Investimento

Inclusão no MSCI Oferece Credibilidade Global às Ações A da China

21 Fevereiro, 2019
article-img
“A chinesas podem evoluir da inclusão parcial para a plena, assim como os mercados taiwanês e sul-coreano fizeram a partir da década de 1990."

A globalização da economia mundial está dando um passo gigantesco à frente. O MSCI está abrindo as portas para o segundo maior mercado de ações do mundo - a China. Esse desenvolvimento criará oportunidades e desafios sem precedentes, uma vez que a China e a comunidade internacional de investimentos cultivam essa nova e notável relação. A bolsa de valores chinesa doméstica (Xangai e Shenzhen) oferece aos investidores institucionais globais e fundos especulativos (hedge funds), caminhos anteriormente inexplorados para criar valor e gerar lucros.

O Caminho Para a Credibilidade Global  

O crescente destaque da China no mercado global ressalta a evolução de políticas de longa data e percepções cautelosas em relação ao papel de investidores externos. O relatório da Mercer The Inclusion of China A-Shares In MSCI Indices: Implications for Asset Managers and Investors (A Inclusão de Ações A da China nos Índices MSCI: Implicações para Gerentes de Ativos e Investidores) narra a jornada que a China e a comunidade internacional de investimentos fizeram juntas para alcançar esse acordo histórico e o que esperar de uma nova era de crescimento e colaboração. Antes do avanço do MSCI, os principais mecanismos que permitiam a entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico da China foram os programas Investidor Institucional Estrangeiro Qualificado (Qualified Foreign Institutional Investor - QFII) e Investidor Institucional Qualificado Renminbi (Renminbi Qualified Institutional Investor - RQFII) - ambos fortemente regulamentados por regras e regulamentos que limitavam os tipos e tamanhos de organizações autorizados a solicitar uma cota e sua capacidade de repatriar o capital.

As autoridades chinesas, no entanto, fizeram da abertura do mercado acionário do continente uma prioridade fundamental. A execução dessa estratégia inovadora, contudo, exigiu uma abordagem disciplinada e calculada para implementar a mudança. A China começou criando mecanismos para acomodar investidores estrangeiros. Em dezembro de 2016, foi lançado o programa Shenzhen-Hong Kong Stock Connect, proporcionando aos investidores estrangeiros acesso a empresas listadas na Bolsa de Valores de Shenzhen. Essa iniciativa inovadora abriu o caminho para a influência e participação global, com a China e a comunidade internacional de investimentos trabalhando juntas.

O Poder da Paciência e do Compromisso

A inclusão no Índice MSCI começou com a construção de confiança e boa vontade por meio de interesses e compromissos compartilhados por ambos os lados. Os programas Xangai/Shenzhen-Hong Kong Stock Connect - juntos conhecidos como “Stock Connect” - proporcionaram uma cota adicional para investidores estrangeiros e afrouxaram as restrições onerosas. A flexibilização dos limites diários de negociação, o progresso contínuo nas suspensões comerciais e a flexibilização da regulamentação - além da criação de novos veículos de investimento indexados - levaram à aceitação pelo MSCI. A China demonstrou sua disposição de trabalhar em colaboração com o MSCI e a comunidade global de investimentos.

Em troca, o MSCI fez várias concessões para facilitar a inclusão do mercado de ações A da China. Ao invés de abrandar o processo, o MSCI ofereceu uma abordagem mais agressiva e simplificada para a inclusão. A estratégia enxuta, porém eficiente, do MSCI limita as classificações de ações e países e permite apenas aos investidores internacionais uma exposição predeterminada em um mercado específico. Esses desenvolvimentos são apenas os primeiros passos para uma longa jornada. O acordo também serve como um símbolo poderoso para um futuro promissor de crescimento e prosperidade mútua. O peso das ações A da China nos amplos índices de mercado terá que aumentar ao longo do tempo. Em talvez 5-10 anos, as ações A chinesas podem evoluir da inclusão parcial para a plena, assim como os mercados taiwanês e sul-coreano fizeram a partir da década de 1990.

O Caminho a Seguir para os Investidores

O MSCI reconhece a volatilidade endêmica de entrar em uma economia tão massiva e complexa. Gerenciar expectativas é fundamental para o avanço da iniciativa. A primeira fase pesou apenas 226 ações a 2,5% de seu valor de mercado, e a próxima fase aumentou o número de ações em 10 e acrescentou 2,5% - num total de 5% da capitalização de mercado.1 O MSCI está claramente adotando uma abordagem moderada para promover o crescimento e a inclusão. Embora o mercado de ações A da China tenha vários recursos atraentes, para investidores com carteiras de ações relativamente pequenas ou simples seria bastante razoável adotar uma abordagem de esperar para ver o surgimento da China. Outros investidores podem optar por ser mais proativos.

Investidores com uma parte significativa de seu patrimônio investido em ações de mercados emergentes, e que buscam evoluir sua carteira ao longo do tempo, devem considerar como podem incorporar a oportunidade chinesa em expansão dentro de sua alocação mais ampla de ações. Uma alocação independente permite uma ponderação mais alta (do que as alocações ditadas pelo benchmark), com uma exposição mais ampla e profunda ao potencial de retorno e de diversificação do mercado. No entanto, os investidores devem abordar simultaneamente importantes riscos e questões de governança, considerando especialmente a natureza inédita desse cenário em desenvolvimento.

Para saber mais sobre como a inclusão das ações A da China nos Índice MSCI afetará o mercado global e criará novas oportunidades de investimento para sua organização, visite Mercer Wealth and Investments (ou Mercer Wealth and Investments – China).

 

1Pisani, Bob. “Here's Why You Will Own More China Stocks in the near Future.” CNBC, CNBC, 31 Ago. 2018, www.cnbc.com/2018/08/31/msci-adds-more-mainland-china-stocks-a-shares-to-its-indexes.html.

more in invest

A posição única da África como um continente composto amplamente por jovens que estão adotando a transformação digital oferece aos bancos de todo o mundo um breve olhar sobre o futuro. Essa nova geração prefere agilidade a burocracia, e automação on-line a interações convencionais perturbadas por ineficiência humana, restrições geográficas e falta de capacidade de adaptação.           Na realidade, 40% dos usuários de bancos africanos dizem que preferem usar canais digitais para suas necessidades bancárias.1 Esse movimento drástico na preferência dos clientes está empurrando a África para a vanguarda das mudanças e tornando o setor bancário africano um berço de inovação. A África do Sul, Quênia, Nigéria e Costa do Marfim, em particular, estão liderando o caminho, atravessando o impacto e consequências sem precedentes que a digitalização dos serviços bancários e ascensão das "fintechs" estão tendo nos clientes, na receita e no futuro dos funcionários bancários. A ascensão do uso móvel e dos serviços bancários digitais   O uso móvel e os serviços bancários digitais andam de mãos dadas. Os usuários bancários africanos preferem os serviços bancários digitais porque já incorporaram os canais digitais em seu estilo de vida. Em 2017, mais de 90% da África subsaariana era coberta por redes 2G; agora, redes de banda larga móvel mais avançadas estão sendo implementadas rapidamente em todas essas regiões, onde um terço dos usuários móveis — 250 milhões de pessoas — têm um smartphone.2 Essa familiaridade com a tecnologia móvel e confiança nas plataformas digitais facilitam a adoção de canais bancários digitais. Criação sem precedentes de acesso à prosperidade   Dispositivos mais rápidos e baratos e o acesso mais amplo a redes robustas estão permitindo que os países pobres da África dêem um salto para uma nova época de conectividade, informação e recursos on-line. Esse forte desenvolvimento não só ofusca o impacto da telefonia fixa, como também cria uma nova realidade onde, na África subsaariana, os telefones celulares são mais comuns do que o acesso à energia elétrica. Os sistemas monetários móveis que permitem às pessoas enviar dinheiro diretamente a partir de seus telefones elevaram o destino econômico das populações — tirando da pobreza, por exemplo, 2% dos lares quenianos entre 2008 e 2014.3 A Nigéria (onde 60% da população tem menos de 25 anos), juntamente com a China, Índia, Paquistão e Indonésia, terão 50% do 1,6 bilhão de usuários de internet móvel projetados para estar on-line até 2025.4 "O crescimento contínuo de gerações de usuários bancários conectados e com conhecimento tecnológico deve revolucionar todo o setor e suas forças de trabalho". Os desafios da modernização das forças de trabalho bancárias   Para compreender o impacto que a transformação digital e os serviços bancários móveis estão tendo nos bancos e seus funcionários, basta olhar os desenvolvimentos recentes no Standard Bank: mesmo sendo um dos bancos mais poderosos e influentes da África, ele anunciou o plano de fechar até 91 agências em todo o continente, colocando em risco mais de 1.000 empregos.5 A digitalização das transações e processos que eram antes realizados por seres humanos está criando grandes desafios para os bancos e funcionários bancários que se sustentam com as habilidades cada vez mais antiquadas. Para o setor bancário mundial, a África representa um futuro inevitável e muito próximo, e os funcionários têm razão de estarem preocupados com a viabilidade de suas carreiras bancárias. Enquanto grandes bancos estão buscando maneiras inovadoras de lutar contra a concorrência cada vez maior e de promover o crescimento de suas carteiras em meio a condições comerciais complicadas, está surgindo uma nova geração de bancos orientados pela tecnologia e organizações fintech, como o TymeBank e o Bank Zero. Encontrar oportunidade em tempos de mudança   Com a mudança, existe sempre oportunidade. O relatório Global Talent Trends 2019 da Mercer explica que a inovação pode muitas vezes apresentar grandes obstáculos às forças de trabalho legadas, mas também pode oferecer oportunidades sem precedentes para o desenvolvimento da carreira e crescimento profissional. A Mercer pode oferecer aos CEOs, CFOs e executivos bancários o conhecimento e recursos necessários para implementar a digitalização em todo o setor financeiro, usando as lições aprendidas com o forte avanço bancário na África. A junção na África da tecnologia com clientes com conhecimento tecnológico acelerou a taxa na qual o setor bancário digital está crescendo e o potencial desse crescimento pode elevar o local de trabalho mundial. Enquanto os clientes com conhecimento tecnológico em todo o mundo exigem que os bancos migrem investimentos, recursos e estratégias para fintechs e plataformas móveis fáceis, a experiência confiável da Mercer oferece transparência e estratégias claras que capacitam os bancos — e suas forças de trabalho — a se adaptarem a uma nova era da transformação digital. Fontes: 1Agabi, Chris. "40% of African bank customers prefer digital channels transactions — Report." Mobile Money Africa, 23 Apr. 2019, https://mobilemoneyafrica.com/blog/40-of-african-bank-customers-prefer-digital-channels-transactions-report. 2Radcliffe, Damien. "Mobile in Sub-Saharan Africa: Can world's fastest-growing mobile region keep it up?" ZDNet, 16 Oct. 2018, https://www.zdnet.com/article/mobile-in-sub-saharan-africa-can-worlds-fastest-growing-mobile-region-keep-it-up/. 3"In much of sub-Saharan Africa, mobile phones are more common than access to electricity." The Economist, 8 Nov. 2017, https://www.economist.com/graphic-detail/2017/11/08/in-much-of-sub-saharan-africa-mobile-phones-are-more-common-than-access-to-electricity. 4Kazeem, Yomi. "Nigeria's young population will help drive global mobile internet user growth over the next decade." Quartz Africa, 18 Sept. 2018, https://qz.com/africa/1393908/gsma-nigeria-to-add-50-million-mobile-internet-users-by-2025/. 5Khumalo, Kabelo. "Customer behaviour triggered Standard Bank move to close 91 branches." Business Report, 15 Mar. 2019, https://www.iol.co.za/business-report/companies/customer-behaviour-triggered-standard-bank-move-to-close-91-branches-19896105.

Sean Daykin | 13 jun 2019

O Private Equity (PE) está se tornando cada vez mais importante no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) devido ao recente enfoque na diversificação econômica e esforços de desenvolvimento. Ele surge como uma classe relativamente nova de ativos na região, com interesse no "capital de crescimento" em vez do PE mais tradicional de "compra", visto nos mercados desenvolvidos dos Emirados Árabes e Europa Ocidental, no qual os gestores dos fundos têm participação majoritária. De fato, o capital de risco viu uma explosão na arrecadação de fundos após o sucesso de gigantes de capital de risco da região, como a Careem, e a compra da Souq.com pela Amazon. O Private Equity pode desempenhar um papel importante na geração de crescimento econômico. Fatores como o aumento da riqueza da região, recentes reformas econômicas importantes e fortes iniciativas regionais do governo para fortalecer o empreendedorismo e promover as pequenas e médias empresas tornam os investimentos de PE bastante atraentes. Os governos locais estão tentando fomentar um crescimento ainda maior no capital de risco, criando incubadoras e núcleos regionais com menos regulamentações para incentivar os empreendedores a se estabelecerem na região. Esse empenho acabará gerando crescimento econômico sustentável, maior prosperidade e mais empregos de alta qualificação. No entanto, após o caso amplamente divulgado do Grupo Abraaj1 , o setor tem exigido governança corporativa mais forte na região. Os gestores locais de PE vêm sofrendo um controle bem maior já que os investidores estão começando a prestar mais atenção no modo como seus fundos são administrados.  Os investidores regionais estão solicitando maior compreensão da medição do desempenho de mercados privados. Os compradores e investidores querem fundamentar suas decisões para entrar no mercado de PE com informações testadas e comprovadas, considerando fatores como desempenho passado e com a devida diligência sobre investimentos e operações. Embora seja essencial medir o desempenho absoluto e relativo dos mercados privados, ele apresenta fortes nuances. Como a "criação de valor" é um aspecto importante na história do Private Equity, a medição não deve ser só precisa, como também significativa. Assim como com todos os investimentos, a avaliação do desempenho passado é sempre um fator importante na hora de optar ou não pela inclusão do Private Equity na alocação geral de ativos de um portfólio. No entanto, os investidores de PE devem olhar mais a fundo para saber o verdadeiro desempenho de um fundo, usando rigorosa e devida diligência. Uma combinação de métricas e medidas qualitativas é importante para oferecer uma compreensão holística do registro de acompanhamento do fundo e de seu potencial de desempenho futuro. Em termos de métricas quantitativas, as três mais usadas são: Taxa Interna de Retorno (TIR), relação do Valor Total Pago (TVPI) e relação do valor Distribuído para Integralizado (DPI). A TIR é a métrica mais citada para avaliação do desempenho de um investimento do mercado privado. É uma avaliação baseada no tempo que leva em consideração o investimento feito e adquirido durante um período. Quanto mais tempo o investimento levar para amadurecer (ou vender a um determinado preço), mais cairá uma determinada TIR global anualizada. A segunda medida, TVPI, considera o total do valor recebido dos investimentos (por meio de dividendos e da venda no final) comparado ao investimento inicial realizado. A medida final é a relação DPI, que mede o retorno do capital inicial (por meio de dividendos ou outros pagamentos) comparado ao investimento inicial realizado. O DPI é um barômetro do valor realizado, não do valor total. Todas essas três métricas exercem um papel importante para ajudar os investidores a avaliarem o desempenho histórico de um fundo de Private Equity. Embora não haja uma resposta única para avaliar de modo completo e preciso o desempenho de um fundo de Private Equity, essas métricas, quando utilizadas em conjunto, podem ajudar a obter uma melhor compreensão sobre ele. A medição do desempenho passado de um fundo não lhe diz muito sobre o desempenho do próximo fundo de Private Equity. Essas obrigações possuem uma vida longa e, sendo assim, é necessário considerar outros fatores relacionados ao investimento. Entre eles estão a estabilidade da equipe de investimento, observando como ela busca negócios ou como cria valor nas empresas do seu portfólio. Depois do caso do Grupo Abraaj, a avaliação de gerentes e operações de back-office tornou-se uma medida essencial de devida diligência. Controles internos eficazes, sistemas reforçados e uma equipe operacional bem montada também são fundamentais para que o fundo de Private Equity tenha sucesso. A avaliação do desempenho do mercado privado é, com certeza, mais complicada do que a avaliação do desempenho do mercado público. Ela requer uma visão clara das métricas e metodologias relevantes, é fundamentada por várias perspectivas e demanda especificidade da análise. Além disso, pode ser subjetiva, propensa à manipulação e representa, no final das contas, uma avaliação imperfeita do sucesso de um investimento no mercado privado. No entanto, é provável que a avaliação do desempenho do mercado privado continue evoluindo e acabe diminuindo suas deficiências atuais. "O segredo dos investidores é identificar os talentos capazes de gerar sólidos investimentos de modo contínuo com o passar do tempo". Embora o desempenho passado seja útil para avaliar o histórico de acompanhamento de um gerente, ele não garantirá resultados futuros. Portanto, o investidor precisa realizar investimentos "qualitativos" profundos juntamente com a devida diligência operacional para avaliar a probabilidade do sucesso do investimento futuro. Para saber mais sobre como a Mercer pode ajudar nas suas estratégias de investimento, clique aqui. Fontes: 1Ramady, Mohamed, "Abraaj Capital: The Rise and Fall of a Middle East Star," Al Arabiya, July 3, 2018,https://english.alarabiya.net/en/views/news/middle-east/2018/07/03/Abraaj-Capital-The-rise-and-fall-of-a-Middle-East-star.html#.

John Benfield | 16 mai 2019

Os tempos estão mudando. O mundo está rumando para o investimento ético e sustentável no longo prazo. Os governos que se preparam para o futuro estão cada vez mais enfatizando o papel dos mercados financeiros no incentivo ao desenvolvimento sustentável. A demanda dos investidores por soluções de investimento responsáveis (IR) cresceu significativamente, como podemos observar pelo crescimento dos ativos alocados a investimentos relacionados a IR. Junto com a transição para o monitoramento de índices de ações de baixo custos, isso tem causado um aumento no número de índices de IR disponíveis atualmente. Nossa expectativa é de que os índices de IR tornem-se um importante passo inicial para a integração de critérios ambientais, sociais e de governança corporativa para muitos investidores com passivos ou investimentos baseados nesses fatores. Na Mercer, definimos Investimento Responsável como a integração de fatores ambientais, sociais e de governança corporativa aos processos de gestão de investimentos e práticas relacionadas à propriedade, acreditando que estes fatores podem ter um impacto relevante sobre o desempenho financeiro. Entretanto, na região do CCG, com os esforços para diversificar a economia, os governos estão acumulando conhecimentos sobre a importância do investimento responsável. O CCG soma quatro dos seis Fundos Soberanos que fundaram o Grupo de Trabalho do One Planet Sovereign Wealth Fund em dezembro de 2017, por ocasião da Cúpula One Planet em Paris. Dentro dos próprios Emirados Árabes Unidos, numerosas iniciativas (como a Economia Verde para o Desenvolvimento Sustentável e a Agenda Verde) estão impulsionando o país para o futuro do investimento responsável. Em conformidade com a estratégia de diversificação, essas iniciativas apoiam o plano Vision 2030, em alinhamento com as ambições de crescimento econômico e os alvos de sustentabilidade ambiental da nação. Abu Dhabi está contribuindo muito para a causa com vários desenvolvimentos, como a Cidade de Masdar, um projeto de energia verde de muitos bilhões de dólares.1 Enquanto isso, Dubai estabeleceu um parque energético e ambiental chamado Enpark, uma Zona Franca para empresas de energia limpa e tecnologia ambiental.2 À medida que os motivos comerciais para investir com responsabilidade se fortalecem na região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), existe uma demanda crescente para integrar fatores ambientais, sociais e de governança ou temas relacionados à sustentabilidade nas decisões e processos de investimento. As instituições estão considerando os benefícios do investimento responsável, não apenas para os seus investimentos como também para sua reputação e os resultados obtidos. O investimento sustentável oferece oportunidades atraentes para explorar o potencial de crescimento de empresas que oferecem soluções para vários desafios, de escassez de recursos, mudanças demográficas e mudanças na evolução das respostas às políticas públicas e a uma diversidade de questões ambientais e sociais. Pesquisas e evidências do setor têm demonstrado os benefícios da integração dos fatores ESG ao desempenho das empresas no longo prazo. Por exemplo, o Deutsche Bank analisou mais de 100 estudos acadêmicos em 2012 e concluiu que as empresas com maiores classificações ESG apresentavam um custo de capital menor em termos de dívida e capital próprio. Outro estudo realizado em 2015 por Hsu (professor na Universidade Nacional Taichung de Ciência e Tecnologia) e Cheng (Professor da Universidade Nacional Chung Sing), ambos de Taiwan, descobriu que empresas socialmente responsáveis apresentam melhor desempenho em termos de classificação de crédito e oferecem menor risco de crédito.3 Com empresas operando contrariamente à definição de interesse público quanto a questões ambientais e sociais, a incorporação dos fatores ESG agora também é reconhecida como uma prática recomendada. Cada vez mais, os empregados querem trabalhar e investir em empresas que apresentem um impacto ambiental positivo. Iniciativas e organismos globais, como o CFA Institute, têm ressaltado os riscos para as finanças e a reputação de não levar em consideração os fatores ESG. Embora o CCG esteja começando a compreender os benefícios da aplicação de fatores ESG, a região não avançou muito nesse conceito. Investimentos em conformidade com a Sharia têm estado disponíveis nas últimas duas décadas. Ambos os modelos aplicam a abordagem da triagem negativa e buscam investimentos que ofereçam retorno sustentável. Com a combinação entre fatores ESG e triagem Sharia, os investidores islâmicos podem melhorar o desempenho dos investimentos e cumprir as metas sociais e ambientais ao mesmo tempo. Com o foco atual dos EAU na diversificação do seus investimentos, o país pode se beneficiar muito da criação de um mercado e uma cultura de investimento responsável, em que a estratégia e os processos andem lado a lado como passos importantes para uma integração bem-sucedida. Ao buscar o crescimento sustentável, uma camada adicional de conhecimento e fiscalização é muito importante para mitigar riscos emergentes, como a mudança climática. Com esse propósito, implementar avaliações ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) ajudará a definir KPIs claros e identificar onde e como os projetos vão gerar valor e mitigar os riscos associados a eles. Por exemplo, a Mercer aplica um Modelo de Investimento para o Crescimento Sustentável com os seus clientes, que distingue as implicações financeiras (riscos) associadas aos fatores ambientais, sociais e de governança corporativa e as oportunidades de crescimento nos setores mais diretamente afetados por questões sustentáveis. Medir o impacto e mitigar riscos tornou-se cada vez mais importante e representa um forte processo de governança dos investimentos. Os benefícios de adotar os fatores ESG são inúmeros. Embora o CCG tenha iniciado a implementação de princípios ESG, ainda é necessário mais trabalho para assegurar que os governos estejam plenamente engajados com os stakeholders, incluindo os investidores, e que as estratégias estejam alinhadas em toda a região. As pressões regulatórias para cumprir padrões globais de integração de fatores ESG tendem apenas a aumentar nos próximos anos. Em lugar de fugir delas, é tempo de as empresas, os investidores e os governos se reunirem e definirem um modo de trabalho que traga avanços ao CCG em termos de investimento responsável e crescimento sustentável. Fontes: 1Carvalho, Stanley, "Abu Dhabi To Invest $15 Billion in Green Energy," Reuters, January 21, 2008, https://www.reuters.com/article/environment-emirates-energy-green-dc/abu-dhabi-to-invest-15-billion-in-green-energy-idUSL2131306920080121 2Energy and Environment Park:Setup Your Company In Enpark, UAE Freezone Setup, https://www.uaefreezonesetup.com/enpark-freezone 3Chen, Yu-Cheng and Hsu, Feng Jui, "Is a Firm's Financial Risk Associated With Corporate Social Responsibility?"Emerald City, 2015, https://www.emeraldinsight.com/doi/abs/10.1108/MD-02-2015-0047

Saiba mais sobre Voice on Growth

Yvonne Sonsino | 08 ago 2019

A Inteligência Artificial e a automação estão mudando nosso mundo constantemente, inclusive a maneira como trabalhamos. Tome, por exemplo, o voo espacial da NASA em 1962. Naquela época, Katherine Johnson, personagem central do livro e filme "Estrelas Além do Tempo", ficou famosa por verificar manualmente a matemática do computador da NASA para colocar uma nave espacial em órbita pela primeira vez. Alguns poucos anos depois, no entanto, essa dependência da inteligência humana foi repassada para calculadoras e computadores. Hoje em dia, o avanço da automação parece algo quase assustador com a crescente e rápida sofisticação da Inteligência Artificial. O índice de IA da Forbes mostra que o volume de investimento anual de capital de risco em IA é seis vezes maior agora do que no ano 2000.1 Esses enormes avanços nos recursos de IA podem parecer destruir nossas ideias de como o trabalho é realizado, mas, na verdade, são apenas uma continuação do desenvolvimento. Compreender e utilizar isso é fundamental para a economia global e, em um nível pessoal aprofundado, para o modo como todos nós nos sustentamos. Prepare-se de modo criativo   Embora os robôs possam facilmente substituir trabalhos cotidianos de nível básico (como o trabalho realizado em fábricas, fazendas e restaurantes de fast food), quase que diariamente surgem novos indicadores que mostram como cargos administrativos nos setores financeiro, jurídico, de seguros e contabilidade também estão sendo automatizados. Se é possível replicar mais do que apenas trabalhos físicos rotineiros e se também é possível simular a criatividade, capacidade relacional e inteligência humanas com a Inteligência Artificial em uma escala mais econômica, então como o trabalhador médio conseguirá competir por trabalho? Os líderes de empresas de todos os tamanhos deveriam estar questionando-se sobre como manter os elementos humanos do trabalho, tais como a inteligência emocional, as habilidades pessoais, a capacidade de julgamento e o talento natural. Precisamos analisar como manter essas importantes facetas humanas enquanto utilizamos as ferramentas mais eficazes à nossa disposição. Como preparação para a revolução pessoal iminente (que deve atingir seu ápice nos próximos 15 anos), as organizações precisam compreender os atributos necessários para o sucesso do trabalho. Os líderes precisam começar a antecipar os diferentes cenários do futuro do trabalho, incluindo áreas em que a produtividade, criatividade e inteligência humanas são igualadas ou superadas por colegas artificiais. A automação é inevitável, mas existem vários resultados possíveis. Em vez de tentar adivinhar como será essa reviravolta, os líderes atuais podem preparar as organizações e seus funcionários para um futuro incerto. Isso exige pensar de modo criativo sobre quais habilidades e aptidões devem ser mantidas e quais podem ser automatizadas. Vemos uma vontade cada vez maior de aproveitar o melhor dos dois mundos. Considere estes quatro cenários futuros possíveis para dar asas à sua imaginação e comece a pensar no futuro de maneira inovadora. A lacuna de talentos   Uma visão sobre a ameaça da IA é que ela não só poderia criar uma lacuna de riqueza e trabalho, como também poderia criar uma lacuna de talentos se as condições de promover talentos não existissem mais. Se os robôs se apoderarem da maioria dos trabalhos humanos, poderemos nos deparar com a condição futura de potencial humano não realizado. O aumento na dependência da tecnologia poderia fazer com que números cada vez maiores de pessoas se sentissem sem vontade de aprender ou de fazer muitas coisas, assim a inteligência natural não conseguiria florescer e prosperar. Sem empregos para os quais se preparar, as crianças podem não receber mais educação da mesma maneira. A revolução da IA poderia transformar o talento de um recurso natural em algo que só pode ser criado por aqueles que tiverem acesso à IA mais sofisticada possível, deixando os outros para trás. Meu amigo, o cobô   Quando se trata de trabalho de conhecimento de alto valor (envolvendo sistemas e fatos complexos). é provável que a IA se desenvolva em uma velocidade que as pessoas não consigam utilizar ou compreender. Isso as coloca em risco de substituição, e não de coexistência. Essa situação é diferente da automação do trabalho manual ou físico, que é propenso ao erro humano e à exaustão. O desempenho da automação do trabalho administrativo é mais sutil, diminuindo os erros e as horas de trabalho, eliminando a parcialidade emocional das decisões e aumentando a escala e a complexidade. Os trabalhadores de conhecimento devem se sentir confortáveis ao trabalhar juntamente com a IA e com robôs. Uma visão futura pode incluir cobôs: robôs colaborativos que trabalham com operadores humanos e colegas. Os cobôs são um novo elemento da relação de trabalho que precisa ser criado à medida que as equipes passam a ser compostas pela mistura diversa de inteligência humana e artificial. Diversidade e inclusão na década de 2020   A Inteligência Artificial apresenta uma nova maneira de pensar sobre a diversidade e equipes. Equipes diversas tomam decisões melhores e obtêm melhores resultados comerciais. Isso inclui a "diversidade cognitiva": diferenças nos estilos de solucionar problemas ou de processar informações. A próxima etapa óbvia é incluir robôs equipados com IA na diversidade cognitiva da sua equipe. Seu estilo de resolver problemas é conhecido, determinado pelo código em que são executados e pelos conjuntos de dados em que são treinados. São o contrapeso perfeito para membros humanos da equipe desestruturados e variáveis. A otimização da equipe logo significará projetar uma combinação avançada de mentes humanas criativas com mentes de IA estruturadas, aplicadas em diferentes elementos da tarefa disponível. Nova função do RH   O papel do RH deve evoluir com o crescimento da automação no local de trabalho. Os trabalhadores humanos e de IA coexistirão em um grupo de trabalho, e o RH deverá utilizar os melhores funcionários em cada tarefa determinada. Para isso, será necessário compreender o poder e as aptidões dos robôs, além de (e talvez de modo ainda mais importante) suas limitações. A utilização dos recursos humanos nas tarefas certas será uma habilidade importante do RH. À medida que o RH se concentra cada vez mais na gestão de dados e recursos de análise, os líderes de RH precisam considerar a ética dos dados pessoais obtidos dos funcionários, possíveis funcionários, prestadores de serviços e clientes. As ferramentas de trabalho digitais e inteligentes que dominarão o futuro dos negócios tendem a coletar milhares de informações sobre seus usuários. Consequentemente, o RH tem uma responsabilidade maior como guardião dos dados pessoais e privacidade humana. Considerando esses possíveis cenários futuros, os líderes podem começar a traçar estratégias sobre como preparar as organizações e seus funcionários para uma dependência maior de IA e automação. Fontes: Columbus, Louis. "10 Charts That Will Change Your Perspective on Artificial Intelligence's Growth." Forbes. Jan. 12, 2018. https://www.forbes.com/sites/louiscolumbus/2018/01/12/10-charts-that-will-change-your-perspective-on-artificial-intelligences-growth/#2314726a4758.  

A posição única da África como um continente composto amplamente por jovens que estão adotando a transformação digital oferece aos bancos de todo o mundo um breve olhar sobre o futuro. Essa nova geração prefere agilidade a burocracia, e automação on-line a interações convencionais perturbadas por ineficiência humana, restrições geográficas e falta de capacidade de adaptação.           Na realidade, 40% dos usuários de bancos africanos dizem que preferem usar canais digitais para suas necessidades bancárias.1 Esse movimento drástico na preferência dos clientes está empurrando a África para a vanguarda das mudanças e tornando o setor bancário africano um berço de inovação. A África do Sul, Quênia, Nigéria e Costa do Marfim, em particular, estão liderando o caminho, atravessando o impacto e consequências sem precedentes que a digitalização dos serviços bancários e ascensão das "fintechs" estão tendo nos clientes, na receita e no futuro dos funcionários bancários. A ascensão do uso móvel e dos serviços bancários digitais   O uso móvel e os serviços bancários digitais andam de mãos dadas. Os usuários bancários africanos preferem os serviços bancários digitais porque já incorporaram os canais digitais em seu estilo de vida. Em 2017, mais de 90% da África subsaariana era coberta por redes 2G; agora, redes de banda larga móvel mais avançadas estão sendo implementadas rapidamente em todas essas regiões, onde um terço dos usuários móveis — 250 milhões de pessoas — têm um smartphone.2 Essa familiaridade com a tecnologia móvel e confiança nas plataformas digitais facilitam a adoção de canais bancários digitais. Criação sem precedentes de acesso à prosperidade   Dispositivos mais rápidos e baratos e o acesso mais amplo a redes robustas estão permitindo que os países pobres da África dêem um salto para uma nova época de conectividade, informação e recursos on-line. Esse forte desenvolvimento não só ofusca o impacto da telefonia fixa, como também cria uma nova realidade onde, na África subsaariana, os telefones celulares são mais comuns do que o acesso à energia elétrica. Os sistemas monetários móveis que permitem às pessoas enviar dinheiro diretamente a partir de seus telefones elevaram o destino econômico das populações — tirando da pobreza, por exemplo, 2% dos lares quenianos entre 2008 e 2014.3 A Nigéria (onde 60% da população tem menos de 25 anos), juntamente com a China, Índia, Paquistão e Indonésia, terão 50% do 1,6 bilhão de usuários de internet móvel projetados para estar on-line até 2025.4 "O crescimento contínuo de gerações de usuários bancários conectados e com conhecimento tecnológico deve revolucionar todo o setor e suas forças de trabalho". Os desafios da modernização das forças de trabalho bancárias   Para compreender o impacto que a transformação digital e os serviços bancários móveis estão tendo nos bancos e seus funcionários, basta olhar os desenvolvimentos recentes no Standard Bank: mesmo sendo um dos bancos mais poderosos e influentes da África, ele anunciou o plano de fechar até 91 agências em todo o continente, colocando em risco mais de 1.000 empregos.5 A digitalização das transações e processos que eram antes realizados por seres humanos está criando grandes desafios para os bancos e funcionários bancários que se sustentam com as habilidades cada vez mais antiquadas. Para o setor bancário mundial, a África representa um futuro inevitável e muito próximo, e os funcionários têm razão de estarem preocupados com a viabilidade de suas carreiras bancárias. Enquanto grandes bancos estão buscando maneiras inovadoras de lutar contra a concorrência cada vez maior e de promover o crescimento de suas carteiras em meio a condições comerciais complicadas, está surgindo uma nova geração de bancos orientados pela tecnologia e organizações fintech, como o TymeBank e o Bank Zero. Encontrar oportunidade em tempos de mudança   Com a mudança, existe sempre oportunidade. O relatório Global Talent Trends 2019 da Mercer explica que a inovação pode muitas vezes apresentar grandes obstáculos às forças de trabalho legadas, mas também pode oferecer oportunidades sem precedentes para o desenvolvimento da carreira e crescimento profissional. A Mercer pode oferecer aos CEOs, CFOs e executivos bancários o conhecimento e recursos necessários para implementar a digitalização em todo o setor financeiro, usando as lições aprendidas com o forte avanço bancário na África. A junção na África da tecnologia com clientes com conhecimento tecnológico acelerou a taxa na qual o setor bancário digital está crescendo e o potencial desse crescimento pode elevar o local de trabalho mundial. Enquanto os clientes com conhecimento tecnológico em todo o mundo exigem que os bancos migrem investimentos, recursos e estratégias para fintechs e plataformas móveis fáceis, a experiência confiável da Mercer oferece transparência e estratégias claras que capacitam os bancos — e suas forças de trabalho — a se adaptarem a uma nova era da transformação digital. Fontes: 1Agabi, Chris. "40% of African bank customers prefer digital channels transactions — Report." Mobile Money Africa, 23 Apr. 2019, https://mobilemoneyafrica.com/blog/40-of-african-bank-customers-prefer-digital-channels-transactions-report. 2Radcliffe, Damien. "Mobile in Sub-Saharan Africa: Can world's fastest-growing mobile region keep it up?" ZDNet, 16 Oct. 2018, https://www.zdnet.com/article/mobile-in-sub-saharan-africa-can-worlds-fastest-growing-mobile-region-keep-it-up/. 3"In much of sub-Saharan Africa, mobile phones are more common than access to electricity." The Economist, 8 Nov. 2017, https://www.economist.com/graphic-detail/2017/11/08/in-much-of-sub-saharan-africa-mobile-phones-are-more-common-than-access-to-electricity. 4Kazeem, Yomi. "Nigeria's young population will help drive global mobile internet user growth over the next decade." Quartz Africa, 18 Sept. 2018, https://qz.com/africa/1393908/gsma-nigeria-to-add-50-million-mobile-internet-users-by-2025/. 5Khumalo, Kabelo. "Customer behaviour triggered Standard Bank move to close 91 branches." Business Report, 15 Mar. 2019, https://www.iol.co.za/business-report/companies/customer-behaviour-triggered-standard-bank-move-to-close-91-branches-19896105.

Gail Evans | 25 jul 2019

O poder da Inteligência Artificial moldará o futuro do trabalho e otimizará a produtividade. À medida que a transformação digital continua acelerando as operações de negócios, nossas agendas pessoais e de trabalho têm se tornado cada vez mais integradas. Nunca antes os pais, profissionais e comunidades inteiras de pessoas se viram forçados a harmonizar as demandas crescentes de seu trabalho e vidas pessoais. Organizar as responsabilidades da vida moderna pode parecer assustador. Criar filhos saudáveis e equilibrados, apoiar um parceiro ou amigo em dificuldade, impressionar o chefe e os colegas de trabalho e não comprar aqueles biscoitos de chocolate (quem tem tempo para jantar?) podem sobrecarregar a alma humana. Felizmente, as plataformas de IA não estão só mudando o modo como os profissionais organizam as informações e interagem com os dados, mas também o modo como eles lidam com os desafios da vida cotidiana. Apresentamos Warren   O Warren, o assistente digital de consultoria da Mercer, é uma plataforma de Inteligência Artificial sofisticada, concebida para utilizar dados em tempo real com padrões aprendidos, destinada a aumentar a produtividade da força de trabalho. Ele trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir que suas obrigações pessoais e profissionais estejam bem organizadas e seu plano de carreira esteja avançando. Ele faz isso contextualizando dados do passado, presente e futuro e simplificando suas responsabilidades e agenda de modo a incentivar uma melhor tomada de decisão. Em outras palavras, o Warren é o seu orientador pessoal exclusivo, o confidente e companheiro de equipe — a convergência total entre pessoas e tecnologia. Todos os dias, as pessoas lutam para maximizar o valor do seu tempo. Com frequência, nosso trabalho é prejudicado por dados inferiores que resultam em escolhas ruins, agendamento ineficiente e distrações que consomem tempo. Muitas pessoas não têm tempo ou recursos para se adaptarem às mudanças inevitáveis nas prioridades diárias urgentes. O Warren veio para ajudá-las a se concentrarem no que é mais importante, quando é mais importante. Trata-se menos de como a tecnologia nos informa e mais sobre construir uma existência híbrida de máquinas e pessoas trabalhando em conjunto. Você traz o elemento humano para a relação com a sua criatividade, pensamento estratégico e empatia, e o Warren amplia seus recursos humanos fazendo recomendações baseadas nas metas e objetivos designados. Ele então faz ajustes conforme as conversas prévias com você. Todos os profissionais, não só os que estão no topo da hierarquia, merecem um assistente pessoal que ajude a esvaziar a mente. Essa democratização da força de trabalho com a Inteligência Artificial revolucionará o modo como as ideias se tornarão realidade e o crescimento dos negócios. Os dias de compartimentalização das vidas pessoal e profissional já eram. O Warren permite que você priorize e resolva imediatamente tudo o que a vida exigir de você: o diretor da escola do seu filho espera que você atenda o telefone às 13h de uma terça-feira, e seu chefe lhe envia um e-mail às 20h na quinta-feira esperando uma resposta rápida. Sem problemas. O Warren veio para ajudá-lo a ter sucesso em um mundo que exige muito do seu tempo, energia e equilíbrio mental. O Warren responderá assim: "Não, seu filho não tem alergia a amendoim." "Sim, você informou a equipe sobre a reunião de vendas e imprimiu os relatórios para cada membro." Pronto e pronto. A vida moderna é uma experiência totalmente integrada e sem fronteiras. Bem-vindo à nova normalidade. Trabalhe na velocidade da IA   Trabalhar na velocidade da Inteligência Artificial significa jamais ter que se perguntar se deixou o fogão aceso, onde é o local da sala de reunião das 9h ou a exatidão dos dados do gráfico que ilustra os números de produção do último trimestre. Esqueça os lembretes colados no computador, aqueles momentos embaraçosos na sala de conferências quando a apresentação em PowerPoint não carrega e ter que memorizar mais uma senha. Diga adeus àquele momento em que você olha a taça de vinho tarde da noite e se pergunta se é um bom pai. Você com certeza é porque o Warren o lembrou de não marcar aquela ligação importante com o escritório de Hong Kong durante a estreia da sua filha como o Gato Risonho na peça "Alice no País das Maravilhas" da escola. O Warren reconhece as idiossincrasias e a capacidade de falhar dos seres humanos. Ele verifica os fatos e realiza um controle de qualidade de cada etapa do seu dia atarefado. Todo aspecto da sua vida profissional será otimizado com a tecnologia da Inteligência Artificial, que, consequentemente, aumentará bastante a qualidade e o prazer da sua vida pessoal também. Ao prever e reduzir nossos próprios erros humanos e lapsos de julgamento, a IA consegue tornar nossa experiência humana mais significativa, gratificante e impactante. Assim como os e-mails, as mensagens instantâneas e as chamadas de vídeo mudaram a forma de comunicação entre as pessoas, o Warren está mudando a maneira de as pessoas se comunicarem com elas mesmas, suas tarefas de trabalho e suas carreiras inteiras. Uma época de IA democratizada   À medida que os negócios se voltarem para o crescimento, as pessoas terão cada vez mais liberdade para pensar além das minúcias das obrigações diárias e utilizarão aquele novo tempo, espaço mental e capacidade para continuar buscando e avançando. No local de trabalho, o Warren capacita a mudança em todos os níveis da organização, que mudará para sempre a dinâmica de influência e o fluxo de ideias. As grandes ideias e mudanças visionárias não virão mais de cima para baixo. Do CEO, do estagiário temporário e da majestosa sala da diretoria até a tumultuada sala de correspondências, as soluções inovadoras e ideias vanguardistas virão de todos os lugares. Com a democratização da IA, as pessoas mais próximas dos produtos, soluções e serviços terão finalmente tempo e capacidade necessários para refletir sobre as melhorias e criar a próxima prática recomendada ou ideia. A IA servirá de inspiração para os funcionários de todos os níveis pensarem de modo mais inteligente e rápido, desenvolverem estratégias que mudem o jogo e identificarem novas maneiras de criação conjunta e inovação. O Warren e outras tecnologias de IA permitirão que os funcionários, independentemente do cargo, nível ou posto, se desenvolvam pessoal e profissionalmente. O futuro do trabalho, assim como no passado, será definido pelo acesso às informações e oportunidades, bem como pela integração da tecnologia e potencial humano. Agora a IA apresenta aos negócios um universo de possibilidades sem precedentes, e os empregadores devem fazer todo o possível para capacitar seus funcionários de modo que possam competir no futuro e continuar agregando valor à empresa. O Warren é a versão de IA de um colaborador dedicado que mal dorme, só lida com fatos e dados precisos e jamais roubará seu almoço na geladeira. Por último, o Warren é um colega de uma nova era de pessoas, tecnologia e da força de trabalho simbiótica.

back_to_top