À medida que as empresas continuam migrando para um mundo totalmente digital, essa onda de transformação terá impacto inevitável em todas as áreas de trabalho, digitalizando tudo, desde funções financeiras e conformidade fiscal até análises de dados e mais além. Cerca de 73% dos executivos preveem uma grande revolução em seus setores nos próximos três anos, segundo o relatório Global Talent Trends 2019 da Mercer. Esse número, maior do que os 26% em 2018, é em grande parte devido à transformação digital. Mais da metade dos executivos também esperam que a inteligência artificial e a automação substituam um em cada cinco cargos atuais de sua organização. Embora isso possa preocupar algumas organizações, esses dois terremotos acabarão criando 58 milhões de empregos novos até 2022. Os líderes executivos que responderam à pesquisa anual da Mercer tiveram diversas opiniões sobre o crescimento econômico que esses avanços tecnológicos terão em todo o mundo. A digitalização pode prometer mais oportunidades, mas também prevê maior concorrência com inúmeros participantes novos — e possivelmente mais espertos. Avaliação da visão geral econômica mundial   A turbulência no cenário econômico mundial é composta por incertezas sobre como serão resolvidas as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, segundo o relatório da Mercer Economic and Market Outlook 2019 and Beyond. A economia americana pode desacelerar um pouco com as taxas de juros mais altas enquanto a economia chinesa permanecerá dependente de como as tensões comerciais serão resolvidas. Outras economias de mercados emergentes devem continuar crescendo aproximadamente no mesmo ritmo, com a possibilidade de um crescimento mais forte quando as tensões comerciais diminuírem. O relatório da pesquisa Themes and Opportunities 2019 da Mercer observa que "as evidências crescentes da ampliação excessiva de crédito" estão criando ainda mais turbulências, com a incerteza sobre como o recuo dos bancos centrais do envolvimento com o mercado após introduções de liquidez em massa terá impacto nas economias. O relatório também observa que existe a possibilidade única de "o ritmo da globalização desacelerar, pausar ou até mesmo retroceder" devido a influências políticas, principalmente no comércio. Além disso, existem expectativas cada vez maiores dos governos, órgãos reguladores e beneficiários de que os proprietários de ativos e gestores de investimentos incorporem a sustentabilidade como uma ação padrão. Transformação digital da conformidade fiscal   As empresas que navegam por essas ondas de mudança buscarão cada vez mais a digitalização para ajudar a gerenciar e responder tanto às oportunidades quanto às obrigações — inclusive a conformidade fiscal nas regiões geográficas. Essa também é uma meta móvel, principalmente na Ásia, já que alguns países estão implementando agora tecnologias digitais para melhorar seu trabalho de coleta de impostos. Em 2015, a relação média entre imposto e PIB de 28 economias na região era de apenas 17,5%, um pouco mais que metade da relação tributária média de 34% entre as economias da OCDE. Houve um grande avanço com o uso de envios eletrônicos de declarações de impostos dos principais impostos da Índia, Cazaquistão, Malásia, Mongólia, Nepal, Cingapura e China. Além disso, pagamentos eletrônicos obrigatórios são exigidos agora por órgãos de receita na República Popular da China, Indonésia, Mongólia e Vietnã.1 A digitalização e a maior regulamentação fiscal também pretendem melhorar amplamente os trabalhos de coleta embora seja necessário um empurrão maior. Os governos estão dando passos largos nos trabalhos de administração fiscal com a ajuda da digitalização — incluindo o envio de avaliações eletrônicas a empresas pelos impostos devidos, baseado em sistemas de auditoria eletrônica.2 Se os sistemas encontram discrepâncias nos relatórios fiscais mensais dos vendedores, uma avaliação eletrônica é emitida automaticamente, incluindo juros e multa. Andy Hovancik, presidente e CEO da Sovos, resume: "O ponto principal é: a cobrança fiscal está incorporada agora na maioria dos processos comerciais importantes, mudando o mundo tributário e revolucionando décadas de processos comerciais antigos. Como resultado, o imposto está orientando a transformação digital nos departamentos financeiro e contábil. Agora, mais do que nunca, as empresas precisam de uma nova abordagem à automação fiscal para garantir a conformidade".2 Os executivos financeiros concordam, inclusive Michael Bernard, diretor tributário de impostos sobre transações na Vertex Inc. Ele afirma: "Os governos em todo o mundo estão buscando novas formas de conformidade, como regulamentações de fatura eletrônica, que exigem que os departamentos de TI incorporem fluxos de trabalho nos processos principais, bem como verificações em tempo real de conformidade do imposto VAT. Em 2019, as organizações financeiras começarão a incluir considerações fiscais nas estratégias de transformação digital. Um roteiro eficaz inclui ações relacionadas ao uso de dados para vincular processos comerciais e obrigações de conformidade fiscal".3 Orientação da estratégia comercial com conformidade   A digitalização sozinha não permitirá que as empresas cumpram melhor as novas regulamentações fiscais — tornando a conformidade um desejo central de estratégia comercial. Isso inclui implementar sessões de treinamento na empresa para ajudar os funcionários a desenvolver um estado de plena atenção quando se trata de conformidade. Mas, nessa época de maior responsabilidade, Leila Szwarc, chefe de conformidade global e serviços regulamentares estratégicos no TMFGroup, afirma que as empresas devem reimaginar a noção de conformidade como um "capacitador de negócios" capaz de distingui-lo dos concorrentes.4 Segundo Szwarc, "A conformidade deve ser vista como um capacitador de negócios e não como um dreno do desenvolvimento, mas isso só pode acontecer se as empresas trabalharem de forma integrada trazendo soluções criativas aos desafios organizacionais relacionados". Ela continua: "À medida que as empresas da região APAC encaram um nova época regulamentar, as equipes de conformidade têm um papel importante a ser exercido tanto na proteção dos interesses das empresas quanto na ajuda para gerar um diferencial competitivo de longo prazo". Com um mercado incerto à frente e amplas mudanças no horizonte, é mais importante do que nunca antecipar-se e pensar em como seu negócio pode não só sobreviver à onda da iminente transformação digital como também prosperar com ela. Comece a planejar sua estratégia de negócios, colocando a conformidade e a digitalização no centro; com essas ideias em mente hoje, você estará melhor amanhã. Fontes: 1.Suzuki, Yasushi; Highfield, Richard. "How digital technology can raise tax revenue in Asia-Pacific". Asian Development Blog, 13 de setembro de 2018, https://blogs.adb.org/blog/how-digital-technology-can-raise-tax-revenue-asia-pacific./ 2.Hovancik, Andy. "How Modern Taxation is Driving Digital Transformation in Finance". Payments Journal, 16 de julho de 2018, https://www.paymentsjournal.com/how-modern-taxation-is-driving-digital-transformation-in-finance/. 3 Schliebs, Henner. "2019 CFO Priorities: Experts Predict Top Trends". Digitalist Magazine, 18 de dezembro de 2018, https://www.digitalistmag.com/finance/2018/12/18/2019-cfo-priorities-experts-predict-top-trends-06195293. 4. Szwarc, Leila. "Regulatory compliance – The new business enabler". Risk.net, 18 de março de 2019, https://www.risk.net/regulation/6485861/regulatory-compliance-the-new-business-enabler.

Katie Kuehner-Hebert | 22 ago 2019
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A posição única da África como um continente composto amplamente por jovens que estão adotando a transformação digital oferece aos bancos de todo o mundo um breve olhar sobre o futuro. Essa nova geração prefere agilidade a burocracia, e automação on-line a interações convencionais perturbadas por ineficiência humana, restrições geográficas e falta de capacidade de adaptação.           Na realidade, 40% dos usuários de bancos africanos dizem que preferem usar canais digitais para suas necessidades bancárias.1 Esse movimento drástico na preferência dos clientes está empurrando a África para a vanguarda das mudanças e tornando o setor bancário africano um berço de inovação. A África do Sul, Quênia, Nigéria e Costa do Marfim, em particular, estão liderando o caminho, atravessando o impacto e consequências sem precedentes que a digitalização dos serviços bancários e ascensão das "fintechs" estão tendo nos clientes, na receita e no futuro dos funcionários bancários. A ascensão do uso móvel e dos serviços bancários digitais   O uso móvel e os serviços bancários digitais andam de mãos dadas. Os usuários bancários africanos preferem os serviços bancários digitais porque já incorporaram os canais digitais em seu estilo de vida. Em 2017, mais de 90% da África subsaariana era coberta por redes 2G; agora, redes de banda larga móvel mais avançadas estão sendo implementadas rapidamente em todas essas regiões, onde um terço dos usuários móveis — 250 milhões de pessoas — têm um smartphone.2 Essa familiaridade com a tecnologia móvel e confiança nas plataformas digitais facilitam a adoção de canais bancários digitais. Criação sem precedentes de acesso à prosperidade   Dispositivos mais rápidos e baratos e o acesso mais amplo a redes robustas estão permitindo que os países pobres da África dêem um salto para uma nova época de conectividade, informação e recursos on-line. Esse forte desenvolvimento não só ofusca o impacto da telefonia fixa, como também cria uma nova realidade onde, na África subsaariana, os telefones celulares são mais comuns do que o acesso à energia elétrica. Os sistemas monetários móveis que permitem às pessoas enviar dinheiro diretamente a partir de seus telefones elevaram o destino econômico das populações — tirando da pobreza, por exemplo, 2% dos lares quenianos entre 2008 e 2014.3 A Nigéria (onde 60% da população tem menos de 25 anos), juntamente com a China, Índia, Paquistão e Indonésia, terão 50% do 1,6 bilhão de usuários de internet móvel projetados para estar on-line até 2025.4 "O crescimento contínuo de gerações de usuários bancários conectados e com conhecimento tecnológico deve revolucionar todo o setor e suas forças de trabalho". Os desafios da modernização das forças de trabalho bancárias   Para compreender o impacto que a transformação digital e os serviços bancários móveis estão tendo nos bancos e seus funcionários, basta olhar os desenvolvimentos recentes no Standard Bank: mesmo sendo um dos bancos mais poderosos e influentes da África, ele anunciou o plano de fechar até 91 agências em todo o continente, colocando em risco mais de 1.000 empregos.5 A digitalização das transações e processos que eram antes realizados por seres humanos está criando grandes desafios para os bancos e funcionários bancários que se sustentam com as habilidades cada vez mais antiquadas. Para o setor bancário mundial, a África representa um futuro inevitável e muito próximo, e os funcionários têm razão de estarem preocupados com a viabilidade de suas carreiras bancárias. Enquanto grandes bancos estão buscando maneiras inovadoras de lutar contra a concorrência cada vez maior e de promover o crescimento de suas carteiras em meio a condições comerciais complicadas, está surgindo uma nova geração de bancos orientados pela tecnologia e organizações fintech, como o TymeBank e o Bank Zero. Encontrar oportunidade em tempos de mudança   Com a mudança, existe sempre oportunidade. O relatório Global Talent Trends 2019 da Mercer explica que a inovação pode muitas vezes apresentar grandes obstáculos às forças de trabalho legadas, mas também pode oferecer oportunidades sem precedentes para o desenvolvimento da carreira e crescimento profissional. A Mercer pode oferecer aos CEOs, CFOs e executivos bancários o conhecimento e recursos necessários para implementar a digitalização em todo o setor financeiro, usando as lições aprendidas com o forte avanço bancário na África. A junção na África da tecnologia com clientes com conhecimento tecnológico acelerou a taxa na qual o setor bancário digital está crescendo e o potencial desse crescimento pode elevar o local de trabalho mundial. Enquanto os clientes com conhecimento tecnológico em todo o mundo exigem que os bancos migrem investimentos, recursos e estratégias para fintechs e plataformas móveis fáceis, a experiência confiável da Mercer oferece transparência e estratégias claras que capacitam os bancos — e suas forças de trabalho — a se adaptarem a uma nova era da transformação digital. Fontes: 1Agabi, Chris. "40% of African bank customers prefer digital channels transactions — Report." Mobile Money Africa, 23 Apr. 2019, https://mobilemoneyafrica.com/blog/40-of-african-bank-customers-prefer-digital-channels-transactions-report. 2Radcliffe, Damien. "Mobile in Sub-Saharan Africa: Can world's fastest-growing mobile region keep it up?" ZDNet, 16 Oct. 2018, https://www.zdnet.com/article/mobile-in-sub-saharan-africa-can-worlds-fastest-growing-mobile-region-keep-it-up/. 3"In much of sub-Saharan Africa, mobile phones are more common than access to electricity." The Economist, 8 Nov. 2017, https://www.economist.com/graphic-detail/2017/11/08/in-much-of-sub-saharan-africa-mobile-phones-are-more-common-than-access-to-electricity. 4Kazeem, Yomi. "Nigeria's young population will help drive global mobile internet user growth over the next decade." Quartz Africa, 18 Sept. 2018, https://qz.com/africa/1393908/gsma-nigeria-to-add-50-million-mobile-internet-users-by-2025/. 5Khumalo, Kabelo. "Customer behaviour triggered Standard Bank move to close 91 branches." Business Report, 15 Mar. 2019, https://www.iol.co.za/business-report/companies/customer-behaviour-triggered-standard-bank-move-to-close-91-branches-19896105.

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O Private Equity (PE) está se tornando cada vez mais importante no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) devido ao recente enfoque na diversificação econômica e esforços de desenvolvimento. Ele surge como uma classe relativamente nova de ativos na região, com interesse no "capital de crescimento" em vez do PE mais tradicional de "compra", visto nos mercados desenvolvidos dos Emirados Árabes e Europa Ocidental, no qual os gestores dos fundos têm participação majoritária. De fato, o capital de risco viu uma explosão na arrecadação de fundos após o sucesso de gigantes de capital de risco da região, como a Careem, e a compra da Souq.com pela Amazon. O Private Equity pode desempenhar um papel importante na geração de crescimento econômico. Fatores como o aumento da riqueza da região, recentes reformas econômicas importantes e fortes iniciativas regionais do governo para fortalecer o empreendedorismo e promover as pequenas e médias empresas tornam os investimentos de PE bastante atraentes. Os governos locais estão tentando fomentar um crescimento ainda maior no capital de risco, criando incubadoras e núcleos regionais com menos regulamentações para incentivar os empreendedores a se estabelecerem na região. Esse empenho acabará gerando crescimento econômico sustentável, maior prosperidade e mais empregos de alta qualificação. No entanto, após o caso amplamente divulgado do Grupo Abraaj1 , o setor tem exigido governança corporativa mais forte na região. Os gestores locais de PE vêm sofrendo um controle bem maior já que os investidores estão começando a prestar mais atenção no modo como seus fundos são administrados.  Os investidores regionais estão solicitando maior compreensão da medição do desempenho de mercados privados. Os compradores e investidores querem fundamentar suas decisões para entrar no mercado de PE com informações testadas e comprovadas, considerando fatores como desempenho passado e com a devida diligência sobre investimentos e operações. Embora seja essencial medir o desempenho absoluto e relativo dos mercados privados, ele apresenta fortes nuances. Como a "criação de valor" é um aspecto importante na história do Private Equity, a medição não deve ser só precisa, como também significativa. Assim como com todos os investimentos, a avaliação do desempenho passado é sempre um fator importante na hora de optar ou não pela inclusão do Private Equity na alocação geral de ativos de um portfólio. No entanto, os investidores de PE devem olhar mais a fundo para saber o verdadeiro desempenho de um fundo, usando rigorosa e devida diligência. Uma combinação de métricas e medidas qualitativas é importante para oferecer uma compreensão holística do registro de acompanhamento do fundo e de seu potencial de desempenho futuro. Em termos de métricas quantitativas, as três mais usadas são: Taxa Interna de Retorno (TIR), relação do Valor Total Pago (TVPI) e relação do valor Distribuído para Integralizado (DPI). A TIR é a métrica mais citada para avaliação do desempenho de um investimento do mercado privado. É uma avaliação baseada no tempo que leva em consideração o investimento feito e adquirido durante um período. Quanto mais tempo o investimento levar para amadurecer (ou vender a um determinado preço), mais cairá uma determinada TIR global anualizada. A segunda medida, TVPI, considera o total do valor recebido dos investimentos (por meio de dividendos e da venda no final) comparado ao investimento inicial realizado. A medida final é a relação DPI, que mede o retorno do capital inicial (por meio de dividendos ou outros pagamentos) comparado ao investimento inicial realizado. O DPI é um barômetro do valor realizado, não do valor total. Todas essas três métricas exercem um papel importante para ajudar os investidores a avaliarem o desempenho histórico de um fundo de Private Equity. Embora não haja uma resposta única para avaliar de modo completo e preciso o desempenho de um fundo de Private Equity, essas métricas, quando utilizadas em conjunto, podem ajudar a obter uma melhor compreensão sobre ele. A medição do desempenho passado de um fundo não lhe diz muito sobre o desempenho do próximo fundo de Private Equity. Essas obrigações possuem uma vida longa e, sendo assim, é necessário considerar outros fatores relacionados ao investimento. Entre eles estão a estabilidade da equipe de investimento, observando como ela busca negócios ou como cria valor nas empresas do seu portfólio. Depois do caso do Grupo Abraaj, a avaliação de gerentes e operações de back-office tornou-se uma medida essencial de devida diligência. Controles internos eficazes, sistemas reforçados e uma equipe operacional bem montada também são fundamentais para que o fundo de Private Equity tenha sucesso. A avaliação do desempenho do mercado privado é, com certeza, mais complicada do que a avaliação do desempenho do mercado público. Ela requer uma visão clara das métricas e metodologias relevantes, é fundamentada por várias perspectivas e demanda especificidade da análise. Além disso, pode ser subjetiva, propensa à manipulação e representa, no final das contas, uma avaliação imperfeita do sucesso de um investimento no mercado privado. No entanto, é provável que a avaliação do desempenho do mercado privado continue evoluindo e acabe diminuindo suas deficiências atuais. "O segredo dos investidores é identificar os talentos capazes de gerar sólidos investimentos de modo contínuo com o passar do tempo". Embora o desempenho passado seja útil para avaliar o histórico de acompanhamento de um gerente, ele não garantirá resultados futuros. Portanto, o investidor precisa realizar investimentos "qualitativos" profundos juntamente com a devida diligência operacional para avaliar a probabilidade do sucesso do investimento futuro. Para saber mais sobre como a Mercer pode ajudar nas suas estratégias de investimento, clique aqui. Fontes: 1Ramady, Mohamed, "Abraaj Capital: The Rise and Fall of a Middle East Star," Al Arabiya, July 3, 2018,https://english.alarabiya.net/en/views/news/middle-east/2018/07/03/Abraaj-Capital-The-rise-and-fall-of-a-Middle-East-star.html#.

Sean Daykin | 13 jun 2019
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Os tempos estão mudando. O mundo está rumando para o investimento ético e sustentável no longo prazo. Os governos que se preparam para o futuro estão cada vez mais enfatizando o papel dos mercados financeiros no incentivo ao desenvolvimento sustentável. A demanda dos investidores por soluções de investimento responsáveis (IR) cresceu significativamente, como podemos observar pelo crescimento dos ativos alocados a investimentos relacionados a IR. Junto com a transição para o monitoramento de índices de ações de baixo custos, isso tem causado um aumento no número de índices de IR disponíveis atualmente. Nossa expectativa é de que os índices de IR tornem-se um importante passo inicial para a integração de critérios ambientais, sociais e de governança corporativa para muitos investidores com passivos ou investimentos baseados nesses fatores. Na Mercer, definimos Investimento Responsável como a integração de fatores ambientais, sociais e de governança corporativa aos processos de gestão de investimentos e práticas relacionadas à propriedade, acreditando que estes fatores podem ter um impacto relevante sobre o desempenho financeiro. Entretanto, na região do CCG, com os esforços para diversificar a economia, os governos estão acumulando conhecimentos sobre a importância do investimento responsável. O CCG soma quatro dos seis Fundos Soberanos que fundaram o Grupo de Trabalho do One Planet Sovereign Wealth Fund em dezembro de 2017, por ocasião da Cúpula One Planet em Paris. Dentro dos próprios Emirados Árabes Unidos, numerosas iniciativas (como a Economia Verde para o Desenvolvimento Sustentável e a Agenda Verde) estão impulsionando o país para o futuro do investimento responsável. Em conformidade com a estratégia de diversificação, essas iniciativas apoiam o plano Vision 2030, em alinhamento com as ambições de crescimento econômico e os alvos de sustentabilidade ambiental da nação. Abu Dhabi está contribuindo muito para a causa com vários desenvolvimentos, como a Cidade de Masdar, um projeto de energia verde de muitos bilhões de dólares.1 Enquanto isso, Dubai estabeleceu um parque energético e ambiental chamado Enpark, uma Zona Franca para empresas de energia limpa e tecnologia ambiental.2 À medida que os motivos comerciais para investir com responsabilidade se fortalecem na região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), existe uma demanda crescente para integrar fatores ambientais, sociais e de governança ou temas relacionados à sustentabilidade nas decisões e processos de investimento. As instituições estão considerando os benefícios do investimento responsável, não apenas para os seus investimentos como também para sua reputação e os resultados obtidos. O investimento sustentável oferece oportunidades atraentes para explorar o potencial de crescimento de empresas que oferecem soluções para vários desafios, de escassez de recursos, mudanças demográficas e mudanças na evolução das respostas às políticas públicas e a uma diversidade de questões ambientais e sociais. Pesquisas e evidências do setor têm demonstrado os benefícios da integração dos fatores ESG ao desempenho das empresas no longo prazo. Por exemplo, o Deutsche Bank analisou mais de 100 estudos acadêmicos em 2012 e concluiu que as empresas com maiores classificações ESG apresentavam um custo de capital menor em termos de dívida e capital próprio. Outro estudo realizado em 2015 por Hsu (professor na Universidade Nacional Taichung de Ciência e Tecnologia) e Cheng (Professor da Universidade Nacional Chung Sing), ambos de Taiwan, descobriu que empresas socialmente responsáveis apresentam melhor desempenho em termos de classificação de crédito e oferecem menor risco de crédito.3 Com empresas operando contrariamente à definição de interesse público quanto a questões ambientais e sociais, a incorporação dos fatores ESG agora também é reconhecida como uma prática recomendada. Cada vez mais, os empregados querem trabalhar e investir em empresas que apresentem um impacto ambiental positivo. Iniciativas e organismos globais, como o CFA Institute, têm ressaltado os riscos para as finanças e a reputação de não levar em consideração os fatores ESG. Embora o CCG esteja começando a compreender os benefícios da aplicação de fatores ESG, a região não avançou muito nesse conceito. Investimentos em conformidade com a Sharia têm estado disponíveis nas últimas duas décadas. Ambos os modelos aplicam a abordagem da triagem negativa e buscam investimentos que ofereçam retorno sustentável. Com a combinação entre fatores ESG e triagem Sharia, os investidores islâmicos podem melhorar o desempenho dos investimentos e cumprir as metas sociais e ambientais ao mesmo tempo. Com o foco atual dos EAU na diversificação do seus investimentos, o país pode se beneficiar muito da criação de um mercado e uma cultura de investimento responsável, em que a estratégia e os processos andem lado a lado como passos importantes para uma integração bem-sucedida. Ao buscar o crescimento sustentável, uma camada adicional de conhecimento e fiscalização é muito importante para mitigar riscos emergentes, como a mudança climática. Com esse propósito, implementar avaliações ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) ajudará a definir KPIs claros e identificar onde e como os projetos vão gerar valor e mitigar os riscos associados a eles. Por exemplo, a Mercer aplica um Modelo de Investimento para o Crescimento Sustentável com os seus clientes, que distingue as implicações financeiras (riscos) associadas aos fatores ambientais, sociais e de governança corporativa e as oportunidades de crescimento nos setores mais diretamente afetados por questões sustentáveis. Medir o impacto e mitigar riscos tornou-se cada vez mais importante e representa um forte processo de governança dos investimentos. Os benefícios de adotar os fatores ESG são inúmeros. Embora o CCG tenha iniciado a implementação de princípios ESG, ainda é necessário mais trabalho para assegurar que os governos estejam plenamente engajados com os stakeholders, incluindo os investidores, e que as estratégias estejam alinhadas em toda a região. As pressões regulatórias para cumprir padrões globais de integração de fatores ESG tendem apenas a aumentar nos próximos anos. Em lugar de fugir delas, é tempo de as empresas, os investidores e os governos se reunirem e definirem um modo de trabalho que traga avanços ao CCG em termos de investimento responsável e crescimento sustentável. Fontes: 1Carvalho, Stanley, "Abu Dhabi To Invest $15 Billion in Green Energy," Reuters, January 21, 2008, https://www.reuters.com/article/environment-emirates-energy-green-dc/abu-dhabi-to-invest-15-billion-in-green-energy-idUSL2131306920080121 2Energy and Environment Park:Setup Your Company In Enpark, UAE Freezone Setup, https://www.uaefreezonesetup.com/enpark-freezone 3Chen, Yu-Cheng and Hsu, Feng Jui, "Is a Firm's Financial Risk Associated With Corporate Social Responsibility?"Emerald City, 2015, https://www.emeraldinsight.com/doi/abs/10.1108/MD-02-2015-0047

John Benfield | 16 mai 2019
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O tamanho e a escala do mercado doméstico da China se tornaram uma das maiores conquistas econômicas da nação. Desde a explosão da classe média até o amplo impacto da transformação digital em toda a população e indústrias, a China - e a economia global - estão entrando em uma nova era de oportunidades de investimento. Há dinheiro a ser feito através do investimento na China, mas a abertura dos ativos domésticos altamente regulados do país para investidores estrangeiros implica em uma curva de aprendizado em ambos os lados. Perspectiva: China x Economias em Crescimento O relatório da  Mercer A inclusão de Ações A da China nos Índices MSCI: Implicações para Gerentes de Ativos e Investidores, explica porque a abertura do mercado interno da China à economia global criou uma onda de entusiasmo em toda a comunidade e mercado de investimento internacional. Esse entusiasmo está sendo cuidadosamente gerenciado pela estratégia medida que a China e o MSCI estão implementando enquanto estabelecendo uma estrutura para futuro crescimento. A fase inicial pesou apenas 226 ações a meros 5% de seu valor de mercado, demonstrando que essa nova era será definida por uma mentalidade incremental e de longo prazo. Essa abordagem cautelosa pode ser uma boa notícia para as economias em crescimento concorrentes na região. Apesar do lançamento conservador das ações A chinesas (ativos domésticos) no mercado internacional, a inclusão no Índice MSCI afetará profundamente o cenário econômico global, especialmente no que diz respeito à influência das economias emergentes. Veja, por exemplo, como será o Índice MSCI com a inclusão de 5% das ações A chinesas e, depois, com 100% de inclusão. Economias em crescimento como Índia, Taiwan e Coréia do Sul podem ser impactadas negativamente pela inclusão da China doméstica em índices globais, especialmente se os investidores mudarem seu foco dos mercados em crescimento para novas oportunidades em ações A chinesas.   (Fonte: MSCI) A mudança está inerentemente repleta de avanços, obstáculos e ansiedade do desconhecido. Embora ninguém possa prever o futuro com 100 por cento de precisão, vamos examinar as oportunidades e os desafios do novo status da China na economia global e o que isso significa para os investidores em ações. Oportunidades da Inclusão no MSCI: 1.     Tamanho do mercado: O mercado doméstico chinês é grande, compreendendo mais de 3.000 ações e é o mais líquido do mundo. Desde o início de 2017, as Bolsas de Valores de Xangai e Shenzhen registraram um maior volume diário de negociação agregado do que as Bolsas de Valores de Nova York e NASDAQ juntas.  2.     Diversidade: O mercado doméstico chinês envolve um corte transversal de empresas que representam um grande número de indústrias, e é muito mais diversificado no nível do setor do que as ações da China listadas na Bolsa de Valores de Hong Kong (que é altamente concentrada em TI e finanças). 3.     Exclusividade: Historicamente, o mercado de ações A da China mostrou uma baixa correlação com outros mercados de ações, marcando uma era de oportunidades novas e inexploradas para criar valor. 4.     Propriedade Estrangeira Limitada: Com os investidores de varejo chineses internos compreendendo mais de 75% do teto de mercado de free-float - o número de ações em circulação disponíveis para o público em geral - há uma falta de proprietários institucionais informados no mercado. A natureza sem precedentes da situação pode criar ineficiências, mas também produzir um ambiente que pode ser propício para investidores dispostos a explorar novas oportunidades. Desafios da Inclusão no MSCI: 1.     Volatilidade: Embora o mercado seja grande e líquido, ele é volátil e passou por períodos em que a liquidez diminuiu drasticamente em curtos períodos de tempo. No entanto, a China tomou medidas para mitigar a volatilidade, incluindo a formação de uma "equipe nacional" para ajudar a estabilizar o mercado através da compra de ações A em tempos de estresse do mercado. 2.     Concentração: Existe uma preocupação em relação à composição dos benchmarks quando as ações A da China estiverem incluídas nos índices em seu peso total. Os benchmarks globais de mercados emergentes são relativamente diversificados no momento, mas serão cada vez mais dominados pela China após a inclusão total do mercado de ações A da China. No entanto, para resolver esse problema, muitas organizações inovadoras estão recrutando analistas e gerentes de portfólio experientes na região - ou estão desenvolvendo soluções internas/híbridas para explorar investimentos autônomos e outras estratégias. 3.     Incerteza Global: As tensões comerciais entre os EUA e a China e outras preocupações geopolíticas fizeram com que alguns investidores ficassem resistentes às oportunidades no mercado doméstico da China. À medida que os mercados buscam a estabilidade sobre o caos, um futuro desconhecido e as realidades e mecanismos de investimentos emergentes farão com que algumas organizações optem por ficar à margem. Isso, no entanto, significa mais oportunidades potenciais para os investidores com as carteiras e tolerância ao risco para explorar novas oportunidades. Para saber mais sobre como a inclusão das ações A da China nos Índices MSCI afetará o mercado global e criará novas oportunidades de investimento para sua organização, visite Mercer Wealth and Investments (ou Mercer Wealth and Investments – China).

Gareth Anderson | 21 mar 2019
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As economias da região Ásia-Pacífico (APAC) passam pelas flutuações da economia mundial de maneiras muito peculiares, pois cada uma delas é definida por circunstâncias próprias em termos geográficos, sociais e financeiros. No entanto, o ritmo acelerado da transformação digital e o acirramento das tensões geopolíticas conectam os destinos de todas as economias em desenvolvimento da região APAC aos efeitos onipresentes da globalização. Embora as economias da região tenham uma projeção de crescimento sólido de 5,6% nos próximos dois anos, esta previsão otimista está sujeita a graves vulnerabilidades.1 As áreas de exposição podem ser organizadas em quatro categorias: econômica, geopolítica, técnica e ambiental. Vejamos cada uma dessas categorias e como elas podem criar desafios para as nações prontas para crescer no curto prazo. 1. Economia: dívidas e habitação   Em 2016, a região APAC superou a América do Norte como a maior parcela na dívida mundial. De fato, a região é responsável por 35% da dívida mundial, mantendo um crescimento notavelmente regular desde a crise financeira de 2008. Essa dívida deixa as economias regionais suscetíveis a taxas de juros mais altas e uma possível crise de inadimpléncia. Cada economia tem áreas específicas de exposição. Na China, por exemplo, as dívidas de corporações não financeiras e das famílias estão subindo, enquanto no Japão, a maior preocupação é a dívida pública que expõe seu mercado de títulos soberanos. A Índia também está enfrentando o impacto de seus US$ 210 bilhões em gastos com empréstimos de liquidação duvidosa. Os preços de imóveis residenciais em toda a região APAC vêm subindo em ritmo mais acelerado do que o da renda desde 2010, especialmente em lugares como Hong Kong, Austrália, Nova Zelândia e Índia, onde as famílias em Mumbai praticamente não conseguem encontrar imóveis a valores acessíveis. Embora o alto preço da moradia deixe a região alerta à possibilidade iminente do estouro de uma bolha imobiliária, cada país tem seus próprios mecanismos de crédito e números de dívidas familiares que determinam seus níveis de risco. Essas economias precisam se atentar às lições aprendidas com a crise do mercado imobiliário dos EUA em 2008, em que as famílias inadimplentes contribuíram para uma crise econômica mundial que assombra até hoje o setor bancário internacional. De fato, a Austrália apresenta hoje um dos mais altos níveis de dívida familiar do mundo. Considerando que os portfólios dos bancos australianos se baseiem majoritariamente em empréstimos hipotecários — que hoje estão em níveis bem mais elevados do que o mercado imobiliário americano imediatamente antes da deflagração da crise de 2008, muitos investidores americanos e internacionais estão mais inclinados a fazer um hedge do mercado australiano. 2. Geopolítica: protecionismo e desigualdade   Em uma economia global interconectada, todas as regiões são afetadas pelas dinâmicas e tarifas do comércio internacional. A crescente guerra comercial entre a China e os EUA ameaça cadeias de suprimento em toda a região APAC, e uma tendência protecionista pode se infiltrar na intrincada rede de economias de lá, considerando que alguns países têm mais dificuldades do que outros. O dinamismo dos acontecimentos geopolíticos gera incertezas. Essa ansiedade geralmente leva empresas e políticos a restringir e isolar a exposição de suas economias a consequências negativas. De fato, enquanto a China e os EUA redefinem suas prioridades, as nações da região APAC são forçadas a decidir onde e como elas se encaixam neste cenário inconstante. Da Austrália à Índia, as economias da Ásia-Pacífico precisam lidar com as complexidades da cooperação e a concorrência com outras nações sem criar indisposição entre parceiros comerciais nem sacrificar oportunidades de crescimento. Embora a região APAC busque estabilidade em um cenário geopolítico caótico, muitas economias estão passando por enormes mudanças demográficas internas em decorrência do comércio global. O acesso a portos marítimos preparados para operações comerciais, hubs tecnológicos e vagas para profissionais altamente qualificados fez nascer metrópoles e megacidades. A ininterrupta migração das gerações mais novas para zonas urbanas com infraestrutura, culturas e ideias inovadoras está marginalizando a periferia e as zonas rurais. Esta crescente disparidade entre privilegiados e desprivilegiados pode gerar desigualdade de renda e riqueza, disseminar a indignação e causar um mal-estar civil. Os políticos estão tentando administrar as atitudes e as regulamentações predominantes que moldam o gerenciamento de capital humano na região APAC. Josephine Teo, a Ministra do Trabalho de Cingapura, abordou recentemente que os cidadãos do país precisam ir para países vizinhos para trabalhar e pediu para seus conterrâneos não descartarem possibilidades de trabalho em outras economias em desenvolvimento na região APAC, especialmente agora que Cingapura está estreitando seus laços comerciais com a China.2 3. Tecnologia: milagres e ameaças   A tecnologia moldará o futuro da economia mundial. O ritmo de desenvolvimento de novos dispositivos e tecnologias é mais acelerado do que a regulamentação pelos governos, e esta falta de fiscalização criará oportunidades inéditas de crescimento econômico, inovações e crimes. A tecnologia ajudou a região APAC a aumentar a produtividade de sua força de trabalho, a avançar nas reformas sociais e a dominar a sustentabilidade ambiental. O impacto da transformação digital para as nações que formam a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) é impressionante, especialmente no setor de comércio eletrônico, no qual os membros da ASEAN responderam por 40% do volume de vendas mundial no primeiro trimestre de 2017. Só no Sudeste Asiático, espera-se que a quantidade de pessoas com acesso à Internet e a todas as suas possibilidades triplique até 2025, passando de 200 milhões para 600 milhões de usuários.3 Embora alguns postos de trabalho sejam extintos com a chegada de novas tecnologias, elas mesmas devem criar muitas vagas novas. De fato, muitas empresas que criam sistemas de inteligência artificial descobriram que trabalhadores humanos têm um papel ativo no projeto e na execução dessa tecnologia.4 A História também mostra que a inovação gera empregos. Peguemos o surgimento do computador, por exemplo. Embora a demanda por datilógrafos possa ter diminuído, a informática criou novas funções relativas ao desenvolvimento de softwares, operação dos computadores e programação. No entanto, esses prós também trouxeram desafios modernos. Hackers extremamente habilidosos de todas as partes do mundo continuarão atrás de pontos fracos de governos, instituições e empresas de todos os portes. À medida que os dados e a informação passarem a ser recursos cada vez mais valiosos e naturais, os ataques cibernéticos entre países aumentarão em frequência e complexidade. A confluência de alianças entre governos e multinacionais terá ramificações que mudarão a vida das populações e de seus direitos à privacidade. Considerando que cada país tem suas próprias políticas de direitos humanos e acesso a dados pessoais, uma nova geração de leis que regulamentam o ambiente digital emergirá para definir proteções e mitigar a falibilidade humana à medida que as pessoas estão cada vez mais conectadas à tecnologia. 4. Meio ambiente: desastres naturais e soluções criadas pelo ser humano   Os fatores ambientais determinarão as perspectivas econômicas e a qualidade de vida em geral para a região APAC. Geograficamente, ela é a região do planeta mais propensa a desastres. Intercorrências naturais, como inundações e ciclones tropicais, causam danos imensos às zonas litorâneas, onde há maior concentração de pessoas, infraestrutura e instituições. A imprevisibilidade de desastres naturais geralmente causa mortes repentinas — e, às vezes, em massa —, desalojamento de populações e caos socioeconômico. Após traumas tão grandes, cada cidadão e a sociedade em geral precisam lidar com o peso emocional e a desestabilização dos serviços de saúde até que o governo e outras entidades consigam prover meios de alívio. A região APAC precisa ser proativa na implementação de políticas e sistemas integrados capazes de mitigar a devastação que os desastres naturais causam a seus povos e a suas economias. Isso já está acontecendo: mercados mais maduros, como Hong Kong, aumentaram radicalmente sua capacidade de alinhar recursos e responder de forma rápida a fenômenos naturais, como furacões. Conforme as tecnologias e os interesses comerciais continuarem conectando ainda mais a região APAC, os governos precisarão decidir quais são exatamente suas responsabilidades perante outras nações e a região. Dados da UNESCAP   Em uma escala global, a região APAC tem um importante papel no controle de poluentes e emissões danosas. Infraestruturas antigas e regulamentações pouco rigorosas precisam ser substituídas por tecnologias e políticas modernas. No entanto, essa mudança pode ser lenta e cara. Muitas economias da região APAC ainda dependem de recursos energéticos tradicionais, como o carvão e outros combustíveis fósseis. Mesmo assim, um grande progresso tem acontecido nas esferas regionais e locais. A China, por exemplo, já teve um avanço notável ao implementar tecnologias de combustível verde para substituir o carvão e o petróleo e reduzir os poluentes atmosféricos.5 As novas iniciativas da China para trocar os combustíveis fósseis por recursos limpos, como as energias solar e eólica, resultaram em uma melhora significativa da qualidade do ar em cidades como Pequim, sem prejudicar a economia do país. De fato, a China considera que os recursos sustentáveis são o futuro da energia e está fazendo investimentos agressivos em negócios verdes, como painéis solares de alta tecnologia (dois terços dos painéis solares do mundo são fabricados na China) e veículos elétricos, superando até mesmo a Tesla com uma projeção de vendas anuais de 7 milhões de unidades até 2025.6 A região APAC também fez acordos sobre estruturas e novas tecnologias que promovam fontes de energia renovável para combater a poluição atmosférica e a escassez de água, problemas que se enquadram como ameaças diretas e imediatas. Equilibrar o desenvolvimento e o progresso econômico com iniciativas relacionadas ao clima e à sustentabilidade será desafiador, mas necessário. As mudanças climáticas, assim como outros desafios da região, exigirão uma nova era de cooperação entre as nações, governos e forças de trabalho locais. Com a saída dos EUA da Parceria Transpacífica (PTP) em janeiro de 2017, os países da Ásia-Pacífico se viram obrigados a considerar uma abordagem mais regional para solucionar problemas globais. Os líderes da APAC, no entanto, insistiram e, em 2018, assinaram uma nova versão do acordo da PTP e firmaram compromissos com Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Nova Zelândia, Malásia, México, Peru, Cingapura e Vietnã. O novo acordo, chamado Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (AAPPTP), representa cerca de 14% do PIB mundial (menos do que os 40% que a PTP original representava) e, além de detalhar novas dinâmicas comerciais e regulamentações de fiscalização entre os países-membros, também prevê o cumprimento de leis de proteção ambiental de acordo mútuo. Algumas das cláusulas sobre propriedade intelectual, arbitragem e solução de conflitos sobre investimentos foram deixadas de fora do novo tratado para manter a confiança na colaboração multilateral em questões específicas e intervenções locais por parte de governos individuais necessárias ao interesse público. O novo tratado não regula a migração de trabalhadores na região, e os países-membros confirmaram o interesse em proteger seus setores agrário e de serviços. O foco cada vez mais nacionalista dos EUA pode obrigar a região APAC a estreitar suas relações internas, abrindo mais espaço para oportunidades comerciais, intercâmbio de mão de obra e participação conjunta na transformação digital mundial. Com a maioria dos membros pronta para ratificar o novo tratado, este é um bastião do livre comércio em meio a uma crescente retórica protecionista presente em todo o mundo. Há muitos motivos para se ter otimismo quanto ao futuro da região APAC. A transformação digital oferece às economias da região APAC oportunidades inéditas de crescimento e a possibilidade de conectar suas forças de trabalho ao crescimento global da demanda de avanços tecnológicos, empreendedorismo e inovação. A necessidade premente de abordar questões ambientais e contratempos financeiros está gerando um senso de urgência em toda a região. A abertura à colaboração para resolver os problemas é um bom sinal para o futuro da Ásia-Pacífico, à medida que suas lideranças comprometidas e organizações locais coordenam seus pontos fortes coletivos para gerar prosperidade para toda a região. Com a evolução da economia mundial, a região APAC está pronta para desempenhar um papel cada vez mais influente. Leia o relatório 14 Shades of Risk da Marsh & Mclennan na Ásia-Pacífico para saber mais. 1Evolving Risk Concerns in Asia-Pacific:, http://bit.ly/2APQVlZ. 2Lee, Pearl. "Ties with China Multifaceted and Strong: Josephine Teo." The Straits Times, 2 Mar. 2017, www.straitstimes.com/singapore/ties-with-china-multifaceted-and-strong-josephine-teo. 3"Asean the 'next Frontier' for e-Commerce Boom." Bangkok Post. https://www.bangkokpost.com/business/news/1249798/asean-the-next-frontier-for-e-commerce-boom. 4Mims, Christopher. "Without Humans, Artificial Intelligence Is Still Pretty Stupid." The Wall Street Journal, https://www.wsj.com/articles/without-humans-artificial-intelligence-is-still-pretty-stupid-1510488000?mod=article_inline. 5Song, Sha. "Here's How China Is Going Green." Fórum Econômico Mundial,, www.weforum.org/agenda/2018/04/china-is-going-green-here-s-how/. 66Jeff Kearns, Hannah Dormido e Alyssa McDonald.. "China's War on Pollution Will Change the World." Bloomberg, www.bloomberg.com/graphics/2018-china-pollution/.

Peta Latimer | 21 mar 2019
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O impacto da tecnologia no mundo de hoje deixa muitos confusos e frustrados. Eles lutam para determinar quais informações são reais ou falsas, úteis ou prejudiciais. A indústria de investimentos não está imune à transformação digital que está afetando a maneira como as pessoas se vêem, vêem seu dinheiro e seu futuro. Os CIOs precisam reconhecer essas mudanças e determinar como aproveitar a evolução da tecnologia à medida que ela repercute em todo o setor e no mundo. Propaganda x Realidade: A Verdade Está no Meio   Grande parte da propaganda em torno da Inteligência Artificial (IA) e da transformação digital se concentrou em como a tecnologia e as máquinas substituirão os empregados em todos os setores, inclusive na indústria de investimentos. A IA está revolucionando o processo de interpretação de avaliações por meio da análise instantânea e abrangente de dados e transações financeiras, e sentimentos dos stakeholders expressos pela Internet. A IA oferece novos insights sobre dados não estruturados, modelos de comportamento financeiro e volatilidade do mercado. No entanto, o elemento humano ainda é crítico. Como os CIOs sabem, é impossível prever o futuro com 100% de precisão, mas um exame atento de dados e pesquisas ajuda a fornecer um senso de controle do desconhecido. O valor de qualquer segurança ou ativo é parcialmente baseado na percepção humana. Uma equipe de investimentos ainda precisa avaliar todas as informações e dados para tomar decisões estratégicas, e muito humanas, sobre como seguir adiante. Os avanços na FinTech estão beneficiando os CIOs e suas equipes de maneira significativa. Por exemplo, dados avançados e recursos analíticos proporcionam a eles painéis de riscos mais detalhados e aprimorados, colocando informações acionáveis na ponta dos dedos. Os criteriosos diagnósticos da FinTech também ajudam a entender melhor como as estratégias são executadas e como delinear claramente a sorte e a habilidade. Mas ainda é um jogo muito qualitativo. A FinTech também está impactando significativamente o papel do consumidor, já que os aplicativos e outras plataformas de tecnologia oferecem mais controle sobre seus objetivos e estratégias financeiras. Esse é um desenvolvimento positivo, porque quando os consumidores prestam mais atenção às suas metas de investimento, todos se beneficiam. Atualmente, a especulação sobre as tecnologias avançadas que dominam a indústria não se concretizaram - e, como muitos debates carregados de emoção, a verdade geralmente está em algum lugar no meio. Robô-consultores Simplificam Relacionamentos   Os sistemas robóticos e a automação estão ajudando as empresas a simplificar processos antes inchados para que as informações dos clientes sejam mais fáceis de acessar e contextualizar. Muitos consultores financeiros incorporaram o robô-consultor em seus serviços, fornecendo aos clientes níveis variados de interação humana. De sem toque algum a um de alta tecnologia, esses diferentes níveis de interação oferecem aos clientes um menu de opções para acomodar seu desejo de trabalhar com ou sem um consultor financeiro ao vivo. Os robôs-consultores e outros avanços tecnológicos vão atrapalhar os aspectos da indústria, mas também vão ajudar os consultores financeiros a serem mais produtivos e valiosos - por exemplo, aproveitando a tecnologia para concentrá-la em como os conselhos são entregues aos clientes, e não como são formulados. No entanto, no final do dia, muitos clientes ainda são seres humanos que desejam falar com um consultor humano antes de tomar uma decisão que terá impacto no seu futuro financeiro e de sua família. Blockchain e Reconstruindo Confiança   O relatório Healthy, Wealthy, and Work-wise  da Mercer - realizado em 12 países - examinou em quem as pessoas mais confiavam. Em primeiro lugar ficaram familiares, amigos e empregadores. No extremo inferior da lista ficaram intermediários financeiros, bancos e seguradoras. Isso é um problema para as empresas de investimento e para a indústria como um todo. Depois do colapso econômico global e da Grande Recessão, as pessoas simplesmente pararam de confiar na comunidade financeira. Muitos que foram impactados pela indústria (ou conhecem alguém que tenha sido), tendem a deixar seu dinheiro em contas bancárias com juros mínimos, enfiados embaixo dos colchões ou enterrados em lugares distantes dos possíveis benefícios de conselhos de investimento de alta qualidade. Interpretação blockchain. A tecnologia Blockchain é um divisor de águas para a comunidade de investimentos e suas métricas de baixa confiança. A Blockchain fornece aos investidores e clientes um registro digital imutável e seguro de transações financeiras. Os investidores são atraídos para a priorização da transparência depois que uma era de estruturas financeiras intencionalmente confusas - como parcelas e o pacote de hipotecas de alto risco - deixou o mundo em parafuso. Para uma indústria que tem lutado para construir confiança com os clientes e o público, a blockchain oferece uma nova era de responsabilidade e meios de construir relacionamentos lucrativos. Como em outras indústrias, clientes e consumidores estão on-line e assumindo o controle da narrativa. As empresas estão sendo publicamente responsabilizadas por todas as decisões e interações. Esse nível crescente de transparência continuará a ser um motivador convincente para profissionais de investimentos e empresas fornecerem os melhores serviços e resultados possíveis. Esse nível maior de transparência, na verdade, pode ser como a indústria financeira reconstrói a confiança perdida com o público.  Indivíduos Tomando o Controle   A Mercer - ao lado de outros gerentes financeiros e consultores de investimentos - acredita que os governos, patrocinadores de planos, intermediários financeiros e a indústria em geral têm a responsabilidade de ajudar as pessoas a reconhecer “o que é bom” em relação a consultoria financeira e produtos de investimento. Então, como um serviço para a indústria de investimentos e para promover a confiança, em vários mercados, incluindo Cingapura e Hong Kong, a Mercer lançou o Mercer FundWatch.com para atingir dois objetivos (1)   Fornecer um sistema de classificação de fundos disponíveis para investidores individuais. Isso permite que os investidores e seus consultores financeiros comparem fundos de acordo com suas classificações. Essas classificações são baseadas em due diligence de investimento qualitativo e aprofundado. (2)   Dar aos intermediários financeiros que usam o site - como base para o processo de recomendação para os clientes - a oportunidade de aparecer no Mercer FundWatch.com. Se um investidor individual ou consultor financeiro estiver à procura de uma entidade de alta qualidade para realizar uma transação, eles podem facilmente encontrar e acessar uma lista de intermediários usando essa due diligence confiável em seu processo.    A transformação digital está aqui e acelerando a uma taxa exponencial em todo o mundo. As possibilidades são ilimitadas. As empresas de investimento devem adotar o surgimento da IA e das tecnologias inteligentes para explorar novos terrenos e traçar cenários competitivos. A evolução da tecnologia está sempre mudando a indústria, as expectativas do cliente e como os seres humanos se relacionam com seu dinheiro, com eles mesmos e com seus investimentos.

Beverley Sharp | 07 mar 2019
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A globalização da economia mundial está dando um passo gigantesco à frente. O MSCI está abrindo as portas para o segundo maior mercado de ações do mundo - a China. Esse desenvolvimento criará oportunidades e desafios sem precedentes, uma vez que a China e a comunidade internacional de investimentos cultivam essa nova e notável relação. A bolsa de valores chinesa doméstica (Xangai e Shenzhen) oferece aos investidores institucionais globais e fundos especulativos (hedge funds), caminhos anteriormente inexplorados para criar valor e gerar lucros. O Caminho Para a Credibilidade Global   O crescente destaque da China no mercado global ressalta a evolução de políticas de longa data e percepções cautelosas em relação ao papel de investidores externos. O relatório da Mercer The Inclusion of China A-Shares In MSCI Indices: Implications for Asset Managers and Investors (A Inclusão de Ações A da China nos Índices MSCI: Implicações para Gerentes de Ativos e Investidores) narra a jornada que a China e a comunidade internacional de investimentos fizeram juntas para alcançar esse acordo histórico e o que esperar de uma nova era de crescimento e colaboração. Antes do avanço do MSCI, os principais mecanismos que permitiam a entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico da China foram os programas Investidor Institucional Estrangeiro Qualificado (Qualified Foreign Institutional Investor - QFII) e Investidor Institucional Qualificado Renminbi (Renminbi Qualified Institutional Investor - RQFII) - ambos fortemente regulamentados por regras e regulamentos que limitavam os tipos e tamanhos de organizações autorizados a solicitar uma cota e sua capacidade de repatriar o capital. As autoridades chinesas, no entanto, fizeram da abertura do mercado acionário do continente uma prioridade fundamental. A execução dessa estratégia inovadora, contudo, exigiu uma abordagem disciplinada e calculada para implementar a mudança. A China começou criando mecanismos para acomodar investidores estrangeiros. Em dezembro de 2016, foi lançado o programa Shenzhen-Hong Kong Stock Connect, proporcionando aos investidores estrangeiros acesso a empresas listadas na Bolsa de Valores de Shenzhen. Essa iniciativa inovadora abriu o caminho para a influência e participação global, com a China e a comunidade internacional de investimentos trabalhando juntas. O Poder da Paciência e do Compromisso A inclusão no Índice MSCI começou com a construção de confiança e boa vontade por meio de interesses e compromissos compartilhados por ambos os lados. Os programas Xangai/Shenzhen-Hong Kong Stock Connect - juntos conhecidos como “Stock Connect” - proporcionaram uma cota adicional para investidores estrangeiros e afrouxaram as restrições onerosas. A flexibilização dos limites diários de negociação, o progresso contínuo nas suspensões comerciais e a flexibilização da regulamentação - além da criação de novos veículos de investimento indexados - levaram à aceitação pelo MSCI. A China demonstrou sua disposição de trabalhar em colaboração com o MSCI e a comunidade global de investimentos. Em troca, o MSCI fez várias concessões para facilitar a inclusão do mercado de ações A da China. Ao invés de abrandar o processo, o MSCI ofereceu uma abordagem mais agressiva e simplificada para a inclusão. A estratégia enxuta, porém eficiente, do MSCI limita as classificações de ações e países e permite apenas aos investidores internacionais uma exposição predeterminada em um mercado específico. Esses desenvolvimentos são apenas os primeiros passos para uma longa jornada. O acordo também serve como um símbolo poderoso para um futuro promissor de crescimento e prosperidade mútua. O peso das ações A da China nos amplos índices de mercado terá que aumentar ao longo do tempo. Em talvez 5-10 anos, as ações A chinesas podem evoluir da inclusão parcial para a plena, assim como os mercados taiwanês e sul-coreano fizeram a partir da década de 1990. O Caminho a Seguir para os Investidores O MSCI reconhece a volatilidade endêmica de entrar em uma economia tão massiva e complexa. Gerenciar expectativas é fundamental para o avanço da iniciativa. A primeira fase pesou apenas 226 ações a 2,5% de seu valor de mercado, e a próxima fase aumentou o número de ações em 10 e acrescentou 2,5% - num total de 5% da capitalização de mercado.1 O MSCI está claramente adotando uma abordagem moderada para promover o crescimento e a inclusão. Embora o mercado de ações A da China tenha vários recursos atraentes, para investidores com carteiras de ações relativamente pequenas ou simples seria bastante razoável adotar uma abordagem de esperar para ver o surgimento da China. Outros investidores podem optar por ser mais proativos. Investidores com uma parte significativa de seu patrimônio investido em ações de mercados emergentes, e que buscam evoluir sua carteira ao longo do tempo, devem considerar como podem incorporar a oportunidade chinesa em expansão dentro de sua alocação mais ampla de ações. Uma alocação independente permite uma ponderação mais alta (do que as alocações ditadas pelo benchmark), com uma exposição mais ampla e profunda ao potencial de retorno e de diversificação do mercado. No entanto, os investidores devem abordar simultaneamente importantes riscos e questões de governança, considerando especialmente a natureza inédita desse cenário em desenvolvimento. Para saber mais sobre como a inclusão das ações A da China nos Índice MSCI afetará o mercado global e criará novas oportunidades de investimento para sua organização, visite Mercer Wealth and Investments (ou Mercer Wealth and Investments – China).   1Pisani, Bob. “Here's Why You Will Own More China Stocks in the near Future.” CNBC, CNBC, 31 Ago. 2018, www.cnbc.com/2018/08/31/msci-adds-more-mainland-china-stocks-a-shares-to-its-indexes.html.

Gareth Anderson | 21 fev 2019
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É da natureza humana celebrar o sucesso. As pessoas adoram cerimônias de troféus e abraços, confetes e high fives. Todo mundo ama um vencedor. O espectro de "ganhar" associado a empresas com alcances altos na indústria de investimentos, no entanto, pode ser perigoso. Às vezes, a intoxicação de um período prolongado de retornos louváveis pode levar à apatia cultural, à falta de humildade e à redução do desejo de inovar. Essa mentalidade coletiva pode finalmente resultar em problemas futuros. As empresas com baixo desempenho, por outro lado, buscam constantemente novas maneiras de criar valor, alavancar inovação e abrir caminhos para o círculo do vencedor. Os CIOs responsáveis por investir em nome dos proprietários de ativos devem reconhecer que as empresas com baixo desempenho poderiam oferecer enormes oportunidades - especialmente quando as empresas atualmente bem-sucedidas se tornam muito confortáveis com a vitória. Abaixo estão os cinco motivos pelos quais os CIOs não devem ignorar as empresas com baixo desempenho ao buscar novos caminhos para investir os ativos de um proprietário de ativos: 1. A Falácia do Sucesso Contínuo A indústria de investimentos está predisposta a ver o sucesso passado como um indicador de sucesso futuro. O raciocínio nos diz que as empresas que geraram retornos vitoriosos no passado têm o talento, a mentalidade e os recursos necessários para gerar retornos elevados no futuro. Esse viés, no entanto, pode ser enganoso. O sucesso contínuo nunca é garantido no setor de investimentos e pode até ser considerado um passivo. As pessoas são inatamente falíveis, e as empresas de investimento são dirigidas por pessoas - que são propensas às armadilhas familiares do sucesso: apatia, direito, arrogância e ser induzido à complacência pela inércia do passado. O mundo está cheio de parábolas sobre os muitos perigos do sucesso, e a natureza humana está sempre no centro desses fracassos. O provérbio chinês “Os espectadores vêem mais do jogo do que os jogadores”, destaca os perigos da visão em túnel e por que é aconselhável consultar opiniões externas. Confiar apenas em recursos comprovados pode levar a uma câmara de eco das mesmas estratégias, atitudes e percepções ao longo do tempo. A tendência da indústria de investimento de ver o sucesso do passado como um indicador do sucesso futuro é um viés compreensível, mas precário. Replicar estratégias eficazes é uma fórmula para a obsolescência em um setor que está em constante evolução. Em contrapartida, as que apresentam baixo desempenho, atentas às suas deficiências, estão sempre pensando em novas oportunidades no horizonte. Os CIOs experientes que testemunharam os perigos inerentes ao suposto sucesso continuado estão mais inclinados a valorizar o foco na inventividade e na criação do futuro. Basta olhar para trás e ver o quanto a indústria de investimentos mudou nos últimos dez ou vinte anos. A mudança nunca pára.     2. A Armadilha da Complacência   Os CIOs devem exercer a due diligence em nome de suas partes interessadas ao avaliar os benefícios percebidos de trabalhar com empresas de investimento atualmente bem-sucedidas. A complacência é uma armadilha psicológica muito forte e comum. Afinal, se os clientes estão felizes e o valor está sendo criado, por que mudar? Mas a complacência é enganosamente tranquila; ela passa despercebida ao longo do tempo, quase imperceptivelmente, e se torna parte da cultura e das rotinas operacionais de uma empresa. A complacência, como subproduto do sucesso, pode se disfarçar de sucesso e criar raízes assim que a empresa começa a dar tapinhas nas costas - e mostrar seus últimos prêmios da indústria sob as luzes brilhantes da vitrine do lobby (você os viu! ) O antídoto para a complacência é a vigilância, a humildade e a ação. As empresas de investimento devem buscar ideias inovadoras ou contrárias e aprender a alavancar tecnologias em evolução e novas regulamentações. Empresas bem-sucedidas podem ignorar a inevitabilidade e o poder arrebatador da mudança porque estão cegas pelo brilho de suas fortunas atuais. O que funcionou ontem certamente funcionará hoje e provavelmente amanhã, eles pensam. Todas as empresas de investimento - independentemente de suas circunstâncias predominantes - precisam se concentrar no que vem a seguir. As empresas que experimentam estratégias e mecanismos que lhes possam dar uma vantagem competitiva têm maior probabilidade de se antecipar à mudança em vez de persegui-la. Empresas de investimento com algo para provar a elas mesmas e para o mercado adotam a mudança como oportunidade.              3. O Enigma do Cliente Clientes satisfeitos resistem à mudança por razões óbvias. Quem em sã consciência mudaria uma estratégia que atualmente está fornecendo retornos saudáveis? O ônus de implementar novas estratégias e uma visão ousada, portanto, recai sobre a empresa de investimento. Educar os clientes hoje sobre oportunidades futuras é a chave para vencer o amanhã. Um comitê de investimentos precisa ter certeza de suas convicções se quiser se desviar de um caminho historicamente lucrativo. Mudar de curso e se aventurar será mais difícil se o desempenho histórico do titular tiver sido forte. O enigma do cliente restringe as empresas de investimento com a desvantagem de estar preso em um relacionamento que é inerentemente oposto à mudança. As que têm baixo desempenho, particularmente as empresas menos estabelecidas, que ainda estão ganhando nome, tendem a não ter clientes de longo prazo e, portanto, não enfrentam os mesmos obstáculos. Não ter que lutar contra a atração gravitacional do sucesso a longo prazo libera-as para explorar abordagens novas ou menos tradicionais para criar valor. Para empresas de investimento que só podem se mover tão rapidamente quanto suas participações mais lentas, às vezes os clientes felizes criam ventos contrários que, a longo prazo, trabalham contra seus interesses..             4. Tempo é Tudo   O setor de investimentos está cheio de empresas que, em algum momento, estão em ascendência ou declínio. Os CIOs, para atender efetivamente aos proprietários de ativos que os empregam, devem se esforçar para ser o mais informado e perspicaz possível em relação ao tempo. Eles devem ter a capacidade de ler as folhas de chá, por assim dizer, para identificar de onde vêm as ideias mais inovadoras e saber capitalizar essas idéias antes de qualquer outra pessoa. Os outperformers (com desempenho melhor) podem estar enganosamente próximos ao declínio porque perceberam seu potencial e, em um esforço para manter esse sucesso, concentraram sua energia para dentro, ao invés de para fora - que é onde a mudança e as oportunidades nascem. Ao determinar as melhores estratégias de investimento para seus clientes, os CIOs devem conduzir avaliações qualitativas e prospectivas. A vantagem competitiva pode ser encontrada em underperformers que oferecem estratégias que fornecem novas perspectivas. Se um CIO esperar muito tempo para substituir os outperformers em declínio por underperformers ascendentes, pode ser tarde demais para aproveitar as oportunidades futuras. Nesta indústria competitiva, as notícias sobre a “melhor coisa mais nova” viajam rápido. O tempo é a chave. Os CIOs que não têm convicção podem perder oportunidades de mudança de jogo apresentadas por empresas menos conhecidas. Nas famosas palavras do financista James Goldsmith: "Se você pode ver o movimento, é tarde demais..”          5. Tecnologia em Evolução e IA      A indústria de investimentos está entrando em uma nova era de experimentação tecnológica. Haverá vencedores e perdedores; a ruptura de tecnologias modernas como a IA será a norma. A FinTech está revolucionando o setor e está preparada para catapultar os underperformers enxutos e interessados em tecnologia em novas esferas ou relevância. Os CIOs serão cada vez mais testados em sua compreensão de como as tecnologias, como blockchain, impactam o futuro da indústria. A IA e a automação estão progressivamente fazendo o trabalho de pessoas reais, o que significa que as empresas com alto desempenho com produtos ou serviços intensivos em recursos e operações antigas estão particularmente vulneráveis à mudança. Essa atmosfera carregada faz com que empresas de investimento novas, e talvez não testadas, sejam mais propensas a buscar fontes alternativas de informação e aplicar a tecnologia de novas maneiras para obter valor. Empresas com baixo desempenho também podem usar novas tecnologias para saltar para a proeminência, já que a era digital democratizou o acesso a informações e recursos. A história do investimento nos ensina que o futuro da indústria virá de lugares inesperados. Medidas de sucessos passados, como ativos sob gestão e tempo de execução de uma determinada estratégia, frequentemente contra-indicam o sucesso futuro. Para superar o desempenho através do gerenciamento ativo, os CIOs precisam considerar as que têm baixo desempenho, que oferecem estratégias e mentalidades novas e inovadoras. A transformação digital da indústria de investimentos está em andamento e avançando rapidamente. Finalmente, é da natureza humana buscar o familiar e o confortável. Os nomes de marcas e reputações de algumas empresas com bom desempenho podem oferecer uma sensação tranquilizadora e intangível de segurança. Para competir, as empresas com baixo desempenho devem oferecer estratégias inovadoras que diferenciem seus serviços de rivais de longa data. Essa luta pela sobrevivência é o que impulsiona a inovação e a mudança. E esse instinto de sobrevivência é o que muitas das empresas de sucesso de hoje podem perder como resultado de sua boa sorte.  

Deb Clarke | 07 fev 2019
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À medida que o setor de investimentos continua a evoluir juntamente com regulamentações governamentais, objetivos do cliente e inovações do setor, os proprietários de ativos enfrentam uma variedade crescente de arquiteturas de investimento. Para descrever essas opções de maneira acessível e envolvente, vamos empregar uma metáfora que todos possam apreciar: comida - em particular, refeições caseiras versus refeições pré-embaladas. A Arquitetura de Investimentos Caseira As melhores refeições caseiras são confeccionadas com os melhores/mais apreciados ingredientes. De ovos orgânicos, frescos de uma fazenda próxima, a salmões capturados na costa da Noruega, os comedores exigentes podem escolher entre uma incrível variedade de alimentos provenientes de uma grande variedade de fornecedores - de mercados de agricultores locais e produtores independentes de chá a especialistas em queijos europeus e supermercados internacionais. No setor de investimentos, esse acesso aberto a um amplo espectro de provedores e opções de investimento é chamado de arquitetura aberta. Essa arquitetura permite que detentores de ativos explorem estratégias personalizáveis e selecionem serviços e opções específicos de diversos grupos de provedores. Sua avó sabe onde encontrar os melhores mais apreciados ingredientes para a refeição do feriado - ovos da loja do outro lado do rio, cebolas verdes da horta do vizinho, frango do açougueiro com o sorriso cheio de dentes. A arquitetura aberta, da mesma forma, permite que os detentores de ativos obtenham as melhores e mais adequadas ferramentas e talentos de investimento, de administradores e custodiantes a administradores e administradores de fundos. Em uma arquitetura aberta, nenhum provedor monopoliza a qualidade, o talento ou a inovação. Todo o setor está aberto aos negócios, de modo que os detentores de ativos podem aproveitar todo o escopo das opções disponíveis ao buscar soluções para suas necessidades de investimento. A Arquitetura Pré-Embalada As refeições pré-embaladas fazem parte de todas as culturas. No Japão, existe o bento. Na Índia, o dabbawalla. No Brasil, bem, a banana (muito saudável!). As refeições pré-embaladas são populares porque exigem quantidades de tempo, investimento e capital suor limitados. No setor de investimentos, a refeição pré-embalada é conhecida como uma arquitetura agrupada, na qual o detentor de ativos adquire uma combinação de serviços reunidos em um único pacote. O detentor do ativo simplesmente escolhe um pacote específico ao determinar que os serviços desse pacote atendem melhor à sua estratégia de investimento e necessidades de crescimento. Basta fazer a compra e abrir sua caixa bento, dabbawalla ou banana. Não pechinchar com o açougueiro. Não há pratos para limpar. Nenhuma avó repetindo a mesma história pela enésima vez. Arquiteturas embaladas fornecem a conveniência de serviços pré-embaladas que não exigem pensamento ou personalização adicionais; enquanto que as arquiteturas abertas permitem que os detentores de ativos alterem os serviços pré-embalados, pesquisando e navegando pelas últimas inovações do setor que estão sendo desenvolvidas e oferecidas pela diversidade total de provedores. Em última análise, os detentores de ativos devem considerar suas próprias circunstâncias, seus recursos, perfis e objetivos, para determinar qual arquitetura atende melhor às suas metas e apetites. Talvez uma mistura de ambos se encaixa melhor! Quer saber mais sobre qual arquitetura de investimento ou como misturar os dois criará o máximo de valor e retorno para sua estratégia de investimento? Entre em contato com um especialista em investimento (e foodie) da Mercer aqui. 

Janet Li | 03 jan 2019
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É da natureza humana discordar. De como fazer o dumpling perfeito para qual sistema de governo funciona melhor, as pessoas sempre perceberam o mundo (e dumplings) de maneiras diferentes. Nossa propensão a discordar faz da Iniciativa da Grande Área da Baía da China (GAB) uma maravilha da colaboração humana. A Iniciativa GAB é um plano ambicioso para conectar 11 municípios abrangendo a província de Guangdong, Hong Kong e Macau - e alinhar seus interesses financeiros, culturais, geográficos e governamentais. Umdesafio assustador, mas imensamente excitante, de fato. Background: Da Grande Ideia à Realidade Moderna Em um relatório do governo de 2017 divulgado pelo premier Li Keqiang, a China anunciou oficialmente suas intenções de avançar com os planos de desenvolver a GAB - que, antes disso, eram apenas teóricos. A ideia foi introduzida pela primeira vez no estudo de 2011, “O Plano de Ação para a Área da Baía do Estuário do Rio das Pérolas”. Essa diretriz de Pequim levou o plano ao centro das atenções internacionais, delineando a estratégia de “aglomeração da cidade” que alavanca os distintos ativos financeiros, culturais e econômicos dos 11 municípios participantes.1 No entanto, embora a região possa estar geograficamente próxima, as sociedades participantes são notavelmente diferentes. Por exemplo, diferenças em instrumentos e políticas regulatórias, práticas comerciais e estruturas tributárias, e perspectivas e prioridades culturais apresentam desafios para a criação de um alinhamento contínuo e simplificado de recursos e capacidades. A chave para o sucesso da GAB é o fluxo livre de tudo, desde talento e informação a capital e recursos. Progresso significativo já foi feito. A China construiu a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, com 55 quilômetros de extensão, e expandiu a rede ferroviária de alta velocidade para Hong Kong. Essa infraestrutura representa apenas parte de uma iniciativa abrangente para facilitar o fluxo livre e a troca de ideias, capital e recursos.   (Source: Research Gate_W Martin de Jong)   Alinhando Diferenças Culturais e Econômicas Convencer cada um dos 11 municípios da GAB a perseguir os objetivos comerciais regionais, enquanto prioriza o bem-estar do grupo coletivo, exigirá uma governança experiente e diplomática. Haverá obstáculos para alinhar as complexidades legais, econômicas, técnicas, de força de trabalho e geográficas da iniciativa.2 As empresas na região da GAB devem estar abertas ao pensamento inovador. Líderes e formuladores de políticas devem explorar uma variedade de estratégias e modelos de negócios, desde joint ventures e parcerias estratégicas até fusões e aquisições. Cada região deve abraçar essas questões com foco no sucessoa longo prazo. O escopo de cooperação e transparência exigido pela GAB é enorme. A estrutura abrangente garante que haverá mecanismos adequados para solucionar disputas em tudo, desde legalidades de imigração da força de trabalho e políticas ambientais até padrões operacionais e de referência de desenvolvimento de projetos. No entanto, hoje, esse relacionamento complexo é em grande parte teórico, pois muitas empresas de toda a região da GAB continuam navegando em diferenças culturais, regulatórias e operacionais. Levará tempo para integrar os principais processos que afetam diretamente os talentos internacionais. Por exemplo, às vezes, os funcionários do Continente que trabalham em Hong Kong estão presos em Shenzhen ou Guangzhou durante dias ou mesmo semanas, à espera de extensões de visto. Exemplos como esses demonstram o papel que o capital humano desempenha no sucesso da Iniciativa GAB. Em última análise, será fundamental descobrir como gerenciar o capital humano através das fronteiras e culturas. Para lidar com essas realidades, muitas empresas multinacionais estão cada vez mais contratando graduados do continente que estudaram nas universidades de Hong Kong. Esses graduados estão familiarizados com as culturas em ambos os mercados, tornando-os adequados para trabalhar em tarefas relacionadas à GAB. Além disso, muitas empresas estão trabalhando ativamente para gerenciar a interrupção causada por políticas entrincheiradas, mas díspares: diferenças de salários, regimes fiscais, benefícios médicos e a qualidade da educação disponível para os empregados e suas famílias. Uma distribuição justa de salários e oportunidades é essencial para garantir a livre circulação de talentos na região GAB. Alavancando o Poder do Compromisso Talvez a conquista política mais impressionante que contribuiu para o desenvolvimento da GAB foi a resolução das disputas territoriais entre Hong Kong e Shenzhen sobre o Lok Mau Chau Loop.3 Essa faixa de território, tanto geográfica como simbolicamente, separou as pessoas e ideais de Hong Kong influenciado pelo ocidente dos interesses e cultura de Shenzhen centrados em Pequim . O aspecto mais pungente desse acordo é a demonstração de uma verdadeira disposição de ambas as partes em se comprometer para promover seus interesses. O continente chinês, afinal, oferece acesso a Hong Kong a um dos mercados mais lucrativos do mundo. Para Shenzhen, Hong Kong é a porta de entrada para a economia global. Esse acordo serve como uma prova de conceito para toda a iniciativa - encontrar maneiras criativas de trabalhar em conjunto para navegar pelas diferenças culturais e prioridades comerciais aparentemente divergentes. Juntas, a China Continental, Hong Kong e Macau podem criar um centro geográfico revolucionário de inovação tecnológica, influência financeira e comércio internacional. As apostas são altas e o mundo inteiro está assistindo. A GAB, após ter ultrapassado a região da Baía de São Francisco, ocupa o segundo lugar em termos de PIB global para as regiões da baía, atrás apenas da Baía de Tóquio. De fato, com um PIB atual de US $ 13 trilhões e uma população de 70 milhões, a região da GAB representa 12% da economia total da China.4 Com sistemas políticos, financeiros e institucionais muito diferentes, a infraestrutura das pessoas será fundamental para o crescimento sustentável equitativo para a região coletiva. A efetiva polinização cruzada requer insights de ponta de especialistas em gestão de capital humano, líderes empresariais sérios e formuladores de políticas governamentais. Para aqueles de nós com experiência na região, essa iniciativa oferece oportunidades inovadoras para construir parcerias e negociar colaborações inigualáveis no sul da China. É tudo sobre compromisso, exceto quando se trata de dumplings; dumplings de verdade têm 18 pregas. Basta perguntar à sua mãe.   1News Analysis: New Opportunities For Hong Kong in Emerging ... www.xinhuanet.com/english/2017-03/11/c_136121179.htm 2China's Greater Bay Area Puts Hong Kong in the Lead As Super Connector To the World https://www.dorsey.com/newsresources/publications/client-alerts/2018/02/chinas-greater-bay-area-puts-hong-kong-in-the-lead 3Hong Kong’s Startup Scene: the Future Of Mainland–hong ... www.china-briefing.com/news/2017/08/08/hong-kongs-startup-scene... 4 China Is Building 19 'supercity Clusters' Andrew Sheng-Xiao Geng- Fung Global Institute- University of Hong Kong - https://www.weforum.org/agenda/2018/09/how-cities-are-saving-china

Jackson Kam | 27 dez 2018
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