Carreira

A taxa de rotatividade de funcionários no setor automotivo é preocupantemente alta. Na verdade, de acordo com pesquisa da Associação Nacional de Concessionárias de Automóveis dos EUA, algumas concessionárias relatam taxas de rotatividade tão altas quanto 70 a 80%. Essa tendência deveria preocupar todos no setor, já que a rotatividade de funcionários é muitas vezes o sintoma de uma matriz mais grave e preocupante de problemas. Pessoas felizes não deixam bons empregos. Algo está claramente errado. Então, o que está acontecendo, e o que pode ser feito para consertar isso? Focar na experiência do funcionário   Para começar, as empresas devem colocar os funcionários no coração da organização. Embora isso possa parecer fácil de fazer na teoria, a realidade é muito diferente. A maioria das empresas, a julgar por suas decisões e ações, focam mais em suas finanças que em seu pessoal. As empresas são projetadas para lucrar, então o foco constante em examinar e analisar os números de vendas faz sentido. Mas quantas vezes ao ano empresas automotivas têm discussões sobre desempenho? Talvez uma ou duas vezes por ano? A maioria das organizações priorizam valores de vendas sobre avaliações de desempenho, porque está no DNA de suas operações — uma prática que vem muitas vezes à custa de seu ativo mais importante: as suas pessoas. Um compromisso com a mudança   Para reduzir a rotatividade, o setor automotivo deve primeiro reconhecer a necessidade de mudança, e então empenhar-se em uma estratégia que irá produzir mudança. É preciso haver uma mudança de paradigma: de onde o setor está atualmente, para onde quer chegar no futuro. Para iniciar, o setor automotivo deve fazer as seguintes perguntas:           1. Como o trabalho deve ser organizado?           2. Como podemos criar valor?           3. Como podemos garantir que funcionários prosperem em um ambiente em constante evolução? O estudo Mercer Global Talent Trends 2018 identifica as cinco principais tendências que podem transformar o problema de rotatividade no setor automotivo:             1. Mudar rapidamente            2. Trabalhar com propósito            3. Flexibilidade permanente            4. Plataforma para o talento            5. Completamente digital Mudar rapidamente   As empresas devem ter a capacidade de mudar e de mudar rapidamente. O mundo está constantemente evoluindo e progredindo. Um negócio automotivo que não está abraçando a mudança proativamente — na velocidade em que a mudança está ocorrendo — será deixado para trás. A mudança, no entanto, cria incerteza nos funcionários. A mudança tem impacto sobre assuntos importantes na vida, como segurança do emprego, saúde financeira e a necessidade do ser humano por um trabalho inspirador e uma carreira recompensadora. Aqui é onde a liderança se torna imperativa — trazendo a certeza para tempos de incerteza. As empresas que são capazes de fornecer liderança consistente, decisiva e determinada aos funcionários estão preparadas para prosperar em tempos de mudança. Na verdade, a capacidade de mudar, e mudar rapidamente, está surgindo como um diferencial da competência organizacional. Trabalhar com propósito   Os funcionários permanecem leais às empresas com as quais se conectam em termos de valores e cultura. Normalmente, a cultura é conduzida pelos líderes da organização, e é responsabilidade desses líderes estabelecer claramente os valores e o propósito da empresa. O estudo da Mercer descobriu que funcionários prósperos estão duas vezes mais propensos a trabalhar para uma empresa que tenha um forte senso de propósito. A opção por incorporar um propósito mais elevado à proposta de valor para os funcionários desperta o potencial individual e os estimula a agirem como agentes de mudança. As empresas automotivas podem diferenciar suas marcas da concorrência cultivando uma força de trabalho de funcionários engajados e inspirados. Flexibilidade permanente   Dois por cento dos líderes de RH no setor automotivo dizem que os horários de trabalho flexíveis estão visivelmente presentes nas suas organizações — embora 50% dos funcionários queiram que sua empresa ofereça opções de trabalho mais flexíveis. No entanto, mais de 40% dos funcionários estão preocupados que os horários de trabalho flexíveis impactarão suas oportunidades para uma promoção.1 Líderes do setor automotivo devem buscar formas inovadoras para aumentar a flexibilidade para os funcionários. Flexibilidade não se refere apenas a trabalhar onde e quando for; mas a repensar o trabalho que está sendo feito, como está sendo feito e por quem. Tirar o máximo proveito dos funcionários significa trabalhar com eles para construir agendas desejáveis que priorizam a produtividade e disponibilidade. Plataforma para o talento   As organizações automotivas devem evoluir para plataformas que incentivam talentos internos para desenvolver suas habilidades e para que prosperem como profissionais. Ao vincular a criatividade e a ambição dos funcionários com a evolução das necessidades de um setor onde os conjuntos de habilidades e demandas de trabalho estão constantemente avançando, empresas automotivas podem tornar-se lugares não apenas de emprego, mas de desenvolvimento profissional. Trinta e seis por cento dos líderes de RH fornecem análise sobre a eficácia de estratégias de compra, construção e empréstimo.1 Os profissionais e funcionários do setor querem segurança no emprego, segurança do trabalho e a confiança de que o futuro do setor nunca vai superar suas habilidades e base de conhecimento. Se as empresas servem como uma plataforma para os funcionários cultivarem carreiras significativas, esse investimento em capital humano vai ajudar a empresa a prosperar e aumentar seu resultado.  Completamente digital   Para o setor automotivo e o mundo, a economia digital já está aqui. As empresas que falam em "tornar-se digital" estão em grande defasagem na curva de aprendizagem de transformação digital. A IA e automação continuarão a desbloquear o potencial humano ao revolucionar os negócios em todos os níveis — de como eles operam e extraem materiais a como desenvolvem a força de trabalho e fornecem soluções para a evolução das necessidades do cliente.  Cinquenta e seis por cento dos funcionários dizem que ter ferramentas digitais de última geração é essencial para alcançar seus objetivos profissionais.1 Os líderes do setor automotivo devem aproveitar a tecnologia de forma a colocar os funcionários no centro de tudo o que fazem. Coloque o seu pessoal em primeiro lugar, e os lucros seguirão.   1Pessoas em primeiro lugar: Estudo Mercer Global Talent Trends 2018: https://www.mercer.com/our-thinking/career/voice-on-talent/people-first-mercers-2018-global-talent-trends-study.html

Nicol Mullins | 07 mar 2019
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Inovação

As empresas em todo o mundo estão adentrando uma era de disrupção. A Starbucks, por exemplo, está mudando seu modelo de negócio para incorporar os pagamentos feitos através de dispositivos móveis, agora responsáveis por 30% das transações efetuadas nas lojas dos EUA. As disrupções ocasionadas pela transformação digital estão reelaborando os modelos de negócio e as estruturas de recursos humanos em praticamente todos os setores. O Estudo de Tendências de Talento Global 2018 da Mercer — Deslanchando o crescimento na Era Humana — revelou que as empresas que se identificam como uma organização digital têm probabilidade duas vezes maior de apresentar notas mais altas quando se trata de agilidade de mudança como um diferencial de competência organizacional.1 Um continente de nações diferentes Enquanto o mundo adota uma economia compartilhada sob demanda, muitos países da África continuam a se debater com uma velha e arraigada ordem mundial. Na verdade, muitos países da África preferem aquilo a que estão acostumados em detrimento da mudança. Essa mentalidade prolonga a influência de questões antigas, tradicionais, que impedem o avanço de políticas trabalhistas na África e afetam o continente em todos os níveis, do político e econômico ao cultural e legislativo.  É interessante observar que as políticas legislativas e a cultura de nacionalidades e países isolados configuram fatores importantes, tais como a remuneração de funcionários e estruturas de recompensa. Em toda a África existem duas estruturas de pagamento distintas: a francófona (que envolve diversas ajudas de custo pagas em dinheiro) e a anglófona (uma abordagem consolidada, que inclui um salário, gratificações e benefícios). Se compararmos a Nigéria ao Quênia, por exemplo, as estruturas de pagamento são substancialmente diferentes. O estilo francófono do mercado nigeriano exige diferentes ajudas de custo e remunerações com base nas práticas existentes e nas expectativas dos funcionários, mesmo que o país tenha tentado implementar uma legislação que consolidaria a remuneração por meio de uma estrutura baseada em vantagens tributárias. O Quênia, ao contrário, oferece poucas ajudas de custo em dinheiro e pode ser caracterizado como anglófono por natureza, com salários e outros benefícios consolidados. Mercado de trabalho na África Como a disrupção afetará o mercado de trabalho na África? Em última análise, é vital para os empregadores levar em consideração as nuances culturais para contratar de modo a alinhar seus interesses aos dos funcionários. De acordo com nosso estudo “Tendências de Talento 2018”, a opção por incorporar um propósito mais elevado à Proposta de Valor para os Funcionários (EVP) deslancha o potencial individual e estimula as pessoas a agirem como agentes de mudança. Para encontrar um propósito, os funcionários anseiam por desenvolvimento profissional, oportunidades de aprendizado e experiência. Caso não vivenciem tais forças motivadoras, optarão por buscar inspiração em outro lugar. Na verdade, 39% dos funcionários sul-africanos satisfeitos com seus empregos atuais planejam sair da empresa por perceberem uma carência de oportunidades de crescimento e oportunidade para suas carreiras.1 Adotando o ritmo da mudança Alguns países da África estão incorporando a disrupção melhor do que outros. A Etiópia, por exemplo, segundo país mais populoso da África, vem experimentando um crescimento maciço desde que abriu suas fronteiras há 25 anos. Ao criar mais oportunidades de investimento, a Etiópia atraiu investidores estrangeiros que, agora, reconhecem o tremendo potencial oferecido pelo mercado consumidor e também as vantagens do custo mais baixo da mão de obra em todo o país. Ruanda é outro exemplo notável de um país africano que está adotando a transformação digital, à medida que continua investindo de forma significativa em tecnologia e efetuando a transição para cidades mais inteligentes. De acordo com o relatório, todos os países africanos na vanguarda das tecnologias disruptivas estão sendo transformados pela velocidade com que as empresas estão adotando a mudança. Na verdade, 96% dessas empresas estão planejando uma reestruturação organizacional para os próximos dois anos, e 46% dos executivos de RH estão planejando uma requalificação dos funcionários existentes para que cumpram suas novas funções. Alinhando competências às oportunidades A disposição e capacidade de adotar a mudança são vitais para os ecossistemas empresariais. Entre os executivos, 53% acreditam que pelo menos um em cada cinco cargos em suas organizações deixará de existir nos próximos cinco anos. No entanto, apenas 40% desses executivos estão aumentando o acesso de seus funcionários a cursos on-line, e apenas 26% estão efetuando ativamente um remanejamento de funcionários em suas empresas.1 Para aproveitar as oportunidades que surgem na África com a disrupção e transformação, os países deveriam investir no potencial de outros setores geradores de receita. A Libéria, por exemplo, um país anteriormente devastado pela guerra, poderia desenvolver empresas e empreendimentos relacionados ao turismo, seguindo o modelo de Dubai, que efetuou a transição entre uma economia originalmente baseada em petróleo e uma economia baseada em turismo. A inovação e o desenvolvimento de competências na força de trabalho são cruciais para o futuro da África. O recurso estratégico de “gerenciar o pipeline de talento” do capital humano está se tornando obsoleto à medida que os funcionários buscam novas e ambiciosas abordagens para desenvolver competências que se alinhem ao futuro dos negócios em uma era digital. Embora a África se defronte com diversos desafios decorrentes da tradição, o continente, e as nações que o compõem, entendem a necessidade de mudar. Ao se concentrar na transformação digital, poderiam deflagrar uma nova era de prosperidade para suas economias, empresas e habitantes. 1 Global Talent Trends Study 2018: https://www.mercer.com/our-thinking/career/global-talent-hr-trends.html

Nicol Mullins | 13 dez 2018
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Inovação

A alardeada Savana do Silício do Quênia continua a proporcionar o avanço do comércio eletrônico e de compras on-line em todo o continente africano. Jumia, varejista on-line sediada em Nairóbi, apresentou uma receita bruta de US$ 597 milhões em 2017, ampliando seu alcance de quatro para 14 países.[1] No momento, à medida que o epicentro de startups da África busca atrair mais investidores internacionais, empreendedores especialistas em tecnologia e fornecedores locais, está catalizando uma mudança profunda no comportamento dos consumidores em toda a África. Vencendo a barreira do varejo Megaempresas como a Amazon e o Alibaba mudaram a essência do comércio de varejo nos mercados ocidentais e orientais, mas o continente africano ainda não teve a oportunidade de testemunhar a ascensão de gurus de tecnologia como Jeff Bezos ou Jack Ma. Uma nova geração de jovens pioneiros de tecnologia está impulsionando a transformação digital em todo o continente e mudando a forma como os consumidores não apenas adquirem produtos, mas organizam suas vidas. Durante décadas, os mercados na África foram locais onde fazer compras constituía um incrível desafio. No entanto, as compras on-line e o internet banking estão permitindo que varejistas e consumidores africanos façam sua passagem de uma experiência de compras definida por uma infraestrutura antiquada, mecanismos bancários não confiáveis e processos de distribuição deficientes para a experiência aperfeiçoada do comércio eletrônico. Os efeitos de uma conectividade on-line aprimorada (o Quênia está entre os países com a internet mais rápida do mundo[2]) e a M-Pesa, plataforma móvel de serviços bancários que simplifica as transações financeiras e os microfinanciamentos, estão à frente de uma revolução das expectativas do consumidor em toda a África. O aumento do consumismo, porém, não está uniformemente distribuído em todo o continente. O incomparável futuro da África Os investidores estão aprendendo que a transformação digital na África não evoluirá como nas culturas ocidentais e orientais. A intuição humana pressupõe que as tendências e prioridades econômicas em determinada área do mundo podem servir de precedente para as demais áreas. Mas esse tipo de pensamento revela-se equivocado quando se trata das circunstâncias na África. Uma explosão da classe média como a ocorrida em locais como a China não deverá refletir os salários crescentes em toda a África. As corporações multinacionais devem estar cientes de que diferentes culturas adotam valores diferentes, e são esses valores que guiam a forma como as populações percebem, poupam e gastam dinheiro. O continente africano, com seus 1,2 bilhões de habitantes, está dividido em nações e culturas muito diferentes. Os investidores e elaboradores de prognósticos financeiros não podem abordar a África com as mesmas estratégias e expectativas empregadas em outras grandes populações, como os 1,32 bilhões de habitantes da Índia ou os 1,38 bilhões da China. O leque de governos, culturas e cenários econômicos da África abrange uma vasta gama de oportunidades e obstáculos únicos. As intenções da ascendente classe média africana não giram em torno de adquirir produtos que simbolizem status social ou atraiam atenção individual. Em vez disso, os consumidores africanos estão provando ser mais conservadores, direcionando a renda extra para a poupança ou para redes familiares em áreas com menor viabilidade econômica.[3] África, tempo e tecnologia Entre os produtos mais vendidos na Jumia estão as fraldas descartáveis, o que fornece um vislumbre de como os consumidores da África estão priorizando seus recursos financeiros.[1] A obsolescência das fraldas tradicionais de algodão em favor das fraldas descartáveis mais caras indica que a conveniência e o gerenciamento do tempo são fatores impulsionadores de compras em um continente em evolução. Embora itens de luxo como cosméticos não tenham conseguido um bom impulso, o comércio eletrônico está mudando o comportamento dos consumidores quando se trata de um dos recursos mais valiosos na vida de qualquer pessoa: o tempo. Tudo começa com o acesso à internet. O percentual da população queniana com acesso on-line chega a 85%.[4] À medida que os polos em Nairóbi e Mombaça continuam a atrair empresas inovadoras e empresários ambiciosos, empresas que estão surgindo na Savana do Silício, como a Twiga — que conecta fazendeiros locais a lojas em ambientes mais urbanos —, estão mudando tudo, desde as cadeias de abastecimento e distribuição até a transparência das operações. Na verdade, tecnologias como a blockchain (protocolo de confiança) podem reduzir de forma significativa a corrupção em toda a África, poupando aos empreendedores por trás das startups de tecnologia um tempo (não meses, mas anos) que seria despendido percorrendo uma burocracia custosa e atoleiros políticos para estabelecer suas empresas. Embora o continente africano esteja cheio de culturas e países tão ricos quanto díspares, o Quênia e a Savana do Silício vêm provando à comunidade internacional de investidores que as mudanças positivas transcendem fronteiras e barreiras. Os polos de tecnologia do Quênia abrigam incubadoras de ideias e negócios que transformarão não apenas a África, mas o mundo inteiro. Afinal, a Amazon e o Alibaba também já foram pequenas startups com grandes sonhos. Tudo de que precisavam era um lugar para chamar de lar e tempo para crescer. Para os empresários africanos, esse lar é a Savana do Silício... e seu tempo é agora.   1 Meet the Startup Building a Market From Scratch To Become Africa's Alibaba Matina Stevis-Gridneff https://www.wsj.com/articles/with-c-o-d-and-goat-promotions-jumia-aims-to-be-africas-alibaba-1527073200?mod=e2tw 2 Kenya's Mobile Internet Beats the United States For Speed Lily Kuo https://qz.com/1001477/kenya-has-faster-mobile-internet-speeds-than-the-united-states/ 3 3 Things Multinationals Don't Understand About Africa's Middle Class William Attwell https://hbr.org/2017/08/3-things-multinationals-dont-understand-about-africas-middle-class 4 Africa Internet Users, 2018 Population and Facebook Statistics https://www.internetworldstats.com/stats1.html

Nicol Mullins | 30 out 2018
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Inovação

Os cibercrimes não só estão desenfreados na África do Sul, como também em breve podem ser uma ameaça significativa para cada economia, negócio e pessoa no mundo. Por exemplo, a violação de dados na seguradora sul-africana Liberty, em junho deste ano, demonstra quão vulneráveis estão as empresas a cibercrimes. A Liberty admitiu1 que hackers se infiltraram em seu sistema de TI e roubaram dados de clientes. Os hackers ameaçaram revelar os dados caso o resgate não fosse pago2. Em outra violação direcionada ao governo, 934.000 registros pessoais foram tornados públicos on-line.3 Os cibercriminosos concentram seus esforços em uma vulnerabilidade comum encontrada em sistemas de segurança: as pessoas. Em um relatório sobre as tendências de cibercrime e cibersegurança na África, o provedor de cibersegurança Symantec relatou que um em cada 214 e-mails enviados na África do Sul foi um ataque de spear phishing, que é a prática fraudulenta de envio de e-mails pretendendo ser de um conhecido ou remetente de confiança.4 Na África do Sul, um em cada três ataques de cibercrime procura acesso às empresas enganando as pessoas. O aumento da força de trabalho flexível está diretamente ligado à proliferação de cibercrimes. Uma nova era de funcionários que usam seus próprios computadores e dispositivos tanto para suas vidas pessoais quanto profissionais forneceu aos cibercriminosos oportunidades sem precedentes para invadir sistemas. Uma nova era de trazer seu próprio dispositivo (BYOD) coloca empresas em risco, visto que a força de trabalho flexível não está sujeita aos mesmos protocolos de segurança que outros funcionários, o que significa, em alguns casos, que esses trabalhadores — e suas tecnologias — podem contornar firewalls, proteção de senha e outras medidas de segurança. O simples ato de abrir um e-mail pode fornecer a hackers acesso à rede infraestrutura da empresa. Muitas empresas têm políticas de segurança de TI inadequadas, especialmente as relacionadas à falibilidade humana e a funcionários que veem as medidas de segurança como uma barreira, em vez de um facilitador para o negócio. Com funcionários no cerne dessas vulnerabilidades, profissionais de RH devem desempenhar um papel maior no combate a cibercrimes, seguindo estes passos: Manter-se a par das políticas de segurança Profissionais de RH, na África do Sul, devem entender completamente o ato de proteção de informação pessoal (Protection of Personal Information Act - PoPIA). Este ato requer legalmente que as empresas locais garantam que todas as informações do cliente, do fornecedor e do funcionário sejam armazenadas, processadas e destruídas de uma forma que mantenha a privacidade e a proteção de dados pessoais. Isso inclui proteger dados sigilosos de funcionários de caírem em mãos erradas. A maioria dos mercados tem protocolos e diretivas de segurança semelhantes. É importante se familiarizar com eles, Independentemente do lugar no mundo em que você está estabelecido. Abordar os riscos potenciais criados por funcionários O IBM X-Force Threat Intelligence Index de 2017 revelou que 60% dos ciberataques são resultado de atividades internas.5 Profissionais de RH devem educar os funcionários sobre os riscos de cibercrimes e implementar políticas e procedimentos para os funcionários que não respeitarem as regras. Definir as regras ao trabalhar em casa O crescimento da era BYOD é inevitável. O estudo Mercer Global Talent Trends 2018 observou que 82% dos executivos dizem que a força de trabalho flexível é essencial para suas principais operações de negócio.6 Em um contexto sul-africano, profissionais de RH precisam garantir que as políticas certas sejam aplicadas para permitir que essa tendência evolua. Os funcionários devem compreender a necessidade de manter o seu software de segurança atualizado a todo momento — inclusive ao trabalhar em casa. Durante os próximos cinco anos, projeta-se que os cibercrimes irão custar US$ 8 trilhões às empresas. As empresas que não conseguem enfrentar a gravidade e a inevitabilidade de ciberataques não estão cumprindo com suas obrigações profissionais — e agora legais — com seus funcionários e clientes. Ao incorporar políticas e regras para gerenciar a era de BYOD e ao educar os funcionários sobre as táticas sofisticadas que os criminosos usam na era digital, os profissionais de RH podem desempenhar um papel integral em limitar a exposição ao risco e a violações de segurança dispendiosas. 1 https://www.libertyholdings.co.za/investor/Documents/20180802-media-release.pdf 2 https://www.fin24.com/Companies/Financial-Services/liberty-falls-victim-to-hackers-20180617 3 https://www.troyhunt.com/questions-about-the-massive-south-african-master-deeds-data-breach-answered/ 4 https://www.symantec.com/content/dam/symantec/docs/reports/cyber-security-trends-report-africa-interactive-en.pdf 5 https://www.leadersinsecurity.org/component/phocadownload/category/11-2017-cybersecurity-publications.html?download=185:2017-cybersecurity-publications 6 https://www.mercer.com/our-thinking/career/global-talent-hr-trends.html

Nicol Mullins | 16 out 2018
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