André Maxnuk

André Maxnuk

CEO no México e Líder Regional da América Latina, Mercer

André é responsável pela posição da Mercer como líder em Saúde, Prosperidade e Carreira na América Latina, bem como por ajudar o mercado a compreender e planejar tendências e mudanças nos Recursos Humanos. Ele entrou Mercer como atuário de pensões há mais de 20 anos e trabalhou en aposentadoria, fusões e aquisições e desenvolvimento de negócios.

Artigos

INNOVATION + HEALTH

A megacidade será a condutora do futuro desenvolvimento econômico

A megacidade definirá o desenvolvimento econômico nos próximos anos. Citando como exemplos Monterrey e Guadalajara, no México, esses centros emergentes de negócio e comércio encontram-se posicionados para crescer rapidamente e, possivelmente, ultrapassar as capitais tradicionais de comércio. Eles também têm o potencial de aprender com os erros de grandes cidades tradicionais e de projetar um desenvolvimento inteligente, sustentável e de longo prazo. A urbanização tem se desenvolvido em tal velocidade que quase metade (47%) do crescimento do PIB virá de 443 cidades de economia em desenvolvimento entre 2010 e 2025, conforme publicado no relatório People First da Mercer. Essas cidades também seguem uma trajetória para acumular 1 bilhão de consumidores novos e, entre o momento atual e 2030, mudarão de forma significativa o modo como as pessoas vivem e trabalham. Como a urbanização muda as economias locais   Embora se tenha imaginado que a ampla adoção da internet e de tecnologias interconectadas permitiria que as pessoas vivessem e trabalhassem em qualquer lugar, na verdade, o efeito foi contrário. Em vez disso, mais pessoas foram atraídas para a cidade em busca de trabalho. Os trabalhadores inovadores têm buscado a colaboração mútua no desenvolvimento de novos setores na atual economia mundial em rápida evolução. Eles querem um ambiente em que possam ser mais produtivos e criativos com colegas que pensam da mesma maneira. À medida que todas essas mentes brilhantes migram para as crescentes áreas metropolitanas, as cidades têm se tornado o centro da colaboração. Veja Guadalajara, por exemplo. O início do setor tecnológico da cidade remonta à década de 60, quando as empresas estrangeiras de alta tecnologia que buscavam mão de obra barata transferiram suas operações de fabricação para lá. Entre essas empresas estavam a Kodak, Motorola, IBM, Hewlett-Packard e Siemens. Ainda assim, quando várias dessas operações foram transferidas para a Ásia no início dos anos 2000, a cidade ainda encontrou uma maneira de perseverar como um centro de tecnologia. Como observa Andrew Selee do Smithsonian Institution: "Guadalajara se reinventou como um importante centro de pesquisa e desenvolvimento, de programação, design e outras profissões tecnológicas de alta qualificação, construindo sobre a base que havia criado anos antes".1 Os engenheiros altamente experientes de Guadalajara "inverteram o modelo", projetando componentes no México e fabricando-os na Ásia, como contou um engenheiro a Selee. Atualmente, várias empresas tecnológicas com sede no Vale do Silício mantêm unidades de pesquisa, desenvolvimento e programação em Guadalajara, e a cidade, agora conhecida por seu talento em engenharia e criatividade, é sede de uma ampla variedade de empresas start-ups tecnológicas. Como as cidades podem se preparar e reagir   O rápido crescimento nas oportunidades de emprego e econômicas é positivo porém desafiador em cidades como Guadalajara, também conhecida como "Vale do Silício Mexicano". A população da cidade cresceu para mais de 8 milhões de habitantes e é agora a segunda maior área metropolitana do México, ficando atrás apenas da Cidade do México.2 Estima-se que a população crescerá ainda mais (mais de 15%) na próxima década. Ela também é a terceira maior economia no México, com um PIB de US$ 81 bilhões.3 Em comparação, Monterrey tem cinco milhões de habitantes e é a terceira maior área metropolitana no México.2 Estima-se que a população de Monterrey crescerá mais de 16% na próxima década. Seu PIB está avaliado em US$ 123 bilhões — o mais alto PIB per capita em cidades do México e o segundo maior da América Latina.3 Tanto Guadalajara quanto Monterrey continuarão crescendo e expandindo, assim como suas forças de trabalho, portanto será fundamental compreender o que desejam os funcionários de hoje e amanhã. Novos moradores não trazem somente criatividade e interesse em colaborar com outras pessoas que pensam parecido; eles também trazem necessidades de saúde, educação, diversão, infraestrutura e segurança. Para manter as pessoas brilhantes na cidade, contribuindo para o crescimento da economia, uma megacidade emergente deve ser capaz de fornecer o ambiente e serviços que aquelas pessoas e suas famílias desejam para ter uma vida satisfatória. Embora os líderes executivos suponham muitas vezes que um bom salário motivará as pessoas a se mudarem para a cidade e ficarem lá, os fatores humanos e sociais são, na verdade, mais importantes para os trabalhadores que tomam essas decisões. Para atrair e reter as pessoas, a cidade deve criar um ambiente para que elas tenham sucesso em múltiplas dimensões, concentrando-se no que mais importa para elas. A maioria das cidades, apesar do rápido crescimento econômico, não está tendo um bom desempenho em satisfazer as necessidades de quem vive ali, criando tensão entre o que as pessoas valorizam e o que a cidade é capaz de oferecer. A Mercer encontrou uma lacuna de 30 pontos entre a expectativa de qualidade de vida dos trabalhadores e a maneira como a cidade está satisfazendo essas necessidades. Para reverter essa tendência, os líderes municipais devem compreender sua importância no desenvolvimento econômico futuro e adotar uma nova visão que inclua estes três componentes: 1.  Concentrar-se primeiro nas pessoas. Enquanto a tecnologia continuar permitindo que as pessoas trabalhem de modo mais inteligente e tomem decisões mais rapidamente, os empregos continuarão mudando. A tecnologia, a automação e a digitalização deixarão o trabalho mais eficiente, mas os recursos humanos únicos impulsionarão as cidades em desenvolvimento. Se as pessoas necessárias para operar e gerenciar a inteligência artificial não quiserem morar na cidade, toda a automação não terá importância. As cidades, assim como os empregadores, devem se concentrar no valor das qualidades e habilidades humanas e em como ajudar essas pessoas a obter satisfação. 2.  Saber o que as pessoas querem. Mais do que um bom emprego e um bom salário, as pessoas querem alta qualidade de vida. Isso inclui poder sentir-se seguro e ter acesso a boas escolas para os filhos, atendimento médico de qualidade, diversão, ar e água limpos e outros fatores de estilo de vida. As empresas podem conseguir atrair excelentes profissionais, mas as cidades devem se concentrar em oferecer o ambiente e o estilo de vida capazes de reter esses profissionais. 3.  Priorizar parcerias. A maioria das cidades tem grandes desafios a serem superados para oferecer a qualidade de vida que as pessoas desejam. Nenhuma entidade sozinha consegue resolver problemas sistêmicos, sendo assim, as parcerias público-privadas são fundamentais para resolver macroquestões e lacunas, como em infraestrutura, bem como na segurança e habitação, e para superar os desafios antes que eles sejam agravados. As parcerias público-privadas são essenciais para o sucesso das cidades, empresas e pessoas. O aumento da urbanização e o surgimento de novas megacidades enviarão ondas por toda a economia mundial nos próximos anos. Mas para promover o crescimento positivo e a inovação, as megacidades de sucesso devem reconhecer e agir em relação aos desejos e necessidades desses trabalhadores qualificados que chamarão essas cidades de lar. Fontes: 1. Selee, Andrew. "How Guadalajara Reinvented Itself as a Technology Hub", The Smithsonian Institution. 12 de junho de 2018, https://www.smithsonianmag.com/innovation/how-guadalajara-reinvented-itself-technology-hub-180969314/#kc531GtO4OwhOKDi.99. 2. "World Urbanization Prospects 2018", Nações Unidas, https://population.un.org/wup/DataQuery/. 3. Berube, Alan; Trujillo, Jesus L.; Ran, Tao; Parilla, Joseph. "Global Metro Monitor report", Brookings, 22 de janeiro de 2015, https://www.brookings.edu/research/global-metro-monitor/.

A megacidade será a condutora do futuro desenvolvimento econômico
INNOVATION

Como navegar na nova era da automação

A inteligência artificial (IA, artificial intelligence) e a automação são os principais fatores mundiais em diversos setores, com oportunidades que parecem ser ilimitadas. Sua comida pode ser feita por robôs ou até mesmo seu carro pode dirigir por você — mas o que mais pode surgir?1 Essa tendência crescente tem tido grande alcance, revolucionando a maneira como determinados setores operam e mudando o modo como os empregadores contratam funcionários. Sem qualquer previsão de desaceleração, vamos explorar o que está disponível para os negócios que navegam nessa nova era. Automação das tarefas em setores importantes   A automação do trabalho não é uma abordagem única que serve para todos. Determinados setores, firmas e empregos têm maior probabilidade de sofrer impacto do que outros. Por exemplo, há muito tempo os fabricantes usam essa abordagem e tendem a buscar oportunidades de automação sempre que possível. Vejamos o exemplo do Ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, que tem investido no desenvolvimento da automação industrial nos últimos anos e não mostra sinais de que vá parar.2 É apenas um país, mas ele representa a direção do setor e do processo em geral — a meta é manter os custos baixos e manter a eficiência. O setor automotivo viu ganhos semelhantes no processo de fabricação, bem como na produção de veículos autônomos. Embora essa tecnologia tenha sido aos trancos e barrancos, Strategy Analytics and Intel pesquisa destaca que ela está sendo aprimorada continuamente e que em breve poderá mudar totalmente a produção automobilística.3 Embora esses setores sirvam de exemplos perfeitos do que a IA e a automação podem fazer, outros têm dificuldades com a implementação das funções principais dessa tecnologia. Hospitalidade, serviços de alimentação e saúde exemplificam esse atraso: esses setores são altamente orientados por mão de obra, o que dificulta a automação das operações. Embora existam oportunidades para incorporar a tecnologia em serviços de grande escala, nem todos os clientes desses setores estão prontos para ter seu serviço automatizado, conforme mencionado apropriadamente em uma notícia da CNN.4 Avaliação do impacto nas economias e nos empregos   A ideia de que a inteligência artificial eliminará funções é um medo real dos trabalhadores. Ela reflete preocupações intensificadas anteriormente nos Estados Unidos na década de 60, com o aumento de processos automatizados e do índice de desemprego, conforme destaca o MIT.5 Entretanto, Lyndon B. Johnson resumiu bem: &quot;O fato básico é que a tecnologia elimina funções, não trabalho&quot;. A diferença e o modo como os empregadores lidam com as mudanças de funções é o que fará várias empresas terem sucesso ou fracasso ao mudar para operações automatizadas. Nas economias em desenvolvimento, a automação de determinadas funções pode gerar melhores oportunidades, eliminando funções perigosas ou funções que dependem demais do trabalho físico. Embora isso possa causar algum desemprego durante a transição de curto prazo, é provável que crie oportunidades para outros empregos mais seguros e satisfatórios para essas pessoas afetadas. Tudo se resume a uma mudança nas habilidades do local de trabalho. As pesquisas mostram que as futuras habilidades da força de trabalho devem priorizar a liderança e outras competências pessoais para permanecerem relevantes e competitivas. Segundo recente pesquisa do LinkedIn as habilidades mais importantes do futuro não são codificação ou habilidades técnicas; são as competências pessoais, como comunicação e colaboração, e a força de trabalho precisará priorizá-las rapidamente à medida que aumentam as operações automatizadas.6 Como envelhecer em um mundo automatizado   A junção de uma força de trabalho mais velha e de maior automação é uma ameaça bem real para os trabalhadores atuais. Aqueles com 30 ou 40 anos de experiência têm maior probabilidade de estar realizando tarefas que podem ser automatizadas — fato que só é mais preocupante quando analisado em nível mundial. Em determinadas regiões, como no Vietnã e na China, 69% a 76% das tarefas realizadas por trabalhadores mais velhos correm o risco de se tornarem automatizadas. Para referência, nos Estados Unidos, acredita-se que cerca de 52% das funções realizadas por funcionários mais experientes podem ser automatizadas. O que também pode ser preocupante é que as populações mais velhas de trabalhadores nessas regiões, como o Japão, estão crescendo rapidamente, criando um efeito em espiral. A boa notícia é que os empregadores estão respondendo com a eliminação da aposentadoria forçada e buscando outras opções para aliviar essa pressão. A automação está trazendo um número incrível de oportunidades positivas para o local de trabalho, mas é importante não ignorar os que podem ser afetados de modo negativo. Não importa se isso significa priorizar o treinamento de competências pessoais para garantir uma força de trabalho preparada para o futuro ou buscar maneiras apropriadas de aproveitar o trabalho automatizado em funções e setores altamente manuais, a verdade é que essa tendência não vai desaparecer. A concorrência e a globalização continuarão fazendo com que os empregadores encontrem maneiras novas e criativas de automatizar processos, mas aqueles que buscam maneiras visionárias de remodelar a força de trabalho usando essa tecnologia terão um verdadeiro diferencial competitivo. Fontes: 1 Constine, Josh, &quot;Taste test: Burger robot startup Creator opens first restaurant,&quot; Tech Crunch, June 21, 2018, <a href="https://techcrunch.com/2018/06/21/creator-hamburger-robot/.">https://techcrunch.com/2018/06/21/creator-hamburger-robot/. 2 Demaitre, Eugene, &quot;South Korea Spends $14.8M to Replace Chinese Robotics Components,&quot; Robotics Business Review, October 20, 2015, <a href="https://www.roboticsbusinessreview.com/manufacturing/south-korea-spends-148m-to-replace-chinese-robotics-components/">https://www.roboticsbusinessreview.com/manufacturing/south-korea-spends-148m-to-replace-chinese-robotics-components/ 3 Statt, Nick, &quot;New documentary Autonomy makes the convincing case that self-driving cars will change everything,&quot; The Verge, March 13, 2019, <a href="https://www.theverge.com/2019/3/13/18262364/autonomy-film-review-self-driving-cars-malcolm-gladwell-documentary-sxsw-2019.">https://www.theverge.com/2019/3/13/18262364/autonomy-film-review-self-driving-cars-malcolm-gladwell-documentary-sxsw-2019. 4 Andone, Dakin and Moshtaghian, Artemis, &quot;A doctor in California appeared via video link to tell a patient he was going to die. The man's family is upset,&quot; CNN, March 10, 2019,<a href="https://www.cnn.com/2019/03/10/health/patient-dies-robot-doctor/index.html.">https://www.cnn.com/2019/03/10/health/patient-dies-robot-doctor/index.html. 5 Autor, David H., &quot;Why Are There Still So Many Jobs? The History and Future of Workplace Automation,&quot; MIT: Journal of Economic Perspectives, Vol. 29, Issue 3, summer 2015,<a href="https://economics.mit.edu/files/11563.">https://economics.mit.edu/files/11563. 6 Umoh, Ruth, &quot;The CEO of LinkedIn shares the No. 1 job skill American employees are lacking,&quot; CNBC, April 26, 2018,https://www.cnbc.com/2018/04/26/linkedin-ceo-the-no-1-job-skill-american-employees-lack.html.

Como navegar na nova era da automação
Carreira

Como navegar na nova era da automação

A inteligência artificial (IA, artificial intelligence) e a automação são os principais fatores mundiais em diversos setores, com oportunidades que parecem ser ilimitadas. Sua comida pode ser feita por robôs ou até mesmo seu carro pode dirigir por você — mas o que mais pode surgir?1 Essa tendência crescente tem tido grande alcance, revolucionando a maneira como determinados setores operam e mudando o modo como os empregadores contratam funcionários. Sem qualquer previsão de desaceleração, vamos explorar o que está disponível para os negócios que navegam nessa nova era. Automação das tarefas em setores importantes &nbsp; A automação do trabalho não é uma abordagem única que serve para todos. Determinados setores, firmas e empregos têm maior probabilidade de sofrer impacto do que outros. Por exemplo, há muito tempo os fabricantes usam essa abordagem e tendem a buscar oportunidades de automação sempre que possível. Vejamos o exemplo do Ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, que tem investido no desenvolvimento da automação industrial nos últimos anos e não mostra sinais de que vá parar.2&nbsp;É apenas um país, mas ele representa a direção do setor e do processo em geral — a meta é manter os custos baixos e manter a eficiência. O setor automotivo viu ganhos semelhantes no processo de fabricação, bem como na produção de veículos autônomos. Embora essa tecnologia tenha sido aos trancos e barrancos, Strategy Analytics and Intel pesquisa destaca que ela está sendo aprimorada continuamente e que em breve poderá mudar totalmente a produção automobilística.3 Embora esses setores sirvam de exemplos perfeitos do que a IA e a automação podem fazer, outros têm dificuldades com a implementação das funções principais dessa tecnologia. Hospitalidade, serviços de alimentação e saúde exemplificam esse atraso: esses setores são altamente orientados por mão de obra, o que dificulta a automação das operações. Embora existam oportunidades para incorporar a tecnologia em serviços de grande escala, nem todos os clientes desses setores estão prontos para ter seu serviço automatizado, conforme mencionado apropriadamente em uma notícia da&nbsp;CNN.4 Avaliação do impacto nas economias e nos empregos &nbsp; A ideia de que a inteligência artificial eliminará funções é um medo real dos trabalhadores. Ela reflete preocupações intensificadas anteriormente nos Estados Unidos na década de 60, com o aumento de processos automatizados e do índice de desemprego, conforme destaca o&nbsp;MIT.5&nbsp;Entretanto, Lyndon B. Johnson resumiu bem: &quot;O fato básico é que a tecnologia elimina funções, não trabalho&quot;. A diferença e o modo como os empregadores lidam com as mudanças de funções é o que fará várias empresas terem sucesso ou fracasso ao mudar para operações automatizadas. Nas economias em desenvolvimento, a automação de determinadas funções pode gerar melhores oportunidades, eliminando funções perigosas ou funções que dependem demais do trabalho físico. Embora isso possa causar algum desemprego durante a transição de curto prazo, é provável que crie oportunidades para outros empregos mais seguros e satisfatórios para essas pessoas afetadas. Tudo se resume a uma mudança nas habilidades do local de trabalho. As pesquisas mostram que as&nbsp;futuras habilidades da força de trabalho&nbsp;devem priorizar a liderança e outras competências pessoais para permanecerem relevantes e competitivas. Segundo recente pesquisa do LinkedIn as habilidades mais importantes do futuro não são codificação ou habilidades técnicas; são as competências pessoais, como comunicação e colaboração, e a força de trabalho precisará priorizá-las rapidamente à medida que aumentam as operações automatizadas.6 Como envelhecer em um mundo automatizado &nbsp; A junção de uma&nbsp;força de trabalho mais velha e de maior automação&nbsp;é uma ameaça bem real para os trabalhadores atuais. Aqueles com 30 ou 40 anos de experiência têm maior probabilidade de estar realizando tarefas que podem ser automatizadas — fato que só é mais preocupante quando analisado em nível mundial. Em determinadas regiões, como no Vietnã e na China, 69% a 76% das tarefas realizadas por trabalhadores mais velhos correm o risco de se tornarem automatizadas. Para referência, nos Estados Unidos, acredita-se que cerca de 52% das funções realizadas por funcionários mais experientes podem ser automatizadas. O que também pode ser preocupante é que as populações mais velhas de trabalhadores nessas regiões, como o Japão, estão crescendo rapidamente, criando um efeito em espiral. A boa notícia é que os empregadores estão respondendo com a&nbsp;eliminação da aposentadoria forçada&nbsp;e buscando outras opções para aliviar essa pressão. A automação está trazendo um número incrível de oportunidades positivas para o local de trabalho, mas é importante não ignorar os que podem ser afetados de modo negativo. Não importa se isso significa priorizar o treinamento de competências pessoais para garantir uma força de trabalho preparada para o futuro ou buscar maneiras apropriadas de aproveitar o trabalho automatizado em funções e setores altamente manuais, a verdade é que essa tendência não vai desaparecer. A concorrência e a globalização continuarão fazendo com que os empregadores encontrem maneiras novas e criativas de automatizar processos, mas aqueles que buscam maneiras visionárias de remodelar a força de trabalho usando essa tecnologia terão um verdadeiro diferencial competitivo. Fontes: 1 Constine, Josh, &quot;Taste test: Burger robot startup Creator opens first restaurant,&quot; Tech Crunch, June 21, 2018, https://techcrunch.com/2018/06/21/creator-hamburger-robot/. 2 Demaitre, Eugene, &quot;South Korea Spends $14.8M to Replace Chinese Robotics Components,&quot; Robotics Business Review, October 20, 2015, https://www.roboticsbusinessreview.com/manufacturing/south-korea-spends-148m-to-replace-chinese-robotics-components/ 3 Statt, Nick, &quot;New documentary Autonomy makes the convincing case that self-driving cars will change everything,&quot; The Verge, March 13, 2019, https://www.theverge.com/2019/3/13/18262364/autonomy-film-review-self-driving-cars-malcolm-gladwell-documentary-sxsw-2019. 4 Andone, Dakin and Moshtaghian, Artemis, &quot;A doctor in California appeared via video link to tell a patient he was going to die. The man's family is upset,&quot; CNN, March 10, 2019,https://www.cnn.com/2019/03/10/health/patient-dies-robot-doctor/index.html. 5 Autor, David H., &quot;Why Are There Still So Many Jobs? The History and Future of Workplace Automation,&quot; MIT: Journal of Economic Perspectives, Vol. 29, Issue 3, summer 2015,https://economics.mit.edu/files/11563. 6 Umoh, Ruth, &quot;The CEO of LinkedIn shares the No. 1 job skill American employees are lacking,&quot; CNBC, April 26, 2018,https://www.cnbc.com/2018/04/26/linkedin-ceo-the-no-1-job-skill-american-employees-lack.html.

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