Gareth Anderson

Gareth Anderson

Equity Manager Research, Mercer Investments

Gareth é um pesquisador da equipe de Manager Research, uma unidade dentro do negócio de investimentos da Mercer. Baseado em Londres, ele é especialista em pesquisa de mercados emergentes e estratégias de equidade global.

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Futuros Retornos: Analisando o Mercado de Ações A da China Como Uma Classe de Ativos

O tamanho e a escala do mercado doméstico da China se tornaram uma das maiores conquistas econômicas da nação. Desde a explosão da classe média até o amplo impacto da transformação digital em toda a população e indústrias, a China - e a economia global - estão entrando em uma nova era de oportunidades de investimento. Há dinheiro a ser feito através do investimento na China, mas a abertura dos ativos domésticos altamente regulados do país para investidores estrangeiros implica em uma curva de aprendizado em ambos os lados. Perspectiva: China x Economias em Crescimento O relatório da  Mercer A inclusão de Ações A da China nos Índices MSCI: Implicações para Gerentes de Ativos e Investidores, explica porque a abertura do mercado interno da China à economia global criou uma onda de entusiasmo em toda a comunidade e mercado de investimento internacional. Esse entusiasmo está sendo cuidadosamente gerenciado pela estratégia medida que a China e o MSCI estão implementando enquanto estabelecendo uma estrutura para futuro crescimento. A fase inicial pesou apenas 226 ações a meros 5% de seu valor de mercado, demonstrando que essa nova era será definida por uma mentalidade incremental e de longo prazo. Essa abordagem cautelosa pode ser uma boa notícia para as economias em crescimento concorrentes na região. Apesar do lançamento conservador das ações A chinesas (ativos domésticos) no mercado internacional, a inclusão no Índice MSCI afetará profundamente o cenário econômico global, especialmente no que diz respeito à influência das economias emergentes. Veja, por exemplo, como será o Índice MSCI com a inclusão de 5% das ações A chinesas e, depois, com 100% de inclusão. Economias em crescimento como Índia, Taiwan e Coréia do Sul podem ser impactadas negativamente pela inclusão da China doméstica em índices globais, especialmente se os investidores mudarem seu foco dos mercados em crescimento para novas oportunidades em ações A chinesas.   (Fonte: MSCI) A mudança está inerentemente repleta de avanços, obstáculos e ansiedade do desconhecido. Embora ninguém possa prever o futuro com 100 por cento de precisão, vamos examinar as oportunidades e os desafios do novo status da China na economia global e o que isso significa para os investidores em ações. Oportunidades da Inclusão no MSCI: 1.     Tamanho do mercado: O mercado doméstico chinês é grande, compreendendo mais de 3.000 ações e é o mais líquido do mundo. Desde o início de 2017, as Bolsas de Valores de Xangai e Shenzhen registraram um maior volume diário de negociação agregado do que as Bolsas de Valores de Nova York e NASDAQ juntas.  2.     Diversidade: O mercado doméstico chinês envolve um corte transversal de empresas que representam um grande número de indústrias, e é muito mais diversificado no nível do setor do que as ações da China listadas na Bolsa de Valores de Hong Kong (que é altamente concentrada em TI e finanças). 3.     Exclusividade: Historicamente, o mercado de ações A da China mostrou uma baixa correlação com outros mercados de ações, marcando uma era de oportunidades novas e inexploradas para criar valor. 4.     Propriedade Estrangeira Limitada: Com os investidores de varejo chineses internos compreendendo mais de 75% do teto de mercado de free-float - o número de ações em circulação disponíveis para o público em geral - há uma falta de proprietários institucionais informados no mercado. A natureza sem precedentes da situação pode criar ineficiências, mas também produzir um ambiente que pode ser propício para investidores dispostos a explorar novas oportunidades. Desafios da Inclusão no MSCI: 1.     Volatilidade: Embora o mercado seja grande e líquido, ele é volátil e passou por períodos em que a liquidez diminuiu drasticamente em curtos períodos de tempo. No entanto, a China tomou medidas para mitigar a volatilidade, incluindo a formação de uma "equipe nacional" para ajudar a estabilizar o mercado através da compra de ações A em tempos de estresse do mercado. 2.     Concentração: Existe uma preocupação em relação à composição dos benchmarks quando as ações A da China estiverem incluídas nos índices em seu peso total. Os benchmarks globais de mercados emergentes são relativamente diversificados no momento, mas serão cada vez mais dominados pela China após a inclusão total do mercado de ações A da China. No entanto, para resolver esse problema, muitas organizações inovadoras estão recrutando analistas e gerentes de portfólio experientes na região - ou estão desenvolvendo soluções internas/híbridas para explorar investimentos autônomos e outras estratégias. 3.     Incerteza Global: As tensões comerciais entre os EUA e a China e outras preocupações geopolíticas fizeram com que alguns investidores ficassem resistentes às oportunidades no mercado doméstico da China. À medida que os mercados buscam a estabilidade sobre o caos, um futuro desconhecido e as realidades e mecanismos de investimentos emergentes farão com que algumas organizações optem por ficar à margem. Isso, no entanto, significa mais oportunidades potenciais para os investidores com as carteiras e tolerância ao risco para explorar novas oportunidades. Para saber mais sobre como a inclusão das ações A da China nos Índices MSCI afetará o mercado global e criará novas oportunidades de investimento para sua organização, visite Mercer Wealth and Investments (ou Mercer Wealth and Investments – China).

Futuros Retornos: Analisando o Mercado de Ações A da China Como Uma Classe de Ativos
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Inclusão no MSCI Oferece Credibilidade Global às Ações A da China

A globalização da economia mundial está dando um passo gigantesco à frente. O MSCI está abrindo as portas para o segundo maior mercado de ações do mundo - a China. Esse desenvolvimento criará oportunidades e desafios sem precedentes, uma vez que a China e a comunidade internacional de investimentos cultivam essa nova e notável relação. A bolsa de valores chinesa doméstica (Xangai e Shenzhen) oferece aos investidores institucionais globais e fundos especulativos (hedge funds), caminhos anteriormente inexplorados para criar valor e gerar lucros. O Caminho Para a Credibilidade Global   O crescente destaque da China no mercado global ressalta a evolução de políticas de longa data e percepções cautelosas em relação ao papel de investidores externos. O relatório da Mercer The Inclusion of China A-Shares In MSCI Indices: Implications for Asset Managers and Investors (A Inclusão de Ações A da China nos Índices MSCI: Implicações para Gerentes de Ativos e Investidores) narra a jornada que a China e a comunidade internacional de investimentos fizeram juntas para alcançar esse acordo histórico e o que esperar de uma nova era de crescimento e colaboração. Antes do avanço do MSCI, os principais mecanismos que permitiam a entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico da China foram os programas Investidor Institucional Estrangeiro Qualificado (Qualified Foreign Institutional Investor - QFII) e Investidor Institucional Qualificado Renminbi (Renminbi Qualified Institutional Investor - RQFII) - ambos fortemente regulamentados por regras e regulamentos que limitavam os tipos e tamanhos de organizações autorizados a solicitar uma cota e sua capacidade de repatriar o capital. As autoridades chinesas, no entanto, fizeram da abertura do mercado acionário do continente uma prioridade fundamental. A execução dessa estratégia inovadora, contudo, exigiu uma abordagem disciplinada e calculada para implementar a mudança. A China começou criando mecanismos para acomodar investidores estrangeiros. Em dezembro de 2016, foi lançado o programa Shenzhen-Hong Kong Stock Connect, proporcionando aos investidores estrangeiros acesso a empresas listadas na Bolsa de Valores de Shenzhen. Essa iniciativa inovadora abriu o caminho para a influência e participação global, com a China e a comunidade internacional de investimentos trabalhando juntas. O Poder da Paciência e do Compromisso A inclusão no Índice MSCI começou com a construção de confiança e boa vontade por meio de interesses e compromissos compartilhados por ambos os lados. Os programas Xangai/Shenzhen-Hong Kong Stock Connect - juntos conhecidos como “Stock Connect” - proporcionaram uma cota adicional para investidores estrangeiros e afrouxaram as restrições onerosas. A flexibilização dos limites diários de negociação, o progresso contínuo nas suspensões comerciais e a flexibilização da regulamentação - além da criação de novos veículos de investimento indexados - levaram à aceitação pelo MSCI. A China demonstrou sua disposição de trabalhar em colaboração com o MSCI e a comunidade global de investimentos. Em troca, o MSCI fez várias concessões para facilitar a inclusão do mercado de ações A da China. Ao invés de abrandar o processo, o MSCI ofereceu uma abordagem mais agressiva e simplificada para a inclusão. A estratégia enxuta, porém eficiente, do MSCI limita as classificações de ações e países e permite apenas aos investidores internacionais uma exposição predeterminada em um mercado específico. Esses desenvolvimentos são apenas os primeiros passos para uma longa jornada. O acordo também serve como um símbolo poderoso para um futuro promissor de crescimento e prosperidade mútua. O peso das ações A da China nos amplos índices de mercado terá que aumentar ao longo do tempo. Em talvez 5-10 anos, as ações A chinesas podem evoluir da inclusão parcial para a plena, assim como os mercados taiwanês e sul-coreano fizeram a partir da década de 1990. O Caminho a Seguir para os Investidores O MSCI reconhece a volatilidade endêmica de entrar em uma economia tão massiva e complexa. Gerenciar expectativas é fundamental para o avanço da iniciativa. A primeira fase pesou apenas 226 ações a 2,5% de seu valor de mercado, e a próxima fase aumentou o número de ações em 10 e acrescentou 2,5% - num total de 5% da capitalização de mercado.1 O MSCI está claramente adotando uma abordagem moderada para promover o crescimento e a inclusão. Embora o mercado de ações A da China tenha vários recursos atraentes, para investidores com carteiras de ações relativamente pequenas ou simples seria bastante razoável adotar uma abordagem de esperar para ver o surgimento da China. Outros investidores podem optar por ser mais proativos. Investidores com uma parte significativa de seu patrimônio investido em ações de mercados emergentes, e que buscam evoluir sua carteira ao longo do tempo, devem considerar como podem incorporar a oportunidade chinesa em expansão dentro de sua alocação mais ampla de ações. Uma alocação independente permite uma ponderação mais alta (do que as alocações ditadas pelo benchmark), com uma exposição mais ampla e profunda ao potencial de retorno e de diversificação do mercado. No entanto, os investidores devem abordar simultaneamente importantes riscos e questões de governança, considerando especialmente a natureza inédita desse cenário em desenvolvimento. Para saber mais sobre como a inclusão das ações A da China nos Índice MSCI afetará o mercado global e criará novas oportunidades de investimento para sua organização, visite Mercer Wealth and Investments (ou Mercer Wealth and Investments – China).   1Pisani, Bob. “Here's Why You Will Own More China Stocks in the near Future.” CNBC, CNBC, 31 Ago. 2018, www.cnbc.com/2018/08/31/msci-adds-more-mainland-china-stocks-a-shares-to-its-indexes.html.

Inclusão no MSCI Oferece Credibilidade Global às Ações A da China

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