Carreira

A cidade viva. A cidade conectada. A cidade inteligente. A cidade ágil. A cidade orientada por dados. A cidade integrada. A cidade movida a blockchain. A cidade sustentável. A cidade pronta para o futuro. Não existe falta de visão, inspiração e talento quando se trata das cidades de hoje em dia. Ainda assim, elas devem atrair investimento estrangeiro direto (juntamente com empresas bem cotadas na bolsa de valores, empresas start-ups e grandes talentos) e ter acesso à melhor tecnologia possível para gerar crescimento. Mas o crescimento do PIB mundial não virá das mesmas fontes de sempre. Ele seguirá o destino das futuras cidades inteligentes com maior competitividade, muitas das quais são áreas urbanas esquecidas, com oportunidades para ultrapassar megacidades estabelecidas que já foram, no passado, verdadeiros lares dos funcionários e executivos de maior sucesso mundial. Com o investimento em tecnologias de informação e comunicação que aprimoram a qualidade e o desempenho dos serviços urbanos, tais como energia e mobilidade, essas cidades inteligentes estão competindo pelos trabalhadores altamente qualificados, que sustentarão suas organizações e garantirão o crescimento. As questões encaradas por empregadores e talentos   Na hora de decidir onde trabalhar, morar e criar sua família, esses funcionários priorizam os fatores humanos e sociais citados no recente estudo da Mercer, People First: Driving Growth in Emerging Megacities. Os funcionários tinham que classificar em ordem de importância os 20 fatores de tomada de decisão levando em consideração quatro pilares cruciais: humano, saúde, dinheiro e trabalho. Na hora de decidir em qual cidade morar e trabalhar, os entrevistados classificaram os fatores humanos, como satisfação com a vida em geral, segurança, respeito ambiental e proximidade de amigos e família, como os mais importantes. O estudo também analisa o modo como algumas das cidades mundiais de mais rápido crescimento, desde Kolkata, na Índia, a Lagos, na Nigéria, se desenvolvem economicamente, atraem pessoas, permitem que novos habitantes tenham sucesso e oferecem a seus cidadãos uma oportunidade para uma vida melhor. A partir desses insights, os líderes municipais e legisladores de todo o mundo podem aprender lições valiosas não só sobre o que é necessário para manter como também para promover o desenvolvimento. De fato, em um mundo cada vez mais urbanizado, onde há escassez de talentos altamente qualificados, os empregadores e as cidades estão fazendo importantes perguntas existenciais: ·  O que faz os profissionais se mudarem e ficarem em uma cidade específica? ·  Como os empregadores e as cidades podem reter funcionários talentosos com o alto nível de qualificação exigido pelas empresas start-ups emergentes, pelas futuras gigantes e por marcas globais nos locais promissores? ·  O que, exatamente, os funcionários produtivos querem do empregador e de sua cidade? As respostas podem estar no modo bem-sucedido como as megacidades emergentes mundiais priorizam sua transformação, de uma ideia urbana secundária a um membro de potência mundial. Sendo assim, é importante analisar a comparação de uma amostragem de cidades que mostram alto potencial para ter sucesso e mantê-lo no longo prazo. O que elas têm em comum é o compromisso com a superioridade regional de oportunidade e recursos, de se estabelecerem, à sua maneira, como versões do Vale do Silício, onde os futuros talentos de maior qualificação podem prosperar, construindo vidas com propósito em meio à evolução da inteligência artificial e da tecnologia avançada. De "Cyberbad" a outras candidatas   Um exemplo clássico de megacidade emergente é Hyderabad, capital de Telegana, estado ao sul da Índia. Com oito milhões de habitantes, Hyderabad é a sexta aglomeração urbana mais populosa da Índia, conhecida popularmente como Cyberbad — o "Vale do Silício da Índia" — devido à sua crescente reputação como centro mundial de tecnologia da informação. (As megacidades são definidas como as que possuem 10 milhões de habitantes ou mais; as cidades abordadas neste artigo ou atingiram esta marca ou devem atingir.) Juntamente com a TI, no entanto, Hyderabad está vivenciando o desenvolvimento no setor automotivo e farmacêutico, bem como na sua base agrícola tradicional. Com alto investimento em infraestrutura digital e de propriedade, a cidade está se atualizando para receber empresas de TI, principalmente com o desenvolvimento de sua cidade HITEC, local com instalações de tecnologia de ponta de gigantes americanas de TI. O varejo também teve sucesso, com lojas de marcas nacionais e internacionais abrindo na cidade. Em comparação, a cidade de Chennai, um pouco maior (com 9 milhões de habitantes em 2017 e PIB de US$ 59 bilhões em 2014), é conhecida como a "Detroit da Índia" e lidera o setor automotivo do país; porém, o aumento nos serviços de software, turismo médico, serviços financeiros e fabricação de hardware (juntamente com produtos petroquímicos e têxteis) também contribui para sua amplitude econômica. Ela também é uma importante exportadora de serviços de terceirização de processos comerciais e de TI. Em uma escala econômica absoluta, as megacidades emergentes da China são impressionantes. Com um PIB de US$ 234 bilhões em 2014 e 14 milhões de habitantes em 2017, Chengdu ocupa o primeiro lugar em área metropolitana no oeste da China e prospera com setores emergentes, em particular no setor de preservação de energia e proteção ambiental, que a torna um destino atraente para profissionais qualificados. De fato, a ênfase em setores de "nova energia" (em materiais, automóveis elétricos e híbridos e TI) está impulsionando Chengdu. Enquanto isso, a segunda maior cidade ao leste da China, Nanquim (com PIB de US$ 203 bilhões em 2014 e sete milhões de habitantes em 2017), é dominada pelos setores de serviços, liderados por serviços financeiros, cultura e turismo. TI, proteção ambiental, nova energia e redes de energia inteligentes têm se tornado pilares adicionais de Nanquim, com um grande número de empresas multinacionais estabelecendo centros de pesquisa ali. O índice de desemprego de Nanquim tem ficado abaixo da média nacional do país por vários anos. Do Quênia a Jalisco   Enquanto a China e a Índia podem dominar a escala de economias emergentes, outras regiões geográficas se destacam no mapa das megacidades emergentes. Nairóbi não só é a capital e maior cidade do Quênia, como também está a caminho de um crescimento populacional de quatro milhões em 2017 para 10 milhões até 2030. Com mais de 100 organizações internacionais, entre elas o Programa Ambiental das Nações Unidas e o Banco Mundial, além de sede regional de grandes corporações de fabricação e TI, Nairóbi compartilha sua superioridade agrícola com um pé na economia de hoje e de amanhã. Da mesma forma, Guadalajara (com PIB de US$ 81 bilhões em 2014 e cinco milhões de habitantes em 2017) é maior do que a capital e a maior cidade do estado de Jalisco, no México. É conhecida como o "Vale do Silício Mexicano", segundo o Financial Times, e é considerada a cidade com maior potencial de atração de investimentos no México. É tipo um centro social/cultural, com um Festival de Cinema e uma Feira do Livro internacionais, que complementam o desenvolvimento do setor de alta tecnologia, de fabricação de eletrônicos e produtos químicos, tornando-a um ímã hemisférico que atrai talentos. Cada uma dessas cidades comprova o caso de talentos à sua própria maneira, criando um ambiente de funcionários altamente qualificados que têm sucesso em várias dimensões. Isso requer colocar as pessoas em primeiro lugar e concentrar-se no que mais importa para elas. O estudo da Mercer sobre Megacidades Emergentes mostra que os empregadores geralmente se equivocam sobre o que motiva as pessoas a se mudarem para uma cidade e permanecerem lá: os fatores humanos e sociais são mais importantes do que o dinheiro e o trabalho. Nas cidades emergentes, o modelo de Vale do Silício pode ser uma forte estratégia de inspiração, mas, em cada caso, a cidade deve se comprovar como um local para viver, hoje e no futuro. Publicado originalmente em BRINK News.

David Anderson | 22 ago 2019
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Carreira

A explosão no crescimento da população gera um repositório maior de talentos e, junto com ele, maior pressão sobre os municípios, empresas domésticas e multinacionais para acomodar esse influxo. De que modo as organizações podem aproveitar os benefícios da rápida urbanização e garantir que as necessidades de força de trabalho estejam sendo atendidas? Além disso, qual é a melhor estratégia de entrada no mercado? Atualmente, cinco em cada dez pessoas vivem em centros urbanos na Ásia, o que representa 54% da população urbana mundial1. Nas próximas duas décadas, espera-se que mais um bilhão de pessoas se mude para centros urbanos asiáticos; isso significa um milhão de pessoas chegando toda semana. Em breve, o continente abrigará 60% das megacidades mundiais. Na Índia, essa tendência é ainda mais acelerada, com mais de 200 milhões de pessoas migrando em busca de uma qualidade de vida maior e melhores perspectivas financeiras. Os centros urbanos da Índia terão crescimento exponencial nos próximos anos e a maior parte do PIB do país deverá vir das cidades. E, com o ritmo de crescimento das cidades indianas, o país logo será sede de novas megacidades e centenas de cidades. Em uma viagem à Índia, fica evidente o amplo crescimento do país, bem como seu dinamismo e vitalidade, estimulante e impressionante ao mesmo tempo. A festa de cores, sons, sabores e cheiros (desde os mercados ao ar livre e vendedores de rua ao agito dos saguões de hotel e salas de reunião) invade os sentidos. E no coração de tudo isso está o povo. O crescimento rápido, no entanto, cria desafios enormes às cidades (tanto para as antigas quanto para as novas), às cidades altamente conectadas (ou "inteligentes") e às empresas "startups", locais e multinacionais. Para compreender melhor os obstáculos e as oportunidades, a Mercer realizou um amplo estudo, People First: Driving Growth in Emerging Megacities, que oferece uma análise da vida e trabalho nas cidades em crescimento emergente. O estudo coletou perspectivas de funcionários e trabalhadores em 15 cidades do mundo todo, sendo quatro delas cidades em rápido crescimento na Índia: Ahmedabad, Chennai, Hyderabad e Kolkata. Os resultados oferecem insights práticos para os possíveis beneficiários da urbanização da Índia. A seguir estão nossos três resultados e orientações principais. 1. Saber o que as pessoas mais valorizam   O estudo explora a expectativa dos habitantes de cidades e de que modo elas estão atendendo ao que eles consideram mais importante. Em nível mundial, houve uma lacuna de 30 pontos entre a expectativa de qualidade de vida dos trabalhadores e a maneira como a cidade está satisfazendo essas necessidades. Em todo o mundo, os três fatores principais que afetam o modo como as pessoas sentem a cidade em que moram e trabalham são: segurança e ausência de violência (primeiro), acesso à moradia (segundo) e transporte, trânsito e mobilidade (terceiro). Os resultados da Índia são muito semelhantes; entretanto, existem algumas diferenças regionais. Os habitantes de Kolkata sentem a falta de oportunidades de carreira suficientes (lacuna de 25 pontos). Os habitantes de Ahmedabad e Chennai, enquanto isso, querem que suas cidades apresentem melhores resultados na gestão da qualidade/poluição do ar e da água (lacuna de 14 e 19 pontos, respectivamente); e os salários/benefícios apareceram como o principal desafio em Hyderabad (lacuna de 10 pontos). Para garantir que as cidades possam atender melhor às necessidades dos habitantes de centros urbanos com superpopulação e restrição de recursos, os governos e as empresas devem se unir em um esforço conjunto. O estudo revelou que os trabalhadores não esperam que nenhum grupo seja responsável por resolver os problemas sistêmicos de uma cidade em grande escala. Pelo contrário, eles querem uma colaboração eficaz entre a cidade ou governo local (77%) juntamente com o suporte do governo nacional ou federal (62%) e grandes empresas (53%). Nenhuma entidade pode resolver as necessidades de infraestrutura, talentos ou pessoas de uma cidade em rápido crescimento. Isso pode e deve ser feito por meio de colaboração, interesses em comum e união de esforços. 2. Preparar para o futuro do trabalho   As cidades são geralmente a base de teste das tecnologias de automatização emergentes, e o local de trabalho é normalmente uma das primeiras áreas a sentir o benefício de seus efeitos. Na Índia, a "conectividade" é um modo de vida (mais do que em outras economias globais) e as plataformas digitais são amplamente usadas. Segundo estimativas, mais de 40% das compras sofrerão alta influência digital até 2030.2 A Índia é um dos líderes mundiais na criação de uma estratégia nacional de inteligência artificial; ela está na vanguarda da adoção da tecnologia blockchain e é pioneira no uso de drones. Nossa pesquisa detectou que tanto os funcionários (45%) quanto os empregadores (52%) acreditam que o trabalho será mais eficaz com a automatização e a inteligência artificial. Em nível mundial, 62% dos trabalhadores preveem que a inteligência artificial substituirá pelo menos metade de suas tarefas nos próximos cinco a dez anos. Na Índia, a automatização deve ter um papel maior: 61% dos empregadores e 8% dos funcionários preveem que a tecnologia assumirá mais de 50% da sua função. Como consequência, somente uma em cada cinco pessoas acredita que não perderá o emprego nos próximos cinco anos, o que significa um chamado para que as organizações se preparem para o futuro do trabalho e para as habilidades e funcionários que o futuro exigirá. Há um caminho pela frente. Nosso estudo revela que, atualmente, somente 30% da força de trabalho da Índia nas cidades do futuro possui acordos flexíveis de trabalho. À medida que a tecnologia continua multiplicando os recursos humanos em um ritmo cada vez mais rápido, as empresas não só precisarão planejar onde o trabalho será feito, mas também como será feito. Elas precisarão explorar fontes alternativas de talentos e novas habilidades, além de atribuir importância ainda maior a qualidades claramente humanas para obter um diferencial competitivo contínuo como, por exemplo, solução de problemas complexos, criatividade, atendimento superior ao cliente, colaboração intercultural, juízo e empatia. Na verdade, as empresas serão favorecidas ao colocar as pessoas no centro da tecnologia, e não o inverso. 3. Seja indiano, compre produtos indianos, seja parceiro da Índia   Conforme as empresas internacionais buscam dimensionar suas operações e expandir globalmente, elas seriam negligentes se ignorassem a Índia. Até 2025, o número de lares indianos triplicará em tamanho, sendo 80% deles compostos por famílias de classe média. E, com a classe média crescente, surge a demanda por uma melhor qualidade de vida, das necessidades básicas ao luxo e todas as formas de serviços, desde melhores níveis de moradia, educação e saúde a transporte e segurança mais robustos. À medida que as empresas mundiais bem cotadas na bolsa de valores expandem para a Índia, elas precisarão elaborar estratégias bem fundamentadas e relevantes. Para algumas, o melhor modo de entrada pode ser estabelecendo uma parceria com empresas locais com profundo conhecimento e experiência em como lidar com as normas culturais, com o ambiente regulamentar e com as práticas de negócios. A expansão também significa uma mudança de mentalidade, que antes considerava a Índia como uma rota para o trabalho barato, para uma fonte valiosa de pessoas talentosas e educadas com poder aquisitivo cada vez maior. Resumindo, significará deixar para trás modos tradicionais de trabalho e adotar parcerias locais, práticas e liderança. Ser paciente e constante na busca por crescimento sustentável agregará valor a longo prazo. Por fim, é importante que todos tenham em mente que antes que muitos de nós nos aposentemos, a Índia ultrapassará a economia americana e é provável que se torne o segundo maior mercado mundial.3 O crescimento, assim como o tempo, não espera. Se realizado corretamente, existe potencial de crescimento nos lucros com a rápida expansão urbana da Índia. Sendo crítico, para que todos se beneficiem, é preciso colocar as pessoas em primeiro lugar. Para obter mais insights e conselhos práticos sobre como as empresas e municípios podem acelerar suas estratégias de pessoal e obter ganhos comerciais, faça download de People First: Driving Growth in Emerging Megacities. Fontes: 1U.N. Economic and Social Council, "Urbanization and sustainable development in Asia and the Pacific: linkages and policy implications," March 7, 2017, https://www.unescap.org/commission/73/document/E73_16E.pdf. 2Ojha, Nikhil and Zara, Ingilizian, "How India Will Consume in 2030: 10 Mega Trends," World Economic Forum, January 7, 2019, https://www.weforum.org/agenda/2019/01/10-mega-trends-for-india-in-2030-the-future-of-consumption-in-one-of-the-fastest-growing-consumer-markets. 3Wang, Brian, "World GDP Forecasts for 2030," Next Big Future, January 14, 2019, https://www.nextbigfuture.com/2019/01/world-gdp-forecasts-for-2030.html.

Pearly Siffel | 30 mai 2019
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Carreira

A Urbanização da População Global Quase metade do crescimento do PIB mundial virá de cerca de 400 cidades com economias em crescimento nos próximos dez anos. A urbanização continua a moldar profundamente a dinâmica cultural e econômica das sociedades modernas, especialmente porque os empregados qualificados e talentosos de hoje gravitam em torno das comodidades profissionais, pessoais e culturais fornecidas pelas áreas metropolitanas contemporâneas. Na verdade, a urbanização aumentou de 13% para 55% no último século e deve chegar a 70% até 2050. Esse crescimento, contudo, está proporcionando às áreas urbanas negligenciadas oportunidades de ultrapassar as megacidades estabelecidas, que antes eram as casas de fato dos empregados e empresas mais bem sucedidos do mundo.  Uma falta de trabalhadores altamente qualificados significa que as cidades e as empresas devem competir com crescente ferocidade por trabalhadores talentosos que conduzirão seus negócios no futuro. Esses empregados altamente desejados estão estabelecendo novas tendências na urbanização, ao priorizarem uma confluência de fatores humanos e sociais, decidindo onde trabalhar, morar e criar suas famílias. Um novo estudo histórico da Mercer, People First: Driving Growth in Emerging Megacities, explora porque a “satisfação com a vida” é o fator mais importante para os trabalhadores em 15 megacidades emergentes - e analisa como segurança, proteção e outras considerações profissionais e locais são equacionadas pelos talentos que chegam. A pesquisa se concentra em 7.200 trabalhadores e 577 empregadores em sete países: Brasil, China, Índia, Quênia, México, Marrocos e Nigéria. O relatório da Mercer investiga as necessidades predominantes dos trabalhadores de hoje e as motivações e preocupações que influenciam suas decisões sobre onde trabalhar e por quê. O relatório também analisa a capacidade dos empregadores e das megacidades em atender às necessidades dos trabalhadores e suas famílias. Em um mundo cada vez mais urbanizado, onde talentos altamente qualificados são escassos, os empregadores e as cidades estão fazendo importantes perguntas existenciais: O que faz com que os profissionais mudem e permaneçam em uma determinada cidade? Como os empregadores e as cidades podem reter empregados talentosos com as habilidades de alto nível exigidas por novas empresas em ascensão, futuros unicórnios e marcas globais em pontos de acesso emergentes? O que, exatamente, os empregados produtivos querem de um empregador e de uma cidade natal? O Desejo de Viver Bem nas Cidades do Amanhã  O relatório da Mercer revela a importância de reconhecer e internalizar as prioridades das pessoas. As empresas muitas vezes operam sob a suposição de que a criação de oportunidades de carreira e emprego (classificada como número 1 pelos empregadores) é a chave para liberar o potencial de crescimento em toda a empresa e cidade de destino. As empresas também têm a impressão de que a satisfação no trabalho (classificada como número 3 pelos empregadores) é outro fator importante que leva as cidades a florescer. Essas conclusões enganosas podem ser profundamente onerosas para as empresas e megacidades e prejudicar sua capacidade de competir na moderna economia global.  Como parte da pesquisa, a Mercer realizou uma análise de segmentação focada no funcionário com base na demografia, estágio da vida, progressão na carreira, predisposição para aprendizagem ao longo da vida, aspirações e níveis de segurança financeira de cada entrevistado. O relatório contextualiza a "satisfação com a vida" do trabalhador através de quatro métricas principais: humana, saúde, dinheiro e trabalho. Identificar as necessidades e valores específicos de cada segmento exclusivo de funcionários fornece aos empregadores e planejadores em cidades de alto crescimento informações valiosas necessárias para atrair e reter talentos altamente qualificados.  Embora as oportunidades de carreira e a satisfação no trabalho sejam importantes para o bem-estar financeiro, os empregados enfatizam mais a importância da família, a segurança e as influências ambientais que afetam o estresse emocional, a acessibilidade no estilo de vida e a saúde pessoal. O gráfico abaixo ilustra as grandes discrepâncias em como empregadores e trabalhadores percebem os vários componentes da “satisfação com a vida”:     Hubs de Potência Estabelecidos no Leapfrogging De Xangai a Seul, o mundo está muito familiarizado com a influência que as megacidades poderosas têm sobre a economia global. No entanto, o incrível sucesso dessas cidades também contribui para os desafios que podem limitar seu crescimento no futuro. Aumentos drásticos de aluguéis e custos de vida, taxas acentuadas de população e poluição, acesso limitado a serviços de assistência familiar e educação acessíveis, aumento dos tempos de deslocamento e infraestrutura envelhecida servem para minar as amenidades que os empregados modernos buscam ao decidir onde morar e sustentar suas famílias. Cidades emergentes e da próxima geração, por outro lado, estão melhor posicionadas para acomodar e crescer - não em reação a – com as necessidades dos trabalhadores modernos. Um negócio ou megacidade é tão forte quanto o seu povo. Para competir contra centros de poder estabelecidos e construir uma presença formidável na economia global, as megacidades emergentes devem acomodar proativamente o escopo completo das demandas profissionais, pessoais e culturais de empregados qualificados. Embora as 15 atuais e futuras megacidades do estudo compartilhem algumas semelhanças, elas revelaram diferenças importantes em relação ao desempenho ao abordar as categorias humana, saúde, dinheiro e trabalho. O relatório classificou as cidades em três grupos com base em suas habilidades para atender às expectativas dos trabalhadores - avançando, progredindo e se aproximando. Essas 15 megacidades emergentes têm uma população coletiva de mais de 113 milhões de pessoas, um forte PIB projetado, mais de US $ 4 bilhões em investimento estrangeiro direto por ano e uma trajetória de crescimento populacional que deve atingir um bilhão de novos consumidores na próxima década. Essas economias em crescimento representam a vanguarda da economia global emergente. Se os líderes empresariais, os formuladores de políticas governamentais e os planejadores de infraestrutura nessas 15 cidades alinharem seus recursos e incorporarem a “voz do empregado” em suas decisões e processos de planejamento, eles poderão manifestar com sucesso os fatores humanos e sociais que determinam as decisões de residência. Com uma maior compreensão das necessidades, desejos e motivações humanas específicas de cada segmento da população de empregados, as empresas podem adaptar suas ofertas e programas para melhor atrair e reter os melhores talentos, além de ultrapassar os hubs estabelecidos, um empregado por vez.  Uma Nova Era de Colaboração  Nem os empregadores nem as megacidades da próxima geração podem oferecer “satisfação com a vida” sozinhas. Os empregados qualificados exigem recursos que requerem os esforços combinados das empresas e dos governos municipais. Líderes de pensamento corporativo e formuladores de políticas devem criar e implementar novas políticas e estruturas que acomodem a transformação digital, a globalização, a assistência médica moderna e os ambientes educacionais valorizados por famílias com visão de futuro. O fortalecimento de uma nova era de colaboração começa com a elevação das vozes e preocupações dos trabalhadores individuais e da força de trabalho coletiva. Empregadores e megacidades emergentes devem apreciar como os funcionários querem viver suas vidas, trabalhar, ganhar e aprender.  Naturalmente, nem todo empregador ou megacidade é igual. As necessidades dos trabalhadores podem variar com base em suas comunidades vizinhas, mudanças sazonais, situações pessoais (tais como preocupações com a saúde), aspirações de vida e até mesmo fatores como a proximidade de sua casa ao local de trabalho ou à escola. Pensar além da dinâmica tradicional de negócios e priorizar as complexas necessidades dos empregados exige uma nova mentalidade. Trabalhos desafiadores, bônus de retenção e subsídios de viagem têm um impacto limitado. As empresas e as megacidades precisam criar um ambiente estimulante para os trabalhadores, onde eles busquem vidas que ofereçam novas maneiras de trabalhar, apoiar suas famílias e se conectar com suas comunidades. Parcerias público-privadas eficazes podem facilitar melhorias e acelerar o progresso em escala. Ao criar ambientes nos quais os trabalhadores e suas famílias possam prosperar, as empresas e os governos podem criar crescimento econômico sustentável para todos e atender às necessidades futuras dos empregados que estão tentando atrair. Por exemplo, a falta de moradias acessíveis, os desafios do transporte regional, o acesso a creches e cuidados com idosos impactam diretamente na satisfação com a vida dos empregados. Para abordar a profundidade e o alcance de tais desafios elaborados, os empregadores e as megacidades de próxima geração devem buscar colaborações com outros negócios, sociedades civis e organizações de apoio para desenvolver estratégias que sirvam aos empregados e suas famílias. Aqueles que não o fizerem, podem ficar para trás.  Para ter acesso a mais insights e conselhos práticos sobre como as empresas e os municípios podem acelerar suas estratégias de pessoas e obter ganhos comerciais, baixe People First: Driving Growth in Emerging Megacities.

Pearly Siffel | 06 dez 2018
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