmente passado para as economias de crescimento mais rápido até 2030. Ele diz: &quot;É provável que a transição seja concluída até o final de 2030, com as âncoras do crescimento econômico mundial localizadas no Pacífico e no hemisfério sul&quot;. Porém, à medida que o mundo se adapta à força cada vez maior das economias de mercado emergentes, ele também deve se adaptar aos &quot;quebra-molas&quot; inevitáveis dessas economias. Os &quot;quebra-molas&quot; estão começando a se formar mundialmente &nbsp; Os ativos dos mercados emergentes estão agora recuando em face dos ventos contrários em suas regiões geográficas, tais como a desaceleração da produção, aumento da dívida, índices de inflação mais altos e quedas nas moedas.1 &quot;O contágio nos mercados emergentes acontece por meio de diferentes canais e tende a ser maior em períodos de aperto monetário em mercados desenvolvidos&quot;, afirma Pablo Goldberg, estrategista sênior de renda fixa na BlackRock, para a CNBC.2&nbsp;&quot;A liquidez é um problema. Os investidores vendem o que conseguem&quot;. Desmond Lachman, membro do American Enterprise Institute (Instituto de Empresas Americanas) e ex-diretor suplente do Departamento de Análise e Desenvolvimento de Políticas do Fundo Monetário Internacional, escreveu em um artigo que os economistas e estrategistas políticos americanos estão ignorando os riscos impostos pelas economias emergentes por sua conta e risco. &quot;Eles não conseguem ver que os anos de alta expansão no balanço geral do Fed e as taxas de juros zero criaram as condições mais facilitadoras possíveis de empréstimo para os mercados emergentes&quot;, relata Lachman. &quot;Fazendo isso, eles acabaram com a disciplina das políticas econômicas dessas economias e permitiram que se desenvolvessem grandes desequilíbrios econômicos, principalmente nas finanças públicas&quot;. Agora que há mais capital voltando para os ativos americanos considerados mais seguros do que os dos mercados emergentes, começam a ser vistas as fortes vulnerabilidades econômicas acumuladas nas economias de mercados emergentes durante os anos do dinheiro &quot;fácil&quot;. Se ignoradas, é provável que essas vulnerabilidades continuem crescendo e se espalhando mundialmente, aumentando ainda mais suas implicações nos próximos anos. Os líderes executivos podem se adaptar — veja como &nbsp; Para se preparar melhor para um futuro financeiro incerto e evitar essas amplas repercussões, primeiro é melhor você observar as consequências da última crise financeira, ela pode lhe ensinar algumas lições importantes sobre como funcionam a economia e o sistema financeiro mundial. Por exemplo, segundo o relatório da Mercer &quot;10 anos após a crise financeira mundial: 10 lições para aprender&quot;, uma das lições mais importantes de 2009 mostra que as políticas dos estrategistas políticos americanos, os recordes de queda nas taxas de juros das políticas, a ampla liquidez injetada no sistema bancário e o considerável alívio gerado produziram resultados inesperados em todo o mundo. Embora as políticas monetárias não tenham sido inflacionárias em termos de preços ao consumidor, elas foram inflacionárias em termos de preços de ativos. Agora as taxas políticas estão aumentando em algumas economias, mas as consequências completas do resultado da última crise em todas as economias mundiais ainda são desconhecidas, até mesmo hoje. Com isso em mente, como líder executivo, você pode seguir estes três passos para se preparar para a próxima crise: 1.&nbsp; Não abandone a diversificação, amplamente conhecida como &quot;a única refeição grátis no investimento&quot;. 2.&nbsp; Seja dinâmico e esteja preparado para deixar os ativos com altas recordes se eles se tonarem indesejados uma vez que os investidores perceberem que suas valorizações podem não ser baseadas em fundamentos sólidos, como o aumento subjacente nos lucros. 3.&nbsp; Não abandone o gerenciamento ativo, pois as condições mudarão inevitavelmente. &nbsp; Ao seguir esses três passos simples você terá agilidade e flexibilidade suficientes para se adaptar a qualquer situação, até mesmo uma crise financeira. À medida que os mercados enfrentarem várias metamorfoses, lembre-se dessas lições e tenha em mente essas dicas para preparar sua organização para qualquer crise iminente. Fontes: 1. Teso, Yumi e Oyamada, Aline, &quot;Emerging Markets Retreat Amid Global Growth Concerns: EM Review&quot;, Bloomberg, 15 de fevereiro de 2019, https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-02-15/emerging-market-rally-abate-as-trade-concern-returns-em-review./ 2. Osterland, Andrew, &quot;Emerging markets, despite strengths, still get no respect&quot;, CNBC, 1 de outubro de 2018, https://www.cnbc.com/2018/10/01/emerging-markets-despite-strengths-still-get-no-respect.html. 3. Lachman, Desmond, &quot;We ignore risks posed by emerging economies at our own peril&quot;, American Enterprise Institute, 17 de setembro de 2018, http://www.aei.org/publication/we-ignore-risks-posed-by-emerging-economies-at-our-own-peril/.

O contágio da próxima crise financeira virá dos mercados emergentes?
INNOVATION

A automação está transformando o futuro do trabalho dos migrantes

A migração no mundo dos negócios evoluiu para uma troca mundial complexa de força humana e intelecto entre os países com diferentes culturas e necessidades de força de trabalho. Esse equilíbrio contínuo entre capital humano e necessidades econômicas continua causando impacto na geopolítica do mundo. No entanto, a transformação digital e a Quarta Revolução Industrial estão mudando bastante o papel e o valor das forças de trabalho migrantes. Dos músculos para as placas-mãe   As máquinas e os computadores são cada vez mais capazes de desempenhar trabalhos antes realizados por forças de trabalhos migrantes de baixa qualificação — com maior eficiência e menores custos também. Esse desenvolvimento mundial apresenta desafios inéditos para os trabalhadores migrantes, para os países e para a economia mundial uma vez que a automação e a tecnologia continuam substituindo o trabalho humano em diversos setores, tais como agricultura, automóveis e manufatura. O aumento em potencial no número de desempregados com perspectivas de salários menores mantém vários países preocupados com a ampla agitação econômica e caos político. Como será o mundo, exatamente, quando a automação da Quarta Revolução Industrial substituir as profissões de 258 milhões de migrantes internacionais que se sustentam viajando para locais que oferecem desemprego não qualificado? A promessa do desconhecido   Assim como nas revoluções industriais anteriores, a Quarta Revolução Industrial terá diferentes significados para diferentes pessoas. A transformação digital facilitou o acesso a praticamente qualquer informação via internet e ofereceu a populações inteiras (principalmente aos trabalhadores migrantes) novas oportunidades de obter educação e aprender novas habilidades, negócios e profissões. Os países que antes eram impedidos pela pobreza e isolamento econômico estão abraçando essas novas oportunidades. Por exemplo, a Índia, com 1,3 bilhão de habitantes, espera que seu mercado de transformação digital atinja US$ 710 bilhões até 2024.2 Para os trabalhadores migrantes, o aprendizado de novas habilidades e o desenvolvimento profissional são cruciais para manter o emprego. Vários países e governos já reconheceram a necessidade de oferecer aos cidadãos as habilidades e o conhecimento necessários para competir na era da automação, e isso começa com os trabalhadores tendo acesso a essas tecnologias para criar seu valor e negociabilidade em um mundo competitivo. No entanto, em países como Argentina, Brasil e Estados Unidos, as pessoas sentem fortemente que seus destinos dependem delas mesmas, e não dos governos, e sentem que têm a responsabilidade individual de lidar com as mudanças arrebatadoras da transformação digital.3 Para alguns, isso significa migrar para países e economias que oferecem perspectivas melhores do que as circunstâncias atuais. Um mundo de diferentes necessidades   Conforme visto durante a história, os trabalhadores migrantes são levados para regiões onde há disponibilidade de empregos adequados. Em um mundo definido pela automação e tecnologias computacionais, surge uma nova era de necessidades. Em países desenvolvidos, como Japão, Coreia do Sul, Espanha e Estados Unidos, as taxas de natalidade estão caindo em uma velocidade extraordinária.4 Um problema em particular que afeta a Coreia do Sul e o Japão é o envelhecimento da sociedade, onde o número de idosos está aumentando drasticamente enquanto as taxas de natalidade caem — a escassez de jovens capazes de cuidar da população mais velha e gerar impostos tão necessários por meio de empregos para fundos de aposentadoria para idosos já é uma realidade. O Japão e a Coreia do Sul estão utilizando robôs e automação para cuidar das necessidades físicas, psicológicas e emocionais dos idosos, mas essas tecnologias não são capazes de oferecer os recursos financeiros e serviços domésticos que essas nações precisam para continuar funcionando. O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, apresentou amplas reformas, chamadas geralmente de &quot;Abenomia&quot;, que propõem afrouxar as antigas restrições culturais, colocando mais mulheres no mercado de trabalho em diferentes níveis de poder. Entretanto, o aspecto mais controverso da Abenomia é a intenção de abrir o Japão para os trabalhadores migrantes de modo a reduzir as deficiências internas de força de trabalho que exigem recursos exclusivamente humanos — uma medida que muitos cidadãos japoneses consideram ser uma ameaça à sua identidade cultural.5 Porém, sem trabalhadores jovens para estabilizar a economia, o Japão talvez não tenha escolha. A Quarta Revolução Industrial está mudando o jogo e diversos países precisarão de trabalhadores migrantes para preencher as lacunas entre os papéis em evolução do homem e máquina. Por muitos séculos, os migrantes trabalharam duro para satisfazer suas necessidades pessoais que, por sua vez, também satisfazem as necessidades dos países empregadores que exigem sua mão de obra. Nesse cenário econômico moderno, a automação e a tecnologia forçam as mudanças nas funções de trabalho, mas a necessidade de capital humano permanece. Fontes: 1. &quot;International Migration Report,&quot; United Nations, 2017, https://www.un.org/en/development/desa/population/migration/publications/migrationreport/docs/MigrationReport2017_Highlights.pdf。/ 2.&quot;India Digital Transformation Market to Reach $710 Billion by 2024: P&amp;S Intelligence&quot;, Prescient &amp; Strategic Intelligence, 5 de março de 2019. https://www.globenewswire.com/news-release/2019/03/05/1747720/0/en/India-Digital-Transformation-Market-to-Reach-710-Billion-by-2024-P-S-Intelligence.html。 3. Wike, Richard and Stokes, Bruce, &quot;In Advanced and Emerging Economies Alike, Worries About Job Automation,&quot; Pew Research Center, September 13, 2018, https://www.pewglobal.org/2018/09/13/in-advanced-and-emerging-economies-alike-worries-about-job-automation/。 4. Kotecki, Peter, &quot;10 Countries at Risk of Becoming Demographic Time Bombs,&quot; Business Insider, August 8, 2018, https://www.businessinsider.com/10-countries-at-risk-of-becoming-demographic-time-bombs-2018-8。 5. Yoshida, Reiji, &quot;Success of 'Abenomics' hinges on immigration policy,&quot; https://www.japantimes.co.jp/news/2014/05/18/national/success-abenomics-hinges-immigration-policy/#.XJr1GK2ZOgR。

A automação está transformando o futuro do trabalho dos migrantes
INNOVATION

The Future of Blockchain: Empowerment Through Personal Data

Músicos, poetas e filósofos passam a vida se perguntando: &quot;Quem sou eu?&quot;. Em um futuro não tão distante, a resposta a essa pergunta poderá estar armazenada nos seus perfis pessoais de blockchain, ou seja, &quot;baús&quot; digitais que guardam os detalhes de cada decisão, ação e compra realizada desde o dia em que nascemos. Dê adeus à sua certidão de nascimento, passaporte, currículo e histórico médico, e conheça o futuro do blockchain: seu perfil de blockchain. Sua resposta exclusiva à pergunta &quot;Quem é você?&quot; será um registro cronológico, hiperdetalhado e imutável que afirma com uma certeza inédita &quot;Eu sou assim&quot;. O blockchain não estará nos nossos pensamentos, emoções, sonhos ou pesadelos. Tampouco captará as confissões íntimas escritas em diários ou ditas ao espelho pela manhã. No entanto, o blockchain jamais se esquecerá que você quebrou o braço aos 5 anos (enquanto escalava um corrimão), como seu coração disparou quando você conheceu a pessoa amada (e deixou seu drink cair no chão) ou que você pagou taxa de entrega expressa em um par de sapatos pretos (para o casamento da sua prima). O blockchain pode não ser o &quot;eu&quot; que os filósofos gregos tinham em mente, mas será o &quot;eu&quot; que o resto do mundo vê — na melhor das hipóteses, com a sua permissão. Conheça seus direitos no mundo digital   As empresas querem ter acesso às suas decisões. As informações que detalham por que você escolheu passar férias no Vietnã, come mexilhões no seu restaurante italiano favorito toda terça-feira à noite ou só usa escovas de dentes com cerdas médias têm grande valor para empresas que querem vender passagens aéreas, frutos do mar e escovas de dentes para você e para pessoas como você. Todas as decisões e ações que você realiza online são dados que revelam parte da sua personalidade e dos seus processos de pensamento. Nos últimos anos, o mercado e os políticos têm debatido o grau de acesso que as empresas devem ter nas decisões pessoais de cada indivíduo, especialmente sobre o que se lê, onde se clica e o que se compra online. Embora haja forças poderosas querendo controlar os dados que as pessoas geram ao usar serviços virtuais, os ventos estão mudando e os órgãos regulatórios estão começando a trabalhar mais a favor da pessoa física. Em maio de 2018, a União Europeia fez história com o General Data Privacy Regulation (GDPR), regulamento que estabelece rigorosamente os direitos básicos sobre privacidade, propriedade, controle, consentimento e portabilidade de dados para todos os seus cidadãos, independentemente de onde seja a residência deles.1 Nos EUA, a HIPAA Privacy Rule estabelece padrões nacionais para proteger registros médicos e outras informações de saúde de pessoas físicas.2 Essas normas têm o objetivo de proteger cidadãos contra organizações que podem querem usar dados pessoais para fins diferentes dos para os quais foram coletados ou que desviam do consentimento explicitamente dado no momento da coleta e, para isso, preveem instrumentos para aplicar vultosas multas a quem as descumprir. Em uma era de transformação digital, é essencial que todos deem valor a seus dados pessoais e à amplitude de seus direitos à privacidade. À venda: hábitos de sono e rotina de atividades físicas   Agora, os dados pessoais fazem parte da dinâmica oferta/procura que move as organizações capitalistas. Além do poder de compra, os consumidores também têm acesso a pensamentos e atividades que antecedem determinadas compras. Essas informações têm um valor incomensurável para empresas que aplicam estratégias orientadas por dados para vender seus produtos e serviços para o público-alvo. Antes da tecnologia blockchain, não era possível ter um registro tão abrangente, capaz de acompanhar as compras e os comportamentos de alguém no contexto de tudo o que está acontecendo em sua vida. Mas agora isso é possível. Hoje, o blockchain possibilita que as pessoas tenham um perfil imutável com detalhes inimagináveis, que começa no dia em que nasceram e as acompanha por toda a vida, registrando tudo, desde quando perderam o primeiro dente até os nomes de seus netos. Cada consulta médica, cada pergunta respondida no dever de casa, cada clique do mouse, cada página visualizada. As empresas, naturalmente, desenvolverão inúmeras maneiras de incentivar que todos permitam o acesso a seus dados. Com direitos individuais estabelecidos como o padrão jurídico, os consumidores terão o poder neste relacionamento, podendo monetizar os dados ao alugar o acesso a diversos aspectos de seus perfis de blockchain, desde os hábitos de sono até a rotina de atividades físicas. À medida que mais acessos forem concedidos e mais fontes de dados estiverem conectadas, os comportamentos poderão ser previstos com mais precisão, aumentando o valor do perfil de uma pessoa. De fato, as pessoas conseguirão se identificar como alvos de marketing, pondo à venda perfis abrangentes e detalhados em um mercado emergente digital de dados pessoais, uma evolução que alterará drasticamente os setores de publicidade, pesquisas e análise de dados.Um mundo de 8,5 bilhões de personalidades Estima-se que a população mundial chegue a 8,5 bilhões de pessoas em 2030. Até lá, a tecnologia blockchain pode ser capaz de organizar, de forma coerente, confiável e segura, os dados sobre as pessoas que formam as comunidades e nações. Isso torna as sociedades centradas na pessoa humana tecnicamente possíveis, nas quais as ações e comportamentos dos cidadãos ficam digitalmente registradas em suas &quot;personalidades&quot;, um registro imutável que funciona como uma única fonte da verdade para suas experiências e sensibilidades. Em essências, as pessoas gerarão dados de forma regular e em tempo real, adicionando-os cronologicamente a seus perfis coletivos, que conterão registros de saúde, histórico educacional, credenciais profissionais, registros eleitorais, carteiras de habilitação, antecedentes criminais, situação financeira e quaisquer outros aspectos notáveis que compõem a identidade de alguém. Essa personalidade pode se tornar o registro universalmente aceito ao qual todas as informações relacionadas à identidade podem estar atreladas. Todos os processos que costumamos usar para validar a identidade de alguém serão substituídos por um perfil individual e abrangente de blockchain. A commoditização dos dados pessoais terá um impacto profundo na forma como as pessoas se relacionam entre si e com empresas. Será que o fato de sermos responsáveis pela nossa própria personalidade — e sabermos que os detalhes das nossas vidas estarão registrados para sempre em nosso perfil de blockchain — mudará o nosso comportamento? Será que as tentativas para aumentar o valor da nossa personalidade se transformarão em uma extensão da tentativa de melhorar nossas próprias vidas? Ou vice-versa? A ascensão da personalidade pode alterar o nosso entendimento coletivo de propriedade de maneiras inéditas para a raça humana desde a concepção dos direitos individuais à propriedade. Os desafios do futuro para um mundo do blockchain   Avanços tecnológicos avassaladores sempre têm um lado negativo. Com a proliferação da tecnologia blockchain e a valorização dos dados pessoais, as sociedades correm o risco de ficar ainda mais polarizadas em termos financeiros e de classes sociais. Quem tem mais poder de compra naturalmente tem dados que valem mais para empresas que vendem produtos e serviços ou para instituições públicas que poderiam se beneficiar com o apoio financeiro ou influência dessas pessoas. Quem não tem dinheiro ou acesso a tecnologias modernas enfrentará profundas desvantagens, a menos que os governos (especialmente nas economias em desenvolvimento) implementem normas que impeçam que cidadãos vulneráveis sejam deixados para trás. As economias em desenvolvimento também precisam encontrar formas para integrar intermediários que lutarão contra a perspectiva da tornarem-se obsolteos à medida que as tecnologias de blockchain ganham popularidade. Embora seja difícil prever o futuro e os desafios que as mudanças nos trarão, a História nos mostra que a tecnologia sempre vence quando se cria valor. De uma forma inédita, o futuro do blockchain dá à raça humana a oportunidade de se entender tanto no âmbito coletivo quanto individual. Ao apresentar novos insights sobre os comportamentos humanos, relacionamentos e interações de consumo, podemos aprender uns com os outros e oferecer melhores condições para todos. Talvez os dados da tecnologia blockchain até mesmo demonstrem de forma convincente à humanidade como todos nós somos parecidos. No futuro, a pergunta mais importante que as pessoas se farão não será &quot;Quem sou eu como indivíduo?&quot;, mas &quot;Quem somos nós como sociedade?&quot;. A resposta para essa pergunta poderá criar o tipo de civilização que existe apenas nos sonhos de músicos, poetas e filósofos. Para saber mais sobre como a tecnologia blockchain , leia Mercer Digital’s Blockchain 101 Overview. 1Palmer, Danny. &quot;What Is GDPR? Everything You Need to Know About the New General Data Protection Regulations.&quot; ZDNet, <a href="https://www.zdnet.com/article/gdpr-an-executive-guide-to-what-you-need-to-know/">https://www.zdnet.com/article/gdpr-an-executive-guide-to-what-you-need-to-know/. 2&quot;The HIPAA Privacy Rule.&quot; Office for Civil Rights, https://www.hhs.gov/hipaa/for-professionals/privacy/index.html.  

The Future of Blockchain: Empowerment Through Personal Data
INNOVATION

Blockchain for Beginners: What the Mona Lisa Teaches Us About the Future of Business

Vincenzo Peruggia nasceu em 8 de outubro de 1881. Cerca de 30 anos depois, em uma manhã de segunda-feira de 1911, o italiano baixinho vestiu um avental branco – para se misturar com os outros empregados do Louvre em Paris – e saiu carregando a Mona Lisa. Ele simplesmente a tirou da parede. Pelos dois anos seguintes, a icônica obra-prima de Leonardo Da Vinci permaneceu enfiada em um baú no apartamento do ladrão em Paris. Por fim, Vincenzo cedeu à ansiedade e voltou à Florença, na sua amada terra natal, onde contatou um negociante de arte e tentou vender a famosa pintura. A polícia o prendeu em seu quarto de hotel. O que torna esta história fascinante não é que tenha sido espantosamente fácil sair andando com um tesouro da era da Renascença famoso mundialmente, mas que o crime de Vincenzo estava fadado ao fracasso desde o início. Todas as pessoas do mundo da arte conheciam a origem, o valor e a jornada da Mona Lisa até a sua casa no Louvre. Toda a procedência da pintura estava bem documentada e estabelecida. Seria impossível introduzir novamente a obra-prima roubada no mercado sem disparar alarmes por toda a parte. A tecnologia blockchain oferece o mesmo nível de transparência e autenticidade para todas as coisas – de um tapete persa ou um sushi de atum a um refinanciamento de imóveis ou mesmo um simples limão. Veja como. Fonte única da verdade de acordo mútuo &nbsp; O primeiro passo para documentar dados em um blockchain exige processos operacionais focados na exatidão desde o início. A partir do passo inicial, todas as partes envolvidas em uma transação devem confirmar a identidade, o valor e as condições de controle que governam o ativo blockchain. Em nossa história protagonizada por Vincenzo Peruggia, por exemplo, trata-se da pintura de Da Vinci, a Mona Lisa. Ela está pendurada em uma determinada parede do Louvre e vale US$ 800 milhões. Não, ela não está à venda. O valor e as circunstâncias estão estabelecidos. Se qualquer pessoa tentar roubar ou adulterar a Mona Lisa, as partes envolvidas – o mundo, neste caso – perceberão. Com o blockchain, uma vez que as informações iniciais mutuamente acordadas sejam registradas com exatidão, elas se tornam a única fonte da verdade. E nunca precisarão ser verificadas. Depois que a integridade dos dados relacionados ao ativo de informação é estabelecida, a tecnologia blockchain impede qualquer interveniente desonesto de alterá-lo, porque todos no blockchain estão vendo as mesmas informações, ao mesmo tempo, em seus respectivos computadores, distribuídos por todo o mundo. Todos têm o mesmo acesso ao ativo original, confirmado e verificado, e ao que acontece com esses dados quando são movidos. Tentar abusar desse ativo digital ou saqueá-lo seria como roubar a Mona Lisa de incontáveis e bem protegidos Louvres em todo o mundo. Não há necessidade de intermediários &nbsp; A tecnologia blockchain elimina a necessidade de intermediários ou atravessadores. Os intermediários costumam ser encarregados de proporcionar integridade a processos transacionais envolvendo partes que não se conhecem. Os bancos servem como intermediários para transações financeiras entre indivíduos e empresas. Os corretores imobiliários agem como intermediários para lidar com a papelada envolvida na venda de imóveis. Até intermediários ilegais, como plataformas piratas de download de músicas, roubam montantes significativos de royalties de músicos que têm suas músicas roubadas ou plagiadas online. O blockchain pode eliminar a necessidade e o impacto de todos esses tipos de intermediários. Tomemos como exemplo Eriko Matsuyama, uma estudante de arte fictícia de 23 anos da Universidade Tohoku no Japão, que está participando de um programa de intercâmbio em Paris. Eriko, que é uma pintora talentosa, passa todas as manhãs acampada em frente à Mona Lisa, compondo elaboradas aquarelas, cada uma oferecendo uma interpretação única da musa de Da Vinci. Ela tem até uma loja on-line, onde vende seus quadros originais a fãs ao redor do mundo. Por meio da tecnologia blockchain, Eriko pode autenticar o horário, a data e o desenvolvimento de cada pintura original e enviar tanto a aquarela original quanto uma cópia digital exclusiva aos seus compradores. Caso o comprador decida vender a pintura original ou a cópia digital, o blockchain pode servir como prova de autenticidade. Talvez, 30 anos no futuro, Eriko se torne uma artista famosa cuja obra valha milhões de dólares. Essas mesmas aquarelas e suas cópias digitais terão ainda mais valor, porque o blockchain garante a sua origem e autenticidade ao longo dos anos, independentemente de quantas vezes tenham sido compradas ou vendidas, sem nunca precisar de um intermediário para verificar a autenticidade ou ajudar no processo. Os dados se tornam semelhantes a um objeto físico &nbsp; A Mona Lisa é, obviamente, um objeto físico, como as aquarelas originais de Eriko, que ela assina à mão, mas as cópias digitais das suas pinturas são ativos digitais. Atualmente, um ativo digital pode ser qualquer coisa, do prontuário médico de uma pessoa à escritura de um pedaço de terra. O blockchain torna possível que um ativo de dados exista no mundo digital da mesma maneira como um objeto físico existe no mundo real. O ativo de dados pode existir como uma cópia utilizável de um arquivo de dados. Com um blockchain, sempre existe apenas uma única cópia utilizável e protegida – da mesma maneira que a versão digital de uma pintura original de Eriko Matsuyama. Ela pode ser comprada e vendida, mas nunca alterada, copiada ilegalmente ou extraviada. No intervalo de 30 anos, a cópia digital de uma aquarela de Eriko Matsuyama pode ser comprada e vendida uma dúzia de vezes por indivíduos ou empresas que queiram imprimi-la em qualquer coisa, de camisetas a papel de parede. Mas apenas uma cópia digital existirá, para sempre e sempre. A oferta e a demanda determinam o preço de qualquer produto ou serviço. Se a quantidade de um ativo digital for limitada, então esse ativo é considerado raro e a dinâmica da oferta e da demanda passa a valer, assim como no mundo físico. O desejo do mercado cria um valor quantificável, que pode ser aplicado a qualquer coisa, de um ativo individual a uma criptomoeda. A tecnologia está constantemente fazendo o mundo avançar. No futuro, o mundo digital será caracterizado por uma matriz de rotas de comércio digital de todos os tamanhos, cada uma delas protegida por blockchain, livre da pirataria e da desinformação. Se o blockhain e as tecnologias modernas estivessem disponíveis em 1911, a Mona Lisa teria sido recuperada em menos de duas horas e não em dois anos. Hoje, a face icônica da Renascença tem ainda mais razões para sorrir. Para saber mais sobre como a tecnologia blockchain, leia&nbsp;Mercer Digital’s Blockchain 101 Overview.

Blockchain for Beginners: What the Mona Lisa Teaches Us About the Future of Business
INNOVATION

Blockchain Hoje: Uma Tecnologia Jovem que Poderia Mudar Tudo

A ascensão maníaca das criptomoedas como Bitcoin colocou a blockchain na manchete das notícias diárias, mas a maioria das organizações e pessoas é incapaz de entender o que essa tecnologia relativamente nova realmente significa para seus negócios e vidas. Hoje, tecnologia blockchain é sobre onde a Internet estava no início dos anos 90. É uma tecnologia interessante e importante, mas que ainda está em seu estágio inicial. A verdade é que, da mesma forma que as pessoas estavam tentando descobrir a Internet no início dos anos 90, ninguém realmente sabe exatamente como a tecnologia blockchain revolucionará economias e culturas. Mas sabemos - assim como a Internet no início dos anos 1990 - que a blockchain mudará o jogo. Blockchain: A Revolução da Eficiência A Blockchain terá um impacto profundo na interseção de negócios e pessoas, desencadeando uma nova era de eficiência. Como a blockchain é transparente, segura e simplificada, a tecnologia revolucionará os processos operacionais, eliminando funções e protocolos dispendiosos. Suponha, por exemplo, que um VP de engenharia em Pequim, na China, esteja sendo transferido - juntamente com sua esposa e duas filhas - para uma nova posição de longo prazo baseada em Perth, na Austrália. Historicamente, encontrar e proteger as residências além da fronteira envolvia uma enorme quantidade de documentos, pessoas e processos. Protocolos imobiliários locais eram repletos de sistemas de registro legados, amplos canais burocráticos e intermediários, incluindo corretores, agentes de títulos, advogados de títulos, cartórios, agentes de custódia, funcionários de registro de terras e banqueiros em ambos os países. Esses processos eram inchados, caros e suscetíveis a fraudes. A transparência e a segurança simplificadas fornecidas pela tecnologia blockchain erradicam muitas dessas práticas perdulárias e vulneráveis. A blockchain aumenta a eficiência e a confiança não coletando dados, mas conectando dados em uma rede descentralizada de computadores participantes denominada nós. Os nós armazenam os dados da blockchain, seguem as regras dos protocolos específicos da blockchain e se comunicam com outros nós - que podem estar localizados em qualquer lugar - que seguem as mesmas regras e mantêm uma cópia idêntica de um conjunto de dados imutável. Hackers com intenções nefastas não devem simplesmente hackear um nó, mas todo nó protegido exclusivamente distribuído por toda a blockchain em todo o mundo. Ao garantir que os dados sejam simultaneamente vinculados e, ao mesmo tempo, independentes, anônimos e seguros, a blockchain permite que todos os participantes confiem uns nos outros, porque a tecnologia não permite que ninguém altere as verdades acordadas estabelecidas sobre um ativo de dados. Não são necessários intermediários para confirmar que um comprador residencial tem dinheiro suficiente, ou se a casa tem danos causados pela água, ou se a escritura foi assinada, autenticada e entregue. Blockchain em Economias em Crescimento A blockchain está ganhando força e atrapalhando as economias em crescimento a uma taxa crescente. A blockchain não só é apresentada como uma possível solução para a corrupção endêmica e institucionalizada, mas também está ganhando aceitação em importantes setores, especialmente serviços financeiros, de saúde e instituições governamentais. Serviços Financeiros Blockchain ganhou elogios em economias em crescimento como a tecnologia por trás do Bitcoin, a primeira moeda digital. No entanto, os especialistas logo reconheceram que os recursos de segurança e transparência da blockchain poderiam mudar significativamente o setor de serviços financeiros - da mesma forma que a Internet mudou as indústrias de mídia e entretenimento há 20 anos. Instituições bancárias em todo o mundo estão adotando blockchain e DLT (distributed ledger technologies) avançadas para uma ampla variedade de funções, incluindo transações comerciais, processamento de pagamentos e transações internacionais. Na verdade, a Índia lançou recentemente o India Trade Connect, uma estratégia de financiamento comercial que usa plataformas blockchain para fortalecer uma colaboração sem precedentes entre a InfoSys e sete dos maiores bancos do país.1 As modernas tecnologias de blockchain permitem que essas entidades financeiras simplifiquem os sistemas de financiamento comercial e supervisionem transações internacionais da cadeia de suprimentos em todas etapas da operação. Saúde O setor de saúde global administra grandes quantidades de dados clínicos e administrativos, desde a cadeia de suprimentos farmacêuticos a prontuários médicos de pacientes para gerenciamento de sinistros. A introdução de dispositivos médicos inteligentes, incluindo tudo desde rastreadores de condicionamento pessoal até conjuntos cirúrgicos conectados, está introduzindo um ecossistema de informações totalmente novo. O conjunto de dados coletados de dispositivos relacionados à saúde está crescendo exponencialmente. Dados precisos e acessíveis são essenciais para melhorar os resultados clínicos e reduzir o desperdício, e a imutabilidade e capacidade da blockchain de conectar as informações atualmente em silos e servir como a “única fonte de verdade” são os principais facilitadores para o crescimento contínuo. Na Coréia do Sul, o setor de saúde tem sido muito proativo na implementação da blockchain para centralizar as informações dos pacientes e marginalizar a prevalência de medicamentos falsificados por meio do gerenciamento transparente da cadeia de suprimentos. Os registros blockchain dos históricos médicos dos pacientes fornecem aos hospitais e cuidadores coreanos um registro único e preciso dos tratamentos, procedimentos e necessidades farmacêuticas de um paciente.2 Governo Governos em economias em crescimento em todo o mundo estão usando blockchains para tudo, desde registros de propriedades e métricas de votação até carteiras de motorista e históricos financeiros. A capacidade da blockchain de fornecer um ativo digital cronológico e imutável o torna ideal para transações que afetam populações e economias - deum único indivíduo a indústrias inteiras. Para muitas nações em crescimento, a blockchain poderá em breve oferecer o potencial para saltar de processos operacionais antiquados e inchados, repletos de prevaricação, a sistemas simplificados e incorruptíveis que incentivam o investimento internacional e atraem startups lucrativas. Na África, a blockchain está ganhando aceitação rápida com empresas e formuladores de políticas, em parte porque o continente não tem incumbentes ou sistemas legados profundamente entrincheirados para enfrentar essa nova tecnologia. A blockchain permite cada vez mais que os governos da África organizem melhor os registros e os serviços por meio de sistemas aprimorados de gerenciamento de identidades - o que legitima os processos-chave para sociedades bem-sucedidas, desde a coleta de impostos até a contagem de votos.3 Blockchain: O Desconhecido Quando a Internet ganhou aceitação no início dos anos 90, sabíamos que as formas pelas quais os seres humanos se comunicavam e interagiam com a informação estavam prestes a experimentar mudanças extraordinárias. Não sabíamos, no entanto, que isso levaria ao surgimento de outras forças revolucionárias como o Google, plataformas de compartilhamento de arquivos entre pares ilegais como o Napster, dispositivos onipresentes de smartphone como o iPhone ou a invenção de canais de mídia social, como Twitter, Instagram e Facebook. Todos os disruptores culturais que continuam a moldar o mundo de maneiras significativas, de vícios digitais pessoais não saudáveis à influência de campanhas de desinformação patrocinadas pelo governo. Atualmente, blockchain é tanto um milagre quanto um mistério. O impacto que isso terá nas economias em crescimento, no comércio internacional e na cultura humana não pode ser totalmente avaliado ou apreciado neste momento. Mas o poder da blockchain é real e difundido em todas as regiões do mundo. Empresas, CEOs e governos devem adotar estratégias que não exijam necessariamente uma chamada à ação, mas um chamado à conscientização - um esforço sério para obter um entendimento sofisticado da tecnologia blockchain e como ela pode criar mudanças positivas, ou consequências negativas, em um mundo que ainda está descobrindo como a Internet dos anos 90 transformou a condição humana. Para saber mais sobre como a tecnologia blockchain está afetando as indústrias, a formulação de políticas e o comportamento humano, leia Mercer Digital’s Blockchain 101 Overview. 1Infosys Finacle Pioneers Blockchain-based Trade Network in India in Consortium with Seven Leading Banks: Infosys Limited - https://www.infosys.com/newsroom/press-releases/Pages/pioneers-blockchain-based-trade-network.aspx 2Will Blockchain Transform Healthcare in South Korea:https://techwireasia.com/2018/06/will-blockchain-transform... 3Why Africa’s Emerging Blockchain Movement Is Growing So:https://media.consensys.net/blockchain-month-in-africa-920945771100

Blockchain Hoje: Uma Tecnologia Jovem que Poderia Mudar Tudo
INNOVATION

Savana do silício do quênia está à frente de uma expansão econômica única na África

A alardeada Savana do Silício do Quênia continua a proporcionar o avanço do comércio eletrônico e de compras on-line em todo o continente africano. Jumia, varejista on-line sediada em Nairóbi, apresentou uma receita bruta de US$ 597 milhões em 2017, ampliando seu alcance de quatro para 14 países.[1] No momento, à medida que o epicentro de startups da África busca atrair mais investidores internacionais, empreendedores especialistas em tecnologia e fornecedores locais, está catalizando uma mudança profunda no comportamento dos consumidores em toda a África. Vencendo a barreira do varejo Megaempresas como a Amazon e o Alibaba mudaram a essência do comércio de varejo nos mercados ocidentais e orientais, mas o continente africano ainda não teve a oportunidade de testemunhar a ascensão de gurus de tecnologia como Jeff Bezos ou Jack Ma. Uma nova geração de jovens pioneiros de tecnologia está impulsionando a transformação digital em todo o continente e mudando a forma como os consumidores não apenas adquirem produtos, mas organizam suas vidas. Durante décadas, os mercados na África foram locais onde fazer compras constituía um incrível desafio. No entanto, as compras on-line e o internet banking estão permitindo que varejistas e consumidores africanos façam sua passagem de uma experiência de compras definida por uma infraestrutura antiquada, mecanismos bancários não confiáveis e processos de distribuição deficientes para a experiência aperfeiçoada do comércio eletrônico. Os efeitos de uma conectividade on-line aprimorada (o Quênia está entre os países com a internet mais rápida do mundo[2]) e a M-Pesa, plataforma móvel de serviços bancários que simplifica as transações financeiras e os microfinanciamentos, estão à frente de uma revolução das expectativas do consumidor em toda a África. O aumento do consumismo, porém, não está uniformemente distribuído em todo o continente. O incomparável futuro da África Os investidores estão aprendendo que a transformação digital na África não evoluirá como nas culturas ocidentais e orientais. A intuição humana pressupõe que as tendências e prioridades econômicas em determinada área do mundo podem servir de precedente para as demais áreas. Mas esse tipo de pensamento revela-se equivocado quando se trata das circunstâncias na África. Uma explosão da classe média como a ocorrida em locais como a China não deverá refletir os salários crescentes em toda a África. As corporações multinacionais devem estar cientes de que diferentes culturas adotam valores diferentes, e são esses valores que guiam a forma como as populações percebem, poupam e gastam dinheiro. O continente africano, com seus 1,2 bilhões de habitantes, está dividido em nações e culturas muito diferentes. Os investidores e elaboradores de prognósticos financeiros não podem abordar a África com as mesmas estratégias e expectativas empregadas em outras grandes populações, como os 1,32 bilhões de habitantes da Índia ou os 1,38 bilhões da China. O leque de governos, culturas e cenários econômicos da África abrange uma vasta gama de oportunidades e obstáculos únicos. As intenções da ascendente classe média africana não giram em torno de adquirir produtos que simbolizem status social ou atraiam atenção individual. Em vez disso, os consumidores africanos estão provando ser mais conservadores, direcionando a renda extra para a poupança ou para redes familiares em áreas com menor viabilidade econômica.[3] África, tempo e tecnologia Entre os produtos mais vendidos na Jumia estão as fraldas descartáveis, o que fornece um vislumbre de como os consumidores da África estão priorizando seus recursos financeiros.[1] A obsolescência das fraldas tradicionais de algodão em favor das fraldas descartáveis mais caras indica que a conveniência e o gerenciamento do tempo são fatores impulsionadores de compras em um continente em evolução. Embora itens de luxo como cosméticos não tenham conseguido um bom impulso, o comércio eletrônico está mudando o comportamento dos consumidores quando se trata de um dos recursos mais valiosos na vida de qualquer pessoa: o tempo. Tudo começa com o acesso à internet. O percentual da população queniana com acesso on-line chega a 85%.[4] À medida que os polos em Nairóbi e Mombaça continuam a atrair empresas inovadoras e empresários ambiciosos, empresas que estão surgindo na Savana do Silício, como a Twiga — que conecta fazendeiros locais a lojas em ambientes mais urbanos —, estão mudando tudo, desde as cadeias de abastecimento e distribuição até a transparência das operações. Na verdade, tecnologias como a blockchain (protocolo de confiança) podem reduzir de forma significativa a corrupção em toda a África, poupando aos empreendedores por trás das startups de tecnologia um tempo (não meses, mas anos) que seria despendido percorrendo uma burocracia custosa e atoleiros políticos para estabelecer suas empresas. Embora o continente africano esteja cheio de culturas e países tão ricos quanto díspares, o Quênia e a Savana do Silício vêm provando à comunidade internacional de investidores que as mudanças positivas transcendem fronteiras e barreiras. Os polos de tecnologia do Quênia abrigam incubadoras de ideias e negócios que transformarão não apenas a África, mas o mundo inteiro. Afinal, a Amazon e o Alibaba também já foram pequenas startups com grandes sonhos. Tudo de que precisavam era um lugar para chamar de lar e tempo para crescer. Para os empresários africanos, esse lar é a Savana do Silício... e seu tempo é agora. &nbsp; 1 Meet the Startup Building a Market From Scratch To Become Africa's Alibaba Matina Stevis-Gridneff https://www.wsj.com/articles/with-c-o-d-and-goat-promotions-jumia-aims-to-be-africas-alibaba-1527073200?mod=e2tw 2 Kenya's Mobile Internet Beats the United States For Speed Lily Kuo https://qz.com/1001477/kenya-has-faster-mobile-internet-speeds-than-the-united-states/ 3 3 Things Multinationals Don't Understand About Africa's Middle Class William Attwell https://hbr.org/2017/08/3-things-multinationals-dont-understand-about-africas-middle-class 4 Africa Internet Users, 2018 Population and Facebook Statistics https://www.internetworldstats.com/stats1.html

Savana do silício do quênia está à frente de uma expansão econômica única na África
INNOVATION

Uma cultura de inovação e intraempreendedorismo pode ajudar as empresas estabelecidas a competir

À medida que o capital de risco continua a fluir para os mercados em crescimento, as empresas estabelecidas de todos os portes serão forçadas a enfrentar a crescente concorrência dos disruptores de crescimento rápido. Os investimentos de risco asiáticos, por exemplo, representaram a maior parte do crescimento do capital de risco global de 2016 a 2017 e estão a caminho de responder por mais de 40% de todos os investimentos em capital de risco em 2018, de acordo com dados da PitchBook. Esse influxo de investimento estimulou o surgimento de unicórnios em toda a região - desde a indiana Oyo Rooms e Big Basket até a Traveloka e Tokopedia do Sudeste Asiático, até a chinesa Didi e Lu - ameaçando empresas estabelecidas em setores que vão do varejo à hospitalidade, ao transporte e às finanças Como nos Estados Unidos, as empresas estabelecidas responderam a esse boom de empresas iniciantes bem financiadas, fazendo seus próprios investimentos em estágio inicial. Esse capital de risco corporativo (CRC) alavanca um ativo crítico, mas muitas vezes mal-alocado, apreciado por muitas empresas de grande porte: o caixa. A partir do ano passado, segundo a CB Insights, as empresas asiáticas representavam mais de uma dúzia das 50 principais empresas de CRC e constituíam quase 30% dos negócios - 8% a mais do que em 2016. Contudo, para algumas empresas, entrar no cenário de CR pode parecer complexo e arriscado. O CRC geralmente força os executivos a pensar de forma diferente sobre sua estratégia de crescimento, contratar consultores e banqueiros de investimento e até questionar a viabilidade de seu modelo de negócios e a natureza de seu mercado Apesar de sua popularidade, o CRC não é adequado para todas as empresas em todos os casos. Muitas empresas muitas vezes ignoram as idéias e ambições que já existem dentro de sua base de empregado. Se o aumento das pressões nos diz alguma coisa, é que as posições atuais dos trabalhadores não estão satisfazendo adequadamente suas necessidades financeiras e existenciais. De acordo com uma pesquisa da GoDaddy de 2017, por exemplo, 77% dos filipinos, 54% dos cingapurianos e 37% dos moradores de Hong Kong sofrem com pressões. Tomadores de decisão em empresas sob pressão de startups mais ágeis devem encontrar formas de aproveitar e direcionar o excesso de ambição dos funcionários para ajudar a catalisar o crescimento e a tornar suas organizações preparadas para o futuro. Para isso, é preciso cultivar uma cultura de inovação e intraempreendedorismo capaz de produzir novas idéias e novos empreendimentos. A estratégia necessária para construir esse tipo de cultura não pode ser inteiramente orgânica, no entanto. Deve ser cuidadosamente desenhada e gerenciada ativamente. Isso implica a implementação de sistemas e programas que encorajam e incentivam os empregados a idealizar, colaborar, experimentar e até sonhar - e, em seguida, garantir que possam compartilhar o lado positivo se sua ideia for implementada, comercializada ou desmembrada.&nbsp; Uma maneira de abordar esses tipos de programas é tomar emprestado o ditado sobre justiça criminal de meios, motivos e oportunidades. A fim de tomar medidas que sejam mutuamente benéficas para a empresa e para o empregado, os empregados devem ter os meios para agir, o motivo para agir e a oportunidade de agir. O que isso envolve mais especificamente? Meios&nbsp; —&nbsp;Fornecer o financiamento, o conhecimento, as ferramentas e a autoridade necessários para que os empregados concebam uma ideia, estabeleçam a equipe certa, criem o business case e desenvolvam e testem a ideia. Isso pode significar a criação de um fundo de risco interno ou um concurso de inclinação, com oficinas de intraempreendedorismo ou de design thinking.&nbsp; Motivo&nbsp;&nbsp;—&nbsp;Inspirar as pessoas a pensar além de sua função imediata no trabalho, incentivando-as a assumir riscos dentro de uma estrutura predefinida e permitindo que participem de qualquer vantagem financeira que possa resultar de seu trabalho. Isso pode significar dar aos empregados um bônus por ideias que merecem mais investigações, garantindo que recebam royalties por invenções ou permitindo que mantenham uma participação acionária ou um papel de liderança em uma subsidiária.&nbsp; &nbsp;&nbsp; Oportunidade&nbsp;&nbsp;—&nbsp;Criando tempo e espaço para ideação e colaboração, permitindo-lhes trabalhar em suas tarefas internas em equilíbrio com suas principais responsabilidades. Isso pode significar a criação de uma incubadora de startup interna, reservando tempo todos os dias ou semanas para iniciativas intraempreendedoras ou fornecendo espaço de trabalho e equipamento essenciais.&nbsp; Não basta que as empresas incentivem os empregados a inovar internamente. Eles precisam implementar programas e processos que forneçam aos trabalhadores os meios, o motivo e a oportunidade para fazê-lo. Além disso, no entanto, a inculturação de uma mentalidade intraempreendedora exige que as pessoas, em todos os níveis de uma organização, repensem o propósito do trabalho e os parâmetros do local de trabalho. Nas décadas passadas, seria um anátema para um funcionário gastar mais tempo desenvolvendo uma nova ideia do que cumprir sua função principal. No entanto, no ambiente atual, essa nova ideia pode acabar gerando valor exponencialmente maior do que o produto do trabalho do dia a dia do empregado. Enquanto é necessário atingir um equilíbrio para manter a produtividade e gerenciar o risco, cabe aos líderes começar a repensar como o capital humano deve ser implantado. Seus recursos humanos são usados de maneira mais eficaz para sustentar seu negócio principal, para que você possa sobreviver hoje ou desenvolver seus negócios para que possa prosperar amanhã? A necessidade de lidar com essas questões é especialmente aguda em muitos mercados em crescimento, onde as normas e estruturas organizacionais do local de trabalho se tornam tradicionais.&nbsp; À medida que o número de novos entrantes aumenta nos mercados em crescimento, as empresas estabelecidas terão que tomar medidas proativas para se manterem relevantes e competitivas. Enquanto algumas se voltaram para o capital de risco corporativo para obter uma exposição positiva, o CRC não é para todas. Em conjunto com uma estratégia da CRC ou em vez disso, as empresas devem buscar inovação internamente. Os empregados muitas vezes provam ser intraempreendedores prontos e capazes, necessitados dos meios, motivos e oportunidades para desenvolver suas idéias. Nem toda empresa precisa investir em startups para garantir o crescimento em mercados em mudança. As empresas com visão de futuro investirão nas ideias e talentos nativos de suas organizações para liberar uma cultura de startups que possa ajudá-las a crescer de dentro para fora.

Uma cultura de inovação e intraempreendedorismo pode ajudar as empresas estabelecidas a competir
INNOVATION

Abordando o elemento humano na epidemia de cibercrimes na África do Sul

Os cibercrimes não só estão desenfreados na África do Sul, como também em breve podem ser uma ameaça significativa para cada economia, negócio e pessoa no mundo. Por exemplo, a violação de dados na seguradora sul-africana Liberty, em junho deste ano, demonstra quão vulneráveis estão as empresas a cibercrimes. A Liberty admitiu1 que hackers se infiltraram em seu sistema de TI e roubaram dados de clientes. Os hackers ameaçaram revelar os dados caso o resgate não fosse pago2. Em outra violação direcionada ao governo, 934.000 registros pessoais foram tornados públicos on-line.3 Os cibercriminosos concentram seus esforços em uma vulnerabilidade comum encontrada em sistemas de segurança: as pessoas. Em um relatório sobre as tendências de cibercrime e cibersegurança na África, o provedor de cibersegurança Symantec relatou que um em cada 214 e-mails enviados na África do Sul foi um ataque de spear phishing, que é a prática fraudulenta de envio de e-mails pretendendo ser de um conhecido ou remetente de confiança.4 Na África do Sul, um em cada três ataques de cibercrime procura acesso às empresas enganando as pessoas. O aumento da força de trabalho flexível está diretamente ligado à proliferação de cibercrimes. Uma nova era de funcionários que usam seus próprios computadores e dispositivos tanto para suas vidas pessoais quanto profissionais forneceu aos cibercriminosos oportunidades sem precedentes para invadir sistemas. Uma nova era de trazer seu próprio dispositivo (BYOD) coloca empresas em risco, visto que a força de trabalho flexível não está sujeita aos mesmos protocolos de segurança que outros funcionários, o que significa, em alguns casos, que esses trabalhadores — e suas tecnologias — podem contornar firewalls, proteção de senha e outras medidas de segurança. O simples ato de abrir um e-mail pode fornecer a hackers acesso à rede infraestrutura da empresa. Muitas empresas têm políticas de segurança de TI inadequadas, especialmente as relacionadas à falibilidade humana e a funcionários que veem as medidas de segurança como uma barreira, em vez de um facilitador para o negócio. Com funcionários no cerne dessas vulnerabilidades, profissionais de RH devem desempenhar um papel maior no combate a cibercrimes, seguindo estes passos: Manter-se a par das políticas de segurança Profissionais de RH, na África do Sul, devem entender completamente o ato de proteção de informação pessoal (Protection of Personal Information Act - PoPIA). Este ato requer legalmente que as empresas locais garantam que todas as informações do cliente, do fornecedor e do funcionário sejam armazenadas, processadas e destruídas de uma forma que mantenha a privacidade e a proteção de dados pessoais. Isso inclui proteger dados sigilosos de funcionários de caírem em mãos erradas. A maioria dos mercados tem protocolos e diretivas de segurança semelhantes. É importante se familiarizar com eles, Independentemente do lugar no mundo em que você está estabelecido. Abordar os riscos potenciais criados por funcionários O IBM X-Force Threat Intelligence Index de 2017 revelou que 60% dos ciberataques são resultado de atividades internas.5 Profissionais de RH devem educar os funcionários sobre os riscos de cibercrimes e implementar políticas e procedimentos para os funcionários que não respeitarem as regras. Definir as regras ao trabalhar em casa O crescimento da era BYOD é inevitável. O estudo Mercer Global Talent Trends 2018 observou que 82% dos executivos dizem que a força de trabalho flexível é essencial para suas principais operações de negócio.6 Em um contexto sul-africano, profissionais de RH precisam garantir que as políticas certas sejam aplicadas para permitir que essa tendência evolua. Os funcionários devem compreender a necessidade de manter o seu software de segurança atualizado a todo momento — inclusive ao trabalhar em casa. Durante os próximos cinco anos, projeta-se que os cibercrimes irão custar US$ 8 trilhões às empresas. As empresas que não conseguem enfrentar a gravidade e a inevitabilidade de ciberataques não estão cumprindo com suas obrigações profissionais — e agora legais — com seus funcionários e clientes. Ao incorporar políticas e regras para gerenciar a era de BYOD e ao educar os funcionários sobre as táticas sofisticadas que os criminosos usam na era digital, os profissionais de RH podem desempenhar um papel integral em limitar a exposição ao risco e a violações de segurança dispendiosas. 1 https://www.libertyholdings.co.za/investor/Documents/20180802-media-release.pdf 2 https://www.fin24.com/Companies/Financial-Services/liberty-falls-victim-to-hackers-20180617 3 https://www.troyhunt.com/questions-about-the-massive-south-african-master-deeds-data-breach-answered/ 4 https://www.symantec.com/content/dam/symantec/docs/reports/cyber-security-trends-report-africa-interactive-en.pdf 5 https://www.leadersinsecurity.org/component/phocadownload/category/11-2017-cybersecurity-publications.html?download=185:2017-cybersecurity-publications 6 https://www.mercer.com/our-thinking/career/global-talent-hr-trends.html

Abordando o elemento humano na epidemia de cibercrimes na África do Sul

Tecnologia blockchain traz rastreabilidade para os produtores de café da Índia

A tecnologia blockchain não é apenas para os setores de alta tecnologia; ela tem se tornado gradualmente parte importante até mesmo das profissões mais antigas, como a agricultura. Por exemplo, recentemente, o Ministro da Indústria e Comércio da Índia anunciou um mercado eletrônico baseado em blockchain para os produtores de café. O mercado tem ajudado a suprir a lacuna entre os produtores e os compradores de café, permitindo que os primeiros aumentem drasticamente sua renda. Essa iniciativa reflete a tendência global de unir os avanços tecnológicos com a agricultura. Blockchain incentiva os produtores de café da Índia O café produzido na Índia é um produto nobre, cultivado por produtores que plantam os grãos na sombra, que os colhem manualmente e os secam no sol. O café é vendido por preços altos em todo o mundo, mas os produtores recebem apenas uma pequena parte dos lucros devido aos vários intermediários de compra e venda entre o produtor e o consumidor final. O novo aplicativo de mercado baseado em blockchain para comercialização do café indiano aproxima os produtores de seus clientes finais, ajudando-os a obter um rendimento justo e a oferecer rastreabilidade, permitindo que os consumidores rastreiem o café desde o grão até a xícara. Para os clientes, a possibilidade de acompanhar o trajeto do produto que estão comprando pode criar confiança. De uma perspectiva de negócios, essa rastreabilidade pode resultar em recalls mais precisos, reduzindo o risco de intoxicação alimentar. Usando o mercado on-line, os produtores já não precisam mais depender dos intermediários. Eles podem interagir diretamente com os compradores e obter preços justos por seus produtos. Os exportadores também podem usar o mercado on-line para encontrar rapidamente fornecedores confiáveis e cafés rastreáveis que atendam às suas necessidades. Quando o Conselho de Café da Índia, um departamento do Ministério da Indústria e Comércio, apresentou o mercado eletrônico em março de 2019, um grupo de cerca de 20 produtores, exportadores, importadores, torrefadores e varejistas de café já estava registrado na plataforma da Índia e exterior.1 De uma perspectiva do usuário, a plataforma é fácil de usar. Os produtores podem inserir as referências de seu produto, tais como certificados relevantes, local e altitude da plantação, detalhes sobre a safra e outras informações. O sistema cria um bloco para cada lote de café vendido no mercado eletrônico. Esse bloco e suas referências são então armazenados no blockchain durante todo o seu trajeto e não podem ser alterados, criando um registro conhecido como livro-razão blockchain. O livro-razão blockchain é útil para todos os tipos de produtos agrícolas devido à sua capacidade de registrar e atualizar o estado das safras, desde o plantio e colheita até o armazenamento e entrega. Um livro-razão seguro e imutável garante que grandes operadores agrícolas jamais percam uma carga e que os consumidores possam acessar o histórico e os detalhes das informações sobre seu alimento. Usos agrícolas do blockchain estão se expandindo globalmente A Índia não é o único local em que os benefícios da tecnologia blockchain estão tendo um impacto positivo sobre a agricultura. A França e a Etiópia também instituíram mercados blockchain de café e existem mercados semelhantes em operação ou desenvolvimento em todo o mundo para outras safras e produtos agrícolas. Na China, por exemplo, a plataforma de comércio eletrônico JD.com rastreia o processo de produção, venda e entrega da carne bovina produzida no interior da Mongólia e adquirida por clientes em Pequim, Xangai e Cantão. Ao ler o código QR, o consumidor ou varejista pode ver o tamanho e a idade da vaca, sua alimentação, quando foi abatida, quando a carne foi embalada e quais foram os resultados dos testes de segurança alimentar. Uma outra empresa chinesa utiliza tornozeleiras nas galinhas para registrar detalhes da vida de cada uma usando o blockchain, fornecendo garantia aos clientes de que as galinhas criadas soltas pelas quais eles pagam são realmente criadas sem gaiolas.2 Os analistas estimam que o mercado da tecnologia blockchain para a agricultura mundial continuará crescendo, subindo 56,4% de 2018 a 2022.3 Os mercados blockchain permitem que os produtores e compradores visualizem o histórico comercial, os preços locais e outras informações que lhes permitam negociar os preços com confiança. À medida que os produtores de alimentos em todo o mundo continuam adotando a tecnologia blockchain, eles trazem mais eficiência para suas cadeias de suprimento, melhorando a segurança alimentar e a rastreabilidade, bem como as margens de lucro e a confiança no consumidor. Está claro que o blockchain pode trazer uma mudança positiva de diversas maneiras, mas adotar e implementar a tecnologia é bem mais fácil de falar do que fazer. Em um setor como a agricultura, o blockchain terá que remodelar uma estrutura de décadas e isso não acontecerá da noite para o dia. Depende de todos os líderes compreender o valor dessa tecnologia e colocar suas equipes para implementá-la a fim de obter esse valor, mesmo que isso signifique começar aos poucos. Fontes: "Coffee Board Activates Blockchain Based Marketplace in India". Press Information Bureau, 28 de março de 2019, http://pib.nic.in/newsite/PrintRelease.aspx?relid=189586. Peters, Adele. "In China, You Can Track Your Chicken On–You Guessed It–The Blockchain". Fast Company, 12 de janeiro de 2018, https://www.fastcompany.com/40515999/in-china-you-can-track-your-chicken-on-you-guessed-it-the-blockchain. "Global Blockchain Technology Market in the Agriculture Sector 2018-2022". Global Banking &amp; Finance Review, 26 de setembro de 2018, https://www.globalbankingandfinance.com/global-blockchain-technology-market-in-the-agriculture-sector-2018-2022-market-to-grow-at-a-cagr-of-56-4-with-agriledger-full-profile-ibm-microsoft-ripe-technology-te-food-dominating-rese/. Biografia: Jornalista freelance e editora de conteúdo, Nancy Mann Jackson escreve regularmente sobre finanças, negócios, saúde e tecnologia. Saiba mais sobre ela em nancyjackson.com.

Tecnologia blockchain traz rastreabilidade para os produtores de café da Índia
INNOVATION

Blockchain no RH: 5 casos de uso interessantes para os Recursos Humanos

Existe uma grande oportunidade para o blockchain se estabelecer nos recursos humanos. Saiba mais sobre os casos de uso de blockchain no RH. Talvez a tecnologia blockchain seja mais famosa por sua função em proteger a infraestrutura de criptomoedas (por exemplo, Bitcoin), protegendo as transações financeiras sem a necessidade de um banco ou intermediário. No entanto, a tecnologia está de olho no espaço dos recursos humanos, que inevitavelmente mudará o modo como os profissionais de RH lidarão com o grande volume de dados sensíveis dos colaboradores e implementarão diversos processos de RH. À medida que a tecnologia blockchain se torna mais generalizada e acessível, é provável que todos os integrantes do departamento de RH (de recrutadores à liderança sênior) considerem que ela revolucione os fluxos de trabalho diários, como o processo de recrutamento, a busca em grupos de talentos, as análises de histórico pessoal e profissional, a contratação de trabalhadores por meio de contratos inteligentes, o processo de integração de colaboradores, a manutenção dos dados pessoais dos colaboradores, transações financeiras e gerenciamento de sistemas de folha de pagamento. Ela pode até mesmo simplificar os pagamentos internacionais com a automatização do câmbio em tempo real e outros parâmetros locais, que têm implicações nas empresas que contratam e operam mundialmente. Um dos maiores desafios enfrentados pelos profissionais de RH é compreender os fundamentos sobre o que é o blockchain e como ele funciona. Simplificando, o blockchain é um livro-razão público digital distribuído, usado para controlar os registros. O termo bloco (block) é simplesmente outra palavra para o termo registro. O blockchain, como o nome diz, é uma cadeia de registros. O que o torna especial e diferente de outros sistemas de manutenção de registros é que ele se baseia em um livro-razão distribuído, o que significa que a cadeia de registros é armazenada posteriormente em uma grande rede de computadores independentes. Ele descentraliza e criptografa os dados, tornando-os seguros e protegidos. O alto nível de segurança faz com que a tecnologia blockchain seja o casamento ideal para o setor de RH, que muitas vezes é encarregado de gerenciar grandes volumes de dados sensíveis sobre uma empresa e seus colaboradores. Apesar de todas as maneiras que a tecnologia blockchain é capaz de causar disrupção no gerenciamento de recursos humanos, as equipes de RH não precisam entrar em pânico. Ainda há tempo para se preparar para a iminente revolução do blockchain — e a tecnologia tem um forte histórico de sucesso nos setores em que foi implementada. Por exemplo, agora os bancos podem reduzir o custo de infraestrutura em 30% por meio das soluções de blockchain. Isso é possível criptografando milhares de pontos de armazenamento, nenhum deles contendo um nome inteiro ou um número de conta. Embora somente 0,5% da população mundial esteja usando a tecnologia blockchain atualmente, a demanda está aumentando e estima-se que 80% da população tenha algum tipo de envolvimento com ela nos próximos 10 anos. Nas equipes de RH, a adoção generalizada do blockchain poderia revelar valor e favorecer tanto os colaboradores quanto os empregados, começando com a capacidade de contratar gerentes que preencham as vagas oferecidas com as pessoas certas. Para mostrar como isso poderia funcionar dos dois lados da relação de emprego, o blockchain pode permitir que as pessoas guardem, protejam e ofereçam acesso controlado a um ID digital amplo orientado por blockchain que inclua informações essenciais sobre elas para os empregadores. Isso pode incluir educação, habilidades, treinamento e desempenho profissional. Com este ID digital, as pessoas podem transformar suas credenciais em verdadeiro valor no mercado de trabalho enquanto os empregadores podem identificar os colaboradores certos com mais precisão e eficácia por meio de insights orientados por dados. Se o sucesso em operações bancárias e cadeias de suprimento for um sinal, o blockchain está pronto para inovar as maneiras como gerenciamos o capital humano de várias capacidades diferentes. Agora é a hora em que o setor está experimentando e vislumbrando diferentes casos de uso. Exemplos de casos de uso de blockchain em RH O blockchain está mexendo em vários setores que contam com a colaboração dos departamentos de RH para o gerenciamento do capital humano. Por exemplo, além da predominância do blockchain no setor bancário, a Forbes identificou a saúde como um dos principais setores que devem sofrem disrupção. Segundo a Bitfortune, 55% dos aplicativos de saúde adotarão o blockchain para implementação comercial até 2025. Os departamentos de RH precisarão, portanto, estar na linha de frente do cenário de evolução da saúde — incluindo a implementação do blockchain — para que possam continuar sendo uma autoridade no fornecimento de planos de saúde e programas de bem-estar aos colaboradores. Mas o uso do blockchain será mais do que apenas um conceito que os profissionais de RH precisam conhecer para fins de parceria. Uma vez que o departamento de RH é o mantenedor de tantos dados fundamentais nas vidas dos colaboradores e no modo como uma empresa opera, a tecnologia blockchain será integrada diretamente à função do RH por meio de vários casos de uso, trazendo transparência e confiança. 1. Reforçar a segurança de dados sensíveis pessoais e financeiros. As equipes de RH têm a tarefa de realizar algumas das transações financeiras de maior volume em uma organização e lidam com dados sensíveis dos colaboradores relacionados a pagamentos, saúde, finanças, documentos bancários, registros disciplinares, históricos de desempenho, reembolso de despesas e muito mais. Todos os dados mantidos pelo departamento de RH correm o risco de serem explorados e, à medida que mais empresas sofrem violações de dados, é de suma importância ter proteções em vigor para manter a segurança e prevenir fraudes. Devido ao aumento do crime de segurança cibernética, a tecnologia blockchain está sendo aclamada como uma solução. A função do blockchain como divisor de águas dos recursos humanos é definida por seus recursos de segurança. Na realidade, o blockchain comprovou ser tão eficaz no gerenciamento de risco e segurança de software que até mesmo a gigante de produtos aeroespaciais e defesa Lockheed Martin virou usuária. A implementação do blockchain pode ajudar a impedir tanto fraudes internas quanto ataques externos de registros sensíveis dos colaboradores. O acesso ao blockchain é limitado e controlado — nem mesmo quem tem acesso conseguem modificar os registros de modo indiscriminado. Isso previne fraudes internas quanto ataques externos de registros sensíveis dos colaboradores. Com a expansão da Internet das Coisas (IoT) no RH, existe uma preocupação crescente já que os hackers geralmente invadem explorando estrategicamente os pontos fracos dos dispositivos de borda. A vigilância aplicada aos computadores é geralmente negligenciada na hora de garantir a segurança dos dispositivos da IoT, deixando as organizações vulneráveis a ataques. O blockchain oferece alta proteção contra alterações de dados ao bloquear o acesso a dispositivos da IoT e desligando os dispositivos comprometidos na rede da IoT caso haja suspeita de uma violação de segurança. O blockchain atua descentralizando os dados de modo eficaz como uma importante proteção contra ataques e fraudes. Na era digital, os dados fazem parte da moeda de uma empresa. Eles estão se tornando rapidamente um dos ativos mais valiosos de uma empresa. Se você guardar todas as suas joias, dinheiro e outros itens de valor em um único local da casa, o que acontece se um ladrão entrar e encontrar esse local? Como o blockchain distribui os dados em uma ampla rede de espaços de armazenamento computacional, isso é como colocar seus pertences mais valiosos em diversos locais a fim de reduzir o risco de sofrer um grave impacto ou de ser destruído por um só caso de ataque. 2. Melhorar os processos de recrutamento e verificação das qualificações e de histórico Seja por mentira, embelezamento ou exagero sobre o histórico profissional, sabemos que às vezes o currículo de um candidato nem sempre traz a verdade. Conforme relatado, 75% dos gerentes de RH já identificaram uma mentira em um currículo. Com praticamente 20% dos gerentes de contratação informando que gastam menos de 30 segundos olhando um currículo, é impossível saber quantas invenções passam despercebidas. Talvez a grande vantagem que o blockchain possa oferecer é confiar na veracidade dos dados. Nos sistemas atuais de recrutamento, é difícil saber a exatidão do histórico de ensino e trabalho de um candidato. Até mesmo os recrutadores mais experientes podem ser enganados por falsificações no histórico dos candidatos. Tradicionalmente, os gerentes de RH contam com currículos, que os candidatos podem modificar e embelezar. Embora o LinkedIn e ligações de referência possam ser usados para analisar algumas informações, esses métodos só oferecem uma leve camada de verificação. Além disso, esses processos analógicos podem ser demorados e confusos. Conforme confirmado por vários profissionais de RH, a verificação tradicional do histórico pode ser lenta e cara. Ela também pode colocar um peso sobre os candidatos, exigindo o preenchimento de inúmeros formulários. O blockchain pode reduzir o trabalho e o custo associado atualmente à verificação do histórico. Embora o blockchain não possa garantir que todas as imprecisões ou exageros serão detectados, ele pode efetivamente reduzir os incidentes. Ele também oferece aos empregadores uma ideia mais precisa das credenciais e do histórico de um candidato. O benefício do blockchain também atinge os candidatos na forma de confiança, possibilitando que se candidatem a vagas para as quais sabem que estão qualificados. Isso também diminui a preocupação de que outros candidatos possam estar passando à frente, candidatando-se à mesma vaga com currículos e qualificações fraudulentas. Essa transparência iguala o cenário para todos os candidatos. 3. Simplificar a folha de pagamento, os pagamentos de prestadores de serviços e o acompanhamento de fornecedores. Um dos casos de uso mais comuns de blockchain em RH envolve a maior despesa de uma empresa e o processo que os colaboradores mais gostam: a folha de pagamento. O blockchain tem o poder de substituir várias das tarefas manuais e de eliminar os atrasos dos sistemas atuais de folha de pagamento. Ele também oferece soluções de "contrato inteligente" que permitem à empresa automatizar e proteger os pagamentos para contratantes e fornecedores. As empresas globais, em particular, poderiam aproveitar os benefícios do blockchain na hora de emitir uma folha de pagamento internacional em jurisdições estrangeiras. O blockchain adéqua automaticamente o câmbio e faz a comunicação com os bancos intermediários para os colaboradores serem pagos rapidamente — e por um custo menor para os empregadores no longo prazo. Por meio dos contratos inteligentes, algumas organizações estão usando o blockchain para pagar colaboradores, prestadores de serviços e fornecedores. Na realidade, sabe-se que 45% dos primeiros a adotar o blockchain já estão implementando contratos inteligentes em suas organizações. O contrato inteligente escreve em código um conjunto de parâmetros usando a lógica IFTTT (If-This-Then-That). Esses contratos podem ser elaborados de modo que, uma vez em vigor, o processo de pagamento é feito totalmente conforme esses códigos. Ele também é irreversível a menos, é claro, que os termos do contrato precisem ser atualizados. Quando um determinado número de horas de trabalho houver sido concluído (essa seria uma possível variável "if this"), o contrato inteligente paga ao colaborador, prestador de serviço ou fornecedor o valor correto (uma variável "then that") utilizando o elemento atribuído do código executável remotamente. Esse código está ligado a uma instrução da conta bancária da empresa para a conta bancária do contratado, facilitando, assim, o pagamento. O RH não precisaria entrar em contato com o banco da empresa nem fazer um pagamento mensal. Em vez disso, a transparência e a instantaneidade dos registros de blockchain ajudam a monitorar as faturas e a facilitar a distribuição, cobrança e geração de relatórios das transações. Também não há necessidade de aguardar o tempo do processamento da folha de pagamento como de costume. O contrato inteligente funciona como uma garantia de que o trabalho foi concluído e de que o pagamento será feito ao colaborador, prestador de serviço ou fornecedor de forma correta e pontual. 4. Automatizar os impostos e reduzir a tensão em auditorias. A tributação exerce um papel crucial na vida de uma empresa ou de uma pessoa. Para os profissionais de RH, as constantes mudanças nas leis e regulamentações tributárias em diferentes jurisdições geralmente dão a eles muito trabalho para que o recolhimento de tributos aconteça corretamente. Os impostos da folha de pagamento são ainda mais complicados por outros fatores como bônus, comissões, pagamento de horas extras, pagamentos retroativos, pagamento por licença-saúde acumulada, despesas com recursos humanos e muitos outros. A grande habilidade do blockchain de registrar e atualizar as considerações tributárias e provisões do colaborador automaticamente tem chamado a atenção do setor de RH. Exercendo a capacidade de simplificar e proteger o processo de tributação, é provável que as plataformas baseadas em blockchain se tornem o registro preferido dos departamentos de RH em todo o mundo. Falando em impostos, nenhuma empresa quer receber uma auditoria, mas isso acontece. As auditorias são tão assustadoras que, inclusive, intimidam inúmeras empresas que só se sentem confortáveis mantendo sistemas de registro físico (apesar do tempo, energia e dinheiro necessários para mantê-los). Na hora de receber uma auditoria, ter a tecnologia blockchain já em vigor é como ter uma boia salva-vidas atirada a você enquanto luta para não afundar no mar revolto. O blockchain facilita a vida de uma empresa que recebe uma auditoria, pois ela consegue compartilhar seus registros com segurança, com reguladores praticamente em tempo real. O tempo e custo investidos na coleta de documentos é reduzido drasticamente. Além disso, os hashes criptográficos e a verificação de origem do blockchain criam uma forte barreira contra a manipulação de documentos e fraudes. 5. Investir na experiência dos colaboradores com melhor acesso a pacotes de benefícios e um sistema dinâmico de reembolso de despesas. Tanto o RH quanto os colaboradores aproveitarão a capacidade do blockchain de acelerar os pacotes de benefícios. Depois de o empregador descrever os termos de emprego antes de contratar, é responsabilidade do RH assegurar as condições do contrato. O modelo tradicional requer a implementação manual de cláusulas que podem afetar o pacote de benefícios do colaborador, correndo o risco de erros ou impedindo a oferta adequada dos benefícios. Em vez disso, a inclusão desses termos na tecnologia blockchain permite que o RH ofereça de modo ágil esses benefícios. Por exemplo, se a empresa estabelece que os benefícios de saúde passam a valer após o período de experiência de 90 dias, a tecnologia blockchain pode ser preparada para implementar esses benefícios no momento certo. Mais uma vez, isso é codificado por meio da mesma lógica IFTTT que rege os contratos inteligentes. Além dos benefícios de saúde, o blockchain pode oferecer uma abordagem mais robusta para as escalas salariais, aplicando aumentos definidos para habilidades ou competências-chave identificadas que sejam importantes para a empresa. Ele também pode administrar gratificações com base no desempenho dos colaboradores de forma mais mensurável e orientada por dados. O blockchain amplia a experiência do colaborador até mesmo no âmbito de reembolso de despesas. No formato atual, os processos de reembolso podem ser obscuros e demorados. Para os colaboradores, eles são muitas vezes forçados a aguardar a análise dos comprovantes. Para o RH, esses processos também podem criar pontos problemáticos e consumir tempo e energia. O blockchain está causando uma disrupção no cenário de reembolso de despesas, permitindo que as organizações criem sua própria moeda empresarial. Ao desenvolver uma criptomoeda individualizada e exclusiva da empresa, as organizações diminuirão os gastos associados ao processo atual de reembolso de despesas: eliminação das taxas de processamento, responsabilidade pelas tarifas de câmbio internacionais, redução da equipe interna de RH, etc. Isso também é interessante para as duas partes da transação e oferece mobilidade corporativa, com as empresas ganhando a capacidade de reembolsar facilmente entre várias jurisdições. Com o atual sistema de reembolso, há um conflito constante entre o empregador e o colaborador sobre o que deve ser reembolsado, o que não deve, como, quando, etc. As soluções baseadas em blockchain garantem transparência, com todas as transações financiadas pela empresa vinculadas à rede de blockchain. Embora cultivado inicialmente no setor de criptomoedas, o blockchain está se expandindo para o mundo do trabalho. Existem vários usos possíveis para a tecnologia blockchain, que poderiam causar disrupção na contratação, folha de pagamento, tributação, administração de benefícios, armazenamento de dados e muito mais. Apesar dos atuais desafios de custo e capacidade de expansão, o caso do blockchain no RH é sólido. Promover transparência e confiança nos processos empresariais são duas prioridades dos profissionais de RH uma vez que gerenciam capital humano e enfrentam um cenário de contratação competitivo. Embora o desempenho técnico da tecnologia blockchain e sua capacidade de criptografar e oferecer máxima precisão sejam praticamente indiscutíveis, o sucesso do blockchain dependerá, em última instância, de sua capacidade de integrar confiança e transparência às operações da organização.

Blockchain no RH: 5 casos de uso interessantes para os Recursos Humanos

Treinamento e desenvolvimento geram valor para uma força de trabalho diversa

No mundo de hoje, a necessidade de desenvolver e reter uma força de trabalho diversa é mais desafiadora do que nunca. Não basta encarregar o recrutamento de "resolver" o problema da diversidade, pois deixar também de cultivar e desenvolver esses indivíduos diversos levará a problemas de retenção e envolvimento. Isso foi confirmado em um comentário do estudo da Mercer Diversity and Inclusion Technology: The Rise of a Transformative Market: "Cada vez mais os líderes compreendem que não ter uma organização diversa e uma cultura inclusiva é um problema sistêmico, portanto, somente intervenções individuais não funcionarão". A boa notícia é que existem maneiras direcionadas de apoiar especificamente as necessidades de uma força de trabalho diversa. Antes de irmos aos detalhes, vejamos a importância de construir, manter e cultivar uma força de trabalho diversa. Benefícios de uma força de trabalho diversa e desenvolvida Para sobreviver, as empresas de hoje estão tendo que priorizar a agilidade em cada aspecto do negócio, inclusive o RH. Pesquisas do relatório Global Talent Trends 2019 da Mercer mostram que aproximadamente 30% das empresas estão confiantes na sua capacidade de mudar velozmente e navegar rapidamente pelas tendências disruptivas com um mínimo de complicações para os negócios. Então, como é na prática uma abordagem ágil para o RH? Essa agilidade e confiança vêm, em parte, de ter uma força de trabalho diversa e bem desenvolvida. Requalificar os funcionários para atender às demandas futuras do negócio pode facilitar qualquer transição provocada por disrupção nos negócios, da automação digital à convergência do setor ou qualquer outro evento. Imagine o posicionamento competitivo de ser ágil o suficiente para navegar tranquilamente por estas mudanças setoriais amplas e radicais que estão paralisando os concorrentes. Para chegar a esse ponto, no entanto, é preciso se concentrar nas necessidades de uma força de trabalho diversa. Compreensão das necessidades de uma força de trabalho diversa Para começar, os talentos de hoje exigem um processo de contratação que mostre oportunidades para desenvolver habilidades. No relatório da Mercer 2018 Global Talent Trends, apenas 66% dos funcionários disseram que sua empresa oferece a eles a oportunidade de crescer tanto pessoal quanto profissionalmente. Posto isso, de acordo com o relatório Global Talent Trends 2019 da Mercer, as prioridades do local de trabalho para indivíduos em todo o mundo são ligeiramente diferentes. Em todo o mundo, funcionários e empregadores colocam níveis diversos de prioridade na necessidade de requalificação. Em alguns países, desenvolver novas habilidades supera qualquer outro fator em termos do que os trabalhadores desejam do relacionamento empregatício. Globalmente, ele ocupa a terceira posição na lista do que os empregados desejam de seus empregadores. Por exemplo: Brasil: o reconhecimento por contribuições ocupa a primeira posição entre as prioridades, como na maior parte do mundo, mas a segunda prioridade para os trabalhadores é a requalificação e o desenvolvimento de novas capacidades. México: ter a oportunidade de aprender novas habilidades e tecnologias é a primeira prioridade para os funcionários, seguida pela gestão do equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional. China: para os funcionários chineses, o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional é a principal prioridade, seguida pelo aprendizado de novas habilidades. A terceira prioridade para eles é o engajamento em um ambiente de trabalho divertido. Oriente Médio: acima de tudo, ter oportunidades para desenvolver novas habilidades e aprender novas tecnologias é a principal prioridade no Oriente Médio, seguida pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional em segundo e por trabalhar em projetos significativos em terceiro. Estas preferências podem ocorrer de diferentes maneiras. Por exemplo, mais de 9 em cada 10 trabalhadores mexicanos estariam dispostos a trabalhar em um esquema mais casual, do tipo freelance, o que demonstra um desejo por novas oportunidades de trabalho e um interesse em gerenciar seu próprio horário de alguma maneira, o que está vinculado à importância dada por eles ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Embora as escolhas variem um pouco de acordo com o país, elas apresentam um retrato interessante de como (apesar de todas as diferenças globais, culturais e geográficas) os funcionários desejam algo semelhante do ambiente de trabalho. O desafio se manifesta na maneira como os empregadores abordam o desenvolvimento de habilidades. Requalificação e incentivo à sua força de trabalho No tocante à requalificação, o treinamento tradicional nem sempre é o melhor método a ser usado, porque geralmente não trata das necessidades mais específicas de uma força de trabalho multicultural. Por exemplo, em uma sessão do tipo palestra, é desafiador fazer a plateia compreender um assunto quando ele não é colocado em um contexto relevante para ela. Além disso, pode ser difícil manter conversas quando o público não está confortável abordando um assunto em um grande grupo. Entretanto, como afirma o relatório da Mercer sobre diversidade e inclusão, os empregadores podem usar diversas técnicas peculiares que utilizam as novas tecnologias para apoiar estes tipos de desafios. Um desses exemplos é o uso de canais de comunicação particulares. Novas ferramentas, como as fornecidas pela Translator e outros fornecedores, permitem que os participantes de treinamentos em sala de aula façam perguntas difíceis anonimamente, capacitando o treinador a atuar como moderador para discussões mais equilibradas. Essas ferramentas também permitem que os treinadores façam pesquisas de pulso com o público para avaliar os níveis de conforto com os tópicos conversados ao longo do tempo. Utilizar novas tecnologias e métodos como esses pode ter um impacto impressionante sobre o desenvolvimento da sua força de trabalho, o que também traz benefícios específicos. Entretanto, vale a pena observar que priorizar o desenvolvimento sem enfatizar igualmente a retenção pode gerar resultados insatisfatórios. Não existe nada mais frustrante do que desenvolver uma pessoa importante apenas para vê-la aproveitar suas novas habilidades em uma empresa concorrente. É por isso que, em vez de enxergar o aprendizado como um objetivo final, os empregadores devem vê-lo como uma série contínua de passos no plano de carreira do funcionário. Embora os dados mostrem que os funcionários desejam desenvolvimento e apreciam o impacto dele nas carreiras, os empregadores devem buscar abordagens mais inovadoras ao aprendizado para permanecerem competitivos. Desenvolver todos os trabalhadores, inclusive os que possuem históricos multiculturais e outras necessidades diversas, é o segredo para o desempenho contínuo do negócio ao longo do tempo.

Treinamento e desenvolvimento geram valor para uma força de trabalho diversa
Carreira

A liderança criativa é o futuro da transformação organizacional

As organizações em todo o mundo estão passando por profundas mudanças. Vários fatores estão forçando os líderes a repensar suas funções e estratégias: novos modelos de negócios, a transformação digital, a proliferação da captura de dados e os sistemas preditivos, além da maior ansiedade dos profissionais em relação ao futuro de suas carreiras. Em um mundo que muda em ritmo acelerado, os líderes empresariais precisam se adaptar e criar oportunidades a partir de novos desafios e encontrar maneiras de se beneficiarem com a ampla disrupção que afeta as hierarquias tradicionais do mercado de trabalho e as práticas organizacionais. O trabalho já não é mais um aspecto isolado da vida pessoal. A tecnologia derrubou as barreiras que separavam nossa vida pessoal e profissional, e tanto os colaboradores quanto os líderes são facilmente acessíveis agora com as tecnologias digitais. A busca por metas e objetivos empresariais não está mais relegada ao horário comercial, equipes e processos tradicionais — os interesses empresariais podem ser perseguidos a qualquer momento por colaboradores localizados em qualquer lugar do mundo. Com essa capacidade de acesso e um cenário digital em rápida mudança, os líderes devem descobrir como capacitar, inspirar e reconhecer seus colaboradores — mesmo que muitos deles se sintam cada vez mais ameaçados por uma economia global em transformação. Faça as perguntas certas Hoje em dia, os líderes são muitas vezes limitados por expectativas ultrapassadas referentes a suas responsabilidades tradicionais. Muitos executivos acreditam que a função mais importante de um líder é apresentar respostas a problemas — e quanto mais rápidas e práticas forem essas respostas, melhor ele será percebido como líder. Essa dinâmica, no entanto, é obsoleta e talvez até perigosa. Observe, por exemplo, o que os líderes atuais veem como as maiores ameaças ao sucesso: riscos de recessão, ameaças aos sistemas de comércio mundial, instabilidade política global, novos concorrentes e queda da confiança em instituições políticas. Internamente, os maiores desafios de hoje estão relacionados à atração e retenção dos melhores talentos, gerando novos modelos de negócios devido às tecnologias disruptivas e ao desenvolvimento da próxima geração de líderes. Esses detalhes representam um ambiente empresarial global que está passando por caos, insegurança e falta de credibilidade nas organizações. As tradicionais estratégias de liderança criaram essa realidade problemática e geraram um novo sentimento de liderança criativa que prioriza uma abordagem diferente: fazer as perguntas certas que representem o sucesso em curto e longo prazo, em vez de oferecer respostas rápidas e pouco embasadas. As perguntas requerem um processo deliberado que exige fatos, análises e empatia na hora de avaliar situações, pessoas e objetivos empresariais. A liderança criativa precisa ser perspicaz para explorar as ambiguidades e paradoxos do nosso mundo cada vez mais complexo. Fazer as perguntas certas, em vez de oferecer as respostas que parecem ser certas, é um passo importante para utilizar bem a transformação e atingir os resultados empresariais almejados. Implemente soluções, não ideias O ponto inicial das soluções inovadoras é a implementação de um processo criativo. Começando com as perguntas certas, os líderes criativos facilitam o desenvolvimento de soluções criando um ambiente, processos e técnicas que farão com que a organização utilize melhor seu poder de criatividade para lidar com o futuro do negócio. Além disso, isso permitirá que a organização experimente, aprenda a falhar e implemente produtos e soluções mais eficazes. Várias organizações falham em fazer implementações eficazes porque não têm ou ignoram partes importantes do processo de criatividade, como, por exemplo, esclarecer e desenvolver uma visão para resolver um problema ou acompanhar um processo para avaliar e transformar ideias em soluções. Os líderes criativos aplicarão técnicas (como divergência e convergência) e metodologias (como ágil e design thinking), organizarão pessoas e equipes e cultivarão um ambiente construtivo e diverso para desenvolver produtos e soluções inovadores. Esses novos líderes desafiarão o status quo e trarão novos comportamentos, hierarquia, cultura, comunicação, etc. Eles também contarão com maior utilização de dados e análises, e as tecnologias (como inteligência artificial) terão um papel cada vez mais proeminente. Os enormes volumes de dados coletados de inúmeras maneiras fornecerão a líderes criativos informações de melhor qualidade para tomar decisões mais embasadas, mais preditivas e mais valiosas. Nada disso vem assim tão fácil. Os líderes devem ser capazes de orientar um sólido processo de gestão de mudanças. Lidere as forças de trabalho horizontais com a gestão de mudanças As estruturas rígidas das hierarquias organizacionais tradicionais carecem de agilidade e fluidez necessárias para competir no atual mercado hiperconectado. Quem ocupa os cargos tradicionais de CEOs e de outros postos de alto escalão deve desenvolver em conjunto — e, de fato, liderar — as mudanças nas forças de trabalho geradas por tecnologias digitais e pelo desejo de oportunidades de desenvolvimento profissional por parte dos colaboradores. Embora os novos modelos de negócios e a automação façam com que as organizações atualizem 35% a 50% de suas atuais competências centrais, os líderes precisarão criar um novo ambiente que respalde o processo de criatividade e inovação. Eles precisarão apoiar uma organização mais simples e distribuir a força de trabalho em estruturas horizontais (como tribos e pelotões), onde é ainda mais necessária uma orientação mais forte. Como as organizações e os funcionários estão entrando em uma era de inevitável experimentação de novidades (novas ofertas, produtos, segmentos de clientes, geografias, etc.), os líderes do futuro precisam encontrar o equilíbrio entre a vontade de experimentar (o que pode parecer contraintuitivo para líderes imersos nos estilos tradicionais de gestão) com uma execução mais rigorosa e abordagem disciplinada. Se o funcionário ou equipe cometer um erro, os líderes criativos deverão reagir com tolerância a deslizes que trazem lições valiosas, porém sem comunicar a aceitação da incompetência. Eles apoiarão uma colaboração muito maior na organização, com responsabilização individual. A gestão de mudanças é uma das principais responsabilidades dos líderes criativos. Eles precisam lançar mão de novas competências cognitivas e empatia para incentivar a nova cultura, com transparência e rigorosidade. Eles também devem estabelecer as normas, os comportamentos esperados e o que não é negociável. Eles reconhecerão mais, apoiarão os colegas com dificuldades e equilibrarão os paradoxos em culturas inovadoras. Os novos líderes terão um papel importante em um mundo com tremenda volatilidade e ambiguidade, levando a criatividade para resolver novos problemas de diferentes maneiras, apoiando mais inovações e soluções disruptivas. Não resolveremos nossos problemas com o mesmo pensamento que tínhamos.

A liderança criativa é o futuro da transformação organizacional