Saúde

Nos últimos anos, a China surgiu como uma potência em um mundo cada vez mais digitalizado e orientado pelo comércio eletrônico. Sua economia digital representava 38,2% do crescimento de seu PIB no primeiro semestre de 2018,1 e ela também é sede de 9 das 20 maiores empresas de internet do mundo, incluindo o mecanismo de busca Baidu, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e o provedor de serviços de internet Tencent.2 Na realidade, o sucesso da China pode servir de lição para as empresas e economias em todo o mundo que estão tentando manter sua relevância e um diferencial competitivo. Iniciativas de políticas ajudam a promover a digitalização   Um fator por trás do sucesso da China é o enfoque do governo em mudar para uma economia digital. Em 2015, o Conselho de Estado da China, o mais alto órgão de administração estatal, emitiu um relatório chamado "Made in China 2025". O documento descreve sua estratégia para transformar a base de fabricação da China usando a inovação digital. Entre as metas estratégicas estão aumentar amplamente a digitalização e "informatização" da fabricação. Por exemplo, na categoria de integração de TI e industrialização, o relatório lista a meta de aumentar a penetração da banda larga de 37% em 2013 para 82% até 2025.4 Com isso, as iniciativas descritas também causaram preocupações entre os estrategistas políticos do mundo todo.5 Alguns temem que uma política industrial conduzida pelo governo incluirá ajuda financeira a empresas chinesas, criando um cenário global desigual. Alguns também se preocupam com os investimentos da China em empresas estrangeiras de tecnologia. Ao mesmo tempo, as metas e estratégias descritas no relatório indicam que a liderança da China pretende se concentrar em garantir que o país esteja preparado para um mundo cada vez mais digital. Investimentos colocam o futuro digital em foco   Com esse intuito, catapultaram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento feitos por empresas, institutos de pesquisa e governo da China. Desde 2000, eles pularam de cerca de US$ 40 bilhões para US$ 443 bilhões, um pouco menos que os US$ 484 bilhões investidos dentro dos Estados Unidos, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.6 A China também está trabalhando para minimizar qualquer linha divisória digital entre os cidadãos de cidades grandes e de áreas mais remotas. Diversas províncias desenvolveram planos de digitalização de suas economias. Um exemplo é a província de Guizhou, que planeja ampliar sua economia digital em 20% ao ano.7 O Fórum Econômico Mundial também explica que, nos locais conhecidos como aldeias Taobao, pelo menos 10% das casas operam lojas on-line para o Taobao, o local de compras da gigante do comércio eletrônico Alibaba. Em uma aldeia assim, a receita gerada com o comércio eletrônico é de pelo menos US$ 1,6 milhão e há mais de 1.000 dessas aldeias pontilhando a paisagem rural chinesa.8 Juntamente com o investimento financeiro, as políticas que permitem que as empresas de tecnologia tenham sucesso são essenciais para a transformação digital e o sucesso da economia em um mundo de comércio eletrônico. Isso inclui um modelo educacional que ajuda os alunos a desenvolverem habilidades de pensamento crítico e solução de problemas, bem como conhecimento digital. Além disso, o ensino não deve parar depois que os alunos se formam. Pelo contrário, ele precisa continuar com programas de treinamento que ajudam aqueles que estão empregados a se manterem atualizados com o avanço da tecnologia. Mercados de capital robusto, forte proteção da propriedade intelectual e mecanismos para evitar e detectar a corrupção são requisitos adicionais para um setor tecnológico forte e inovador. A colaboração entre os setores privados e públicos, tais como programas que fomentam novos negócios, também contribui para um ambiente digital próspero. Comece com os funcionários para criar uma força de trabalho digital   As empresas, assim como os governos, podem se preparar para um ambiente digital em expansão e permanecer relevantes e competitivas. Por incrível que pareça, faz sentido concentrar-se primeiro na força de trabalho e depois na tecnologia. Os funcionários podem construir ou destruir até mesmo as soluções tecnológicas mais avançadas. Três requisitos para uma cultura de trabalho inovadora: 1.  Meios: referem-se às ferramentas e autoridade que os funcionários precisam para conceber uma ideia, montar a equipe certa, criar o caso de negócio e desenvolver e testá-lo. 2. Motivação: as organizações oferecem motivação incentivando os funcionários a pensarem além da sua função imediata e até mesmo a correrem riscos em uma estrutura predefinida. Elas também permitem que eles participem, talvez com um bônus, em qualquer resultado financeiro positivo oriundo do seu trabalho. 3. Oportunidade: os funcionários precisam de tempo, ferramentas e espaço para exercício mental e inovação. A agilidade também é essencial para um local de trabalho digital inovador. Os funcionários devem se sentir confiantes para colaborar com colegas entre funções e para compartilhar ideias sem receber críticas indevidas. Um orçamento substancial para treinamento também garantirá que os funcionários aprendam as habilidades necessárias para contribuir com o sucesso contínuo de sua empresa. Invista em tecnologia para manter o ritmo com a inovação   É claro que a tecnologia exerce um papel vital no sucesso digital. As restrições, como recursos de rede inadequados e aplicativos antigos que não se integram a novos sistemas, tiveram impacto nas atividades de transformação digital em 75% das marcas, segundo uma pesquisa da empresa de serviços de fabricação Jabil. Por sorte, 99% estão investindo em novas tecnologias para substituir plataformas ultrapassadas que atrapalham as operações.9 A ascensão da China como uma potência digital é resultado do planejamento, investimento e trabalho — e tanto as empresas quanto os países podem aprender com seus esforços digitais e casos de sucesso de comércio eletrônico. Fontes: 1 Academia China de Tecnología de la Información y las Comunicaciones, dependiente del Ministerio de Industria y Tecnología de la Información, Xinhua News, 23 de diciembre de 2018, http://www.xinhuanet.com/english/2018-12/23/c_137693489.htm. 2 Von Heimburg, Fabian, "Here are 3 lessons Europe can learn from China's flourishing start-ups," ("Aquí hay tres lecciones que Europa puede aprender de las florecientes empresas emergentes,") Foro Económico Mundial, 15 de septiembre de 2018, https://www.weforum.org/agenda/2018/09/3-lessons-europe-can-learn-from-china-flourishing-start-up-ecosystem/. 3World Payments Report 2018" ("Informe Mundial de Pagos 2018"),  Capgemini y BNP Paribas Services, https://worldpaymentsreport.com/non-cash-payments-volume 4 Consejo de Estado de la República Popular China, "Made in China 2025" ("Hecho en China 2025") IoT One, 7 de julio de 2015, http://www.cittadellascienza.it/cina/wp-content/uploads/2017/02/IoT-ONE-Made-in-China-2025.pdf. 5 Morrison, Wayne M., "The Made in China 2025 Initiative: Economic Implications for the United States," ("Iniciativa Made in China 2025: Implicaciones económicas para los Estados Unidos"), Servicio de Investigación del Congreso de los E.U.A., 29 de agosto de 2018, https://fas.org/sgp/crs/row/IF10964.pdf. 6Gross domestic spending on R&D" ("Gasto interno bruto en I+D",  Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos​ (OCDE), consultado el 1 de abril de 2019, https://data.oecd.org/rd/gross-domestic-spending-on-r-d.htm. 7Academia China de Tecnología de la Información y las Comunicaciones, dependiente del Ministerio de Industria y Tecnología de la Información, "China's digital economy surges 18.9 %, drives growth" ("La economía digital de China aumenta un 18,9 % e impulsa el crecimiento") China Daily, 20 de julio de 2017, http://www.chinadaily.com.cn/business/2017-07/20/content_30179729.htm. 8Wenway, Winston Ma, "China's mobile economy, explained" ("La economía móvil de China explicada") Foro Económico Mundial, 26 de junio de 2017, https://www.weforum.org/agenda/2017/06/china-mobile-economy-explained. 9Digital Transformation Strategies: How are They Changing?" ("Estrategias de transformación digital: ¿Cómo están cambiando?") Jabil, https://www.jabil.com/insights/blog-main/how-are-digital-transformation-strategies-changing.html.

Jackson Kam | 05 set 2019
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Inovação

A próxima crise financeira mundial está prestes a surgir? Se sim, será que ela será muito diferente da última crise? E existe a possibilidade de o contágio vir dos atuais mercados emergentes, como China, Turquia ou Argentina? Embora o futuro seja incerto e fora de controle, você pode dar passos calculados como um líder executivo para se preparar agora para o que pode vir adiante. As economias de mercados emergentes estão em ascensão   A força das economias de mercado emergentes foi uma das várias preocupações importantes dos líderes em 2018, segundo o estudo Mercer Global Talent Trends e continua sendo uma preocupação atualmente. Enquanto a Ásia, América Latina e África assumem o lugar das economias centradas no Atlântico Norte como os mecanismos mundiais de crescimento, a economia mundial vem sofrendo impactos cada vez maiores devido à sua força crescente. Ardavan Mobasheri, diretor-executivo e diretor de investimentos na ACIMA Private Wealth, acredita que o bastão da liderança mundial será totalmente passado para as economias de crescimento mais rápido até 2030. Ele diz: "É provável que a transição seja concluída até o final de 2030, com as âncoras do crescimento econômico mundial localizadas no Pacífico e no hemisfério sul". Porém, à medida que o mundo se adapta à força cada vez maior das economias de mercado emergentes, ele também deve se adaptar aos "quebra-molas" inevitáveis dessas economias. Os "quebra-molas" estão começando a se formar mundialmente   Os ativos dos mercados emergentes estão agora recuando em face dos ventos contrários em suas regiões geográficas, tais como a desaceleração da produção, aumento da dívida, índices de inflação mais altos e quedas nas moedas.1 "O contágio nos mercados emergentes acontece por meio de diferentes canais e tende a ser maior em períodos de aperto monetário em mercados desenvolvidos", afirma Pablo Goldberg, estrategista sênior de renda fixa na BlackRock, para a CNBC.2 "A liquidez é um problema. Os investidores vendem o que conseguem". Desmond Lachman, membro do American Enterprise Institute (Instituto de Empresas Americanas) e ex-diretor suplente do Departamento de Análise e Desenvolvimento de Políticas do Fundo Monetário Internacional, escreveu em um artigo que os economistas e estrategistas políticos americanos estão ignorando os riscos impostos pelas economias emergentes por sua conta e risco. "Eles não conseguem ver que os anos de alta expansão no balanço geral do Fed e as taxas de juros zero criaram as condições mais facilitadoras possíveis de empréstimo para os mercados emergentes", relata Lachman. "Fazendo isso, eles acabaram com a disciplina das políticas econômicas dessas economias e permitiram que se desenvolvessem grandes desequilíbrios econômicos, principalmente nas finanças públicas". Agora que há mais capital voltando para os ativos americanos considerados mais seguros do que os dos mercados emergentes, começam a ser vistas as fortes vulnerabilidades econômicas acumuladas nas economias de mercados emergentes durante os anos do dinheiro "fácil". Se ignoradas, é provável que essas vulnerabilidades continuem crescendo e se espalhando mundialmente, aumentando ainda mais suas implicações nos próximos anos. Os líderes executivos podem se adaptar — veja como   Para se preparar melhor para um futuro financeiro incerto e evitar essas amplas repercussões, primeiro é melhor você observar as consequências da última crise financeira, ela pode lhe ensinar algumas lições importantes sobre como funcionam a economia e o sistema financeiro mundial. Por exemplo, segundo o relatório da Mercer "10 anos após a crise financeira mundial: 10 lições para aprender", uma das lições mais importantes de 2009 mostra que as políticas dos estrategistas políticos americanos, os recordes de queda nas taxas de juros das políticas, a ampla liquidez injetada no sistema bancário e o considerável alívio gerado produziram resultados inesperados em todo o mundo. Embora as políticas monetárias não tenham sido inflacionárias em termos de preços ao consumidor, elas foram inflacionárias em termos de preços de ativos. Agora as taxas políticas estão aumentando em algumas economias, mas as consequências completas do resultado da última crise em todas as economias mundiais ainda são desconhecidas, até mesmo hoje. Com isso em mente, como líder executivo, você pode seguir estes três passos para se preparar para a próxima crise: 1.  Não abandone a diversificação, amplamente conhecida como "a única refeição grátis no investimento". 2.  Seja dinâmico e esteja preparado para deixar os ativos com altas recordes se eles se tonarem indesejados uma vez que os investidores perceberem que suas valorizações podem não ser baseadas em fundamentos sólidos, como o aumento subjacente nos lucros. 3.  Não abandone o gerenciamento ativo, pois as condições mudarão inevitavelmente.   Ao seguir esses três passos simples você terá agilidade e flexibilidade suficientes para se adaptar a qualquer situação, até mesmo uma crise financeira. À medida que os mercados enfrentarem várias metamorfoses, lembre-se dessas lições e tenha em mente essas dicas para preparar sua organização para qualquer crise iminente. Fontes: 1. Teso, Yumi e Oyamada, Aline, "Emerging Markets Retreat Amid Global Growth Concerns: EM Review", Bloomberg, 15 de fevereiro de 2019, https://www.bloomberg.com/news/articles/2019-02-15/emerging-market-rally-abate-as-trade-concern-returns-em-review./ 2. Osterland, Andrew, "Emerging markets, despite strengths, still get no respect", CNBC, 1 de outubro de 2018, https://www.cnbc.com/2018/10/01/emerging-markets-despite-strengths-still-get-no-respect.html. 3. Lachman, Desmond, "We ignore risks posed by emerging economies at our own peril", American Enterprise Institute, 17 de setembro de 2018, http://www.aei.org/publication/we-ignore-risks-posed-by-emerging-economies-at-our-own-peril/.

Jackson Kam | 11 jul 2019
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Investimentos

É da natureza humana discordar. De como fazer o dumpling perfeito para qual sistema de governo funciona melhor, as pessoas sempre perceberam o mundo (e dumplings) de maneiras diferentes. Nossa propensão a discordar faz da Iniciativa da Grande Área da Baía da China (GAB) uma maravilha da colaboração humana. A Iniciativa GAB é um plano ambicioso para conectar 11 municípios abrangendo a província de Guangdong, Hong Kong e Macau - e alinhar seus interesses financeiros, culturais, geográficos e governamentais. Umdesafio assustador, mas imensamente excitante, de fato. Background: Da Grande Ideia à Realidade Moderna Em um relatório do governo de 2017 divulgado pelo premier Li Keqiang, a China anunciou oficialmente suas intenções de avançar com os planos de desenvolver a GAB - que, antes disso, eram apenas teóricos. A ideia foi introduzida pela primeira vez no estudo de 2011, “O Plano de Ação para a Área da Baía do Estuário do Rio das Pérolas”. Essa diretriz de Pequim levou o plano ao centro das atenções internacionais, delineando a estratégia de “aglomeração da cidade” que alavanca os distintos ativos financeiros, culturais e econômicos dos 11 municípios participantes.1 No entanto, embora a região possa estar geograficamente próxima, as sociedades participantes são notavelmente diferentes. Por exemplo, diferenças em instrumentos e políticas regulatórias, práticas comerciais e estruturas tributárias, e perspectivas e prioridades culturais apresentam desafios para a criação de um alinhamento contínuo e simplificado de recursos e capacidades. A chave para o sucesso da GAB é o fluxo livre de tudo, desde talento e informação a capital e recursos. Progresso significativo já foi feito. A China construiu a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, com 55 quilômetros de extensão, e expandiu a rede ferroviária de alta velocidade para Hong Kong. Essa infraestrutura representa apenas parte de uma iniciativa abrangente para facilitar o fluxo livre e a troca de ideias, capital e recursos.   (Source: Research Gate_W Martin de Jong)   Alinhando Diferenças Culturais e Econômicas Convencer cada um dos 11 municípios da GAB a perseguir os objetivos comerciais regionais, enquanto prioriza o bem-estar do grupo coletivo, exigirá uma governança experiente e diplomática. Haverá obstáculos para alinhar as complexidades legais, econômicas, técnicas, de força de trabalho e geográficas da iniciativa.2 As empresas na região da GAB devem estar abertas ao pensamento inovador. Líderes e formuladores de políticas devem explorar uma variedade de estratégias e modelos de negócios, desde joint ventures e parcerias estratégicas até fusões e aquisições. Cada região deve abraçar essas questões com foco no sucessoa longo prazo. O escopo de cooperação e transparência exigido pela GAB é enorme. A estrutura abrangente garante que haverá mecanismos adequados para solucionar disputas em tudo, desde legalidades de imigração da força de trabalho e políticas ambientais até padrões operacionais e de referência de desenvolvimento de projetos. No entanto, hoje, esse relacionamento complexo é em grande parte teórico, pois muitas empresas de toda a região da GAB continuam navegando em diferenças culturais, regulatórias e operacionais. Levará tempo para integrar os principais processos que afetam diretamente os talentos internacionais. Por exemplo, às vezes, os funcionários do Continente que trabalham em Hong Kong estão presos em Shenzhen ou Guangzhou durante dias ou mesmo semanas, à espera de extensões de visto. Exemplos como esses demonstram o papel que o capital humano desempenha no sucesso da Iniciativa GAB. Em última análise, será fundamental descobrir como gerenciar o capital humano através das fronteiras e culturas. Para lidar com essas realidades, muitas empresas multinacionais estão cada vez mais contratando graduados do continente que estudaram nas universidades de Hong Kong. Esses graduados estão familiarizados com as culturas em ambos os mercados, tornando-os adequados para trabalhar em tarefas relacionadas à GAB. Além disso, muitas empresas estão trabalhando ativamente para gerenciar a interrupção causada por políticas entrincheiradas, mas díspares: diferenças de salários, regimes fiscais, benefícios médicos e a qualidade da educação disponível para os empregados e suas famílias. Uma distribuição justa de salários e oportunidades é essencial para garantir a livre circulação de talentos na região GAB. Alavancando o Poder do Compromisso Talvez a conquista política mais impressionante que contribuiu para o desenvolvimento da GAB foi a resolução das disputas territoriais entre Hong Kong e Shenzhen sobre o Lok Mau Chau Loop.3 Essa faixa de território, tanto geográfica como simbolicamente, separou as pessoas e ideais de Hong Kong influenciado pelo ocidente dos interesses e cultura de Shenzhen centrados em Pequim . O aspecto mais pungente desse acordo é a demonstração de uma verdadeira disposição de ambas as partes em se comprometer para promover seus interesses. O continente chinês, afinal, oferece acesso a Hong Kong a um dos mercados mais lucrativos do mundo. Para Shenzhen, Hong Kong é a porta de entrada para a economia global. Esse acordo serve como uma prova de conceito para toda a iniciativa - encontrar maneiras criativas de trabalhar em conjunto para navegar pelas diferenças culturais e prioridades comerciais aparentemente divergentes. Juntas, a China Continental, Hong Kong e Macau podem criar um centro geográfico revolucionário de inovação tecnológica, influência financeira e comércio internacional. As apostas são altas e o mundo inteiro está assistindo. A GAB, após ter ultrapassado a região da Baía de São Francisco, ocupa o segundo lugar em termos de PIB global para as regiões da baía, atrás apenas da Baía de Tóquio. De fato, com um PIB atual de US $ 13 trilhões e uma população de 70 milhões, a região da GAB representa 12% da economia total da China.4 Com sistemas políticos, financeiros e institucionais muito diferentes, a infraestrutura das pessoas será fundamental para o crescimento sustentável equitativo para a região coletiva. A efetiva polinização cruzada requer insights de ponta de especialistas em gestão de capital humano, líderes empresariais sérios e formuladores de políticas governamentais. Para aqueles de nós com experiência na região, essa iniciativa oferece oportunidades inovadoras para construir parcerias e negociar colaborações inigualáveis no sul da China. É tudo sobre compromisso, exceto quando se trata de dumplings; dumplings de verdade têm 18 pregas. Basta perguntar à sua mãe.   1News Analysis: New Opportunities For Hong Kong in Emerging ... www.xinhuanet.com/english/2017-03/11/c_136121179.htm 2China's Greater Bay Area Puts Hong Kong in the Lead As Super Connector To the World https://www.dorsey.com/newsresources/publications/client-alerts/2018/02/chinas-greater-bay-area-puts-hong-kong-in-the-lead 3Hong Kong’s Startup Scene: the Future Of Mainland–hong ... www.china-briefing.com/news/2017/08/08/hong-kongs-startup-scene... 4 China Is Building 19 'supercity Clusters' Andrew Sheng-Xiao Geng- Fung Global Institute- University of Hong Kong - https://www.weforum.org/agenda/2018/09/how-cities-are-saving-china

Jackson Kam | 27 dez 2018
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Carreira

Nos dias de hoje, as empresas precisam reconhecer a importância das economias de mercados emergentes e as oportunidades que existem. O Morgan Stanley Capital International (MSCI), um provedor de pesquisas independente, atualiza regularmente um índice de mercados emergentes. Dos 23 países listados no índice MSCI de mercados emergentes, sete estão na Ásia. São eles: China, Índia, Indonésia, Malásia, as Filipinas, Coreia do Sul e Tailândia. Assim sendo, há duas prioridades para os líderes: desenvolver oportunidades de negócios e localizar estratégias de talentos nesses mercados.  Há uma razão para priorizar o foco em talentos: atualmente, o que cria o valor das organizações são as pessoas. A quarta Revolução Industrial se baseia em ideias e potencializa a tecnologia para automatizar ainda mais os processos. Ser competitivo no mercado atual não se trata mais de produção em massa ou aproveitamento de energia.  Um estudo recente da Mercer, Thriving
in the Age of Disruption, concluiu que organizações prósperas estão sempre se reinventando, são ágeis e resistentes e impactam positivamente na sociedade. Elas também tratam os talentos como ativos onde se deve investir, “não simplesmente [como] um custo do negócio”.  A capacidade de uma empresa de se reinventar é essencial para a mesma prosperar no futuro do trabalho. Na verdade, de acordo com o Talent Trends 2017, a reformulação organizacional é prioridade para executivos. Noventa e seis porcento dos executivos estão planejando uma reformulação nos próximos dois anos.  Outra maneira de ser uma empresa que demonstra valorizar seus talentos é ouvir o que os funcionários desejam. Hoje, os funcionários têm mais opções do que antes, especialmente em mercados emergentes.  Trabalhar em um mercado emergente significa, muitas vezes, incerteza e mudança rápida. Seja uma mudança no mercado, a opção de trabalhar remotamente ou a troca frequente de empregos em busca de uma melhor oportunidade, uma maneira de reter talentos em risco é perguntar o que valorizam. Em seguida, agir de acordo com os comentários.  Por exemplo, muitos dos funcionários atualmente buscam flexibilidade. De acordo com o Global Talent Trends Study, mais da metade dos funcionários quer que a empresa onde trabalham ofereça opções mais flexíveis de trabalho. Se seus funcionários fazem este mesmo comentário e você ajusta a política da empresa, eles vão se sentir valorizados.  Se os principais tomadores de decisões ainda questionarem a importância dessa medida, lembre-os de que o que os funcionários desejam importa. Em um estudo recente da Mercer, Thriving in the Age of Disruption, os autores explicam que “pessoas talentosas são atraídas para as organizações que continuamente atualizam seus sistemas e processos, bem como suas iniciativas estratégicas, a fim de satisfazer os clientes e superar os concorrentes. Grandes empresas sabem que, sendo ágeis, podem permanecer ativas por muitos anos”.  Além de demonstrar confiança ao incorporar os comentários dos funcionários, o estudo Thriving in the Age of Disruption também mostra que os quatro componentes de uma estratégia de pessoas eficaz são: orientação para o futuro, orientação por dados, integração e centralização nas pessoas.  Como  Aplicar essa Estratégia em Mercados Emergentes  Em um mercado emergente, é essencial abordar tanto a estratégia de negócios como a de pessoas. A estratégia de pessoas pode potencializar as conclusões do estudo da Mercer, que inclui conselhos sobre como incorporar os quatro componentes em uma estratégia de pessoas eficaz. São eles:  Orientação para o futuro. De que forma os funcionários locais podem adicionar valor ao hoje ao mesmo tempo em que planejam o amanhã? A orientação para     o futuro reflete a evolução da cultura empresarial e de trabalho.  Orientação por dados. Após refletir sobre sua atual reserva de talentos, onde há lacunas de habilidades? O que você pode criar, e o que precisa comprar ou pedir emprestado? Incorporar dados na tomada de decisões sobre a estratégia assegura que se considerem os insights sobre as atuais necessidades da mão de obra da empresa.  Integração. Ao mesmo tempo em que é consciente e sensível aos hábitos locais, de que forma você pode garantir que o desenvolvimento de talentos também seja universal e abrangente? Trabalhe no sentido de ter um plano que reúna o talento e os programas de RH da empresa. Tenha como objetivo a eliminação da compartimentação.  Centralização nas pessoas. O que você precisa saber sobre os hábitos locais? Como você se certifica de que o trabalho é significativo no contexto local? Formate o trabalho de modo que este seja mais gratificante e recompensador para as pessoas.  O relatório Thriving in the Age of Disruption também observa que as organizações prósperas “analisam e refletem sistemicamente sobre como podem estar expostas a riscos relacionados a talentos, não apenas para medir e abordar questões relacionadas à equipe, mas também para entender quais práticas ou intervenções específicas incentivam os funcionários a se engajar de forma autêntica no trabalho”. Uma estratégia de pessoas orientada para o futuro também precisa incluir um plano de contingência para mercados emergentes. É provável que a rotatividade seja mais elevada, especialmente para talentos com habilidades especializadas.  Um exemplo de uma empresa com uma estratégia de pessoas orientada para o futuro é a DBS, conhecida em toda a região asiática por seus produtos inovadores e pelo foco em capital humano. Em um esforço em se manter ágil e orientada por dados, a DBS refere- se à empresa como uma startup de 22.000, em que “os funcionários da DBS trabalham com parceiros do setor e com startups para desenvolver mentalidades inovadoras 1.”  A DBS reconhece que as pessoas talentosas procuram por organizações de ritmo acelerado e oportunidades de aprendizagem contínua. Especialmente porque os produtos são cada vez mais baseados em ideias, ao invés de produção, os empregadores precisam engajar os funcionários de forma eficaz.  A UOB é outra organização orientada para o futuro. Ao potencializar o interesse e a criatividade dos funcionários por meio do 2020 Ideas Contest, os funcionários são incentivados a inventar soluções inovadoras para o setor bancário. A competição também garante que os funcionários estejam preparados para tecnologias digitais e sejam competitivos no futuro do trabalho. Alguns chegam até mesmo a ingressar na The FinLab, uma incubadora que dá suporte em tempo integral e financia os funcionários por três meses.  As incubadoras tornaram-se comuns em organizações inovadoras. A Shape the Future, da Tata Communications, incuba atualmente três ideias internas, e no ano passado estreou publicamente o mais recente sucesso de incubação interna. Cada um desses exemplos mostra o retorno do investimento nos talentos. É disso que se trata o futuro do trabalho: iniciativas que envolvem aprendizagem contínua e fornecem suporte para que os funcionários possam sonhar, organizar e discutir ideias e elaborar projetos.  É sempre um desafio criar um pipeline de talentos, sobretudo em um mercado emergente. No entanto, com foco na criação de uma mão de obra ágil e responsiva, uma empresa pode prosperar.  Certifique-se de que o talento seja continuamente aperfeiçoado e determine as competências necessárias para se manter competitivo. Talvez seja fundamental equipar as equipes com habilidades digitais ou incorporar hackathons regulares, para que se tornem parte da cultura da empresa.  O essencial é que os funcionários se sintam valorizados e confiem na organização. Dê oportunidade aos funcionários para experimentarem e, até mesmo, para falharem. O mercado de trabalho está se movendo da ideação para automação; os talentos precisam se mover da sobrevivência para a prosperidade.  1https://www.dbs.com/investorday/presentations/Executing_the_digital_strategy.pdf 2 https://www.tatacommunications.com/press-release/tata-communications-internal-incubator-debuts-netfoundry-reinventing-networking-hyper-connected-era/

Jackson Kam | 15 mai 2018
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